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Luehea divaricata Família: Malvaceae, a família botânica da paineira, do algodão e do hibisco. Outros nomes: ibatingui, pau-de-canga. Distribuição Geográfica: O açoita-cavalo é encontrado nos biomas Mata Atlântica e Cerrado, nos Estados da BA, DF, GO, MG, RJ, SP, RS e SC. É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Características: Árvore que varia entre 15 e 30 m de altura, e possui tronco com cerca de 60 cm de diâmetro. Possui folhas simples, de cor verde escuro na parte de cima e coberta por pelos (tricomas) e de cor esbranquiçada na parte de baixo. As flores são de cor rosada, mas podem apresentar diversas tonalidades, e estão dispostas em inflorescências na parte final dos ramos. Os frutos são como cápsulas pequenas e peludas, que ficam viradas para cima e se abrem liberando as sementes aladas. Usos Alimentação: Não existem registros deste tipo de uso. Madeira: A madeira não é muito pesada, mas é resistente e flexível, estando entre as mais valiosas madeiras brasileiras. Contudo, pode ser atacada facilmente por insetos xilófagos, como os cupins. É utilizada para fabricação de móveis, estruturas curvadas, rodapés, caixotaria, saltos de sapatos entre outros.  Uso medicinal: É utilizado como antirreumático, antidiarreico, antisséptico, expectorante etc. Outros usos: É uma espécie ornamental e pode ser indicada para paisagismo. A casca também fornece fibras, resinas, mucilagem e tanino. Curiosidades: O nome ibatingui, vem do Tupi “ivatingí” e significa “árvore de fruto seco”. Já o nome Açoita-cavalo vem dos galhos retos e flexíveis que podem ser usados como chicotes. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, com rápido crescimento e bastante indicada para reflorestamentos e controle de voçorocas. O açoita-cavalo é uma árvore emergente que aparece acima das copas de outras árvores, destacando-se em florestas ribeirinhas. Floração: Floresce de dezembro a fevereiro. As flores são melíferas e muito visitadas por insetos e beija-flores. Frutificação: Frutifica entre os meses de maio e agosto. Os frutos, quando maduros, se abrem e expõem as sementes.

Astronium graveolens Jacq. Família: Anacardiaceae, a família botânica da aroeira-da-praia, da manga, do caju e dos cajás. Outros nomes: guaritá e gonçalo-alves. Distribuição Geográfica: Essa espécie ocorre em quase todo o território brasileiro nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. Pode ser encontrada em diversos Estados das 5 regiões do país. É uma árvore nativa do Brasil, mas que também ocorre em outros países. Características: Árvore de 15 a 25 m de altura, com tronco reto variando de 40 a 60 cm de diâmetro. A casca é lisa e descamante às vezes amarelada ou cinza. As folhas são   compostas  , terminando de forma ímpar, com cheiro característico, comum às espécies dessa família. As flores são amareladas, pequenas e dispostas em inflorescências. Os frutos possuem apenas uma semente e 5 alas, que o ajudam a planar. Usos Alimentação: Não existem registros para este uso. Madeira: É tida como “madeira de lei”, muito pesada e dura. Resistente a trabalhos mecânicos, é durável mesmo em condições em que está exposta, enterrada ou submersa. É indicada para obras externas como postes, dormentes e mourões e também na construção naval. Também pode ser usada no fabrico de móveis, pois possui acabamento fino e muito bonito. Algumas espécies próximas, também do gênero Astronium, são muito exploradas no Brasil e consideradas entre as melhores, para certos usos, das que existem na América do Sul. Uso medicinal: A casca é utilizada na medicina caseira contra alguns males. Outros usos: Pode ser utilizado com sucesso para o paisagismo. Curiosidades: Um dos nomes pelo qual essa espécie é conhecida, guaritá, é de origem Tupi e significa “pau-pedra” por conta de uma das principais qualidades de sua madeira. Informações Ecológicas: É uma espécie secundária, sendo indicado o plantio junto com espécies pioneiras que propiciem algum sombreamento. Contudo, pode tolerar locais ensolarados e é recomendada para lugares pedregosos e secos. O aderno perde todas as folhas em determinada época do ano. Floração: De junho a outubro. A floração ocorre com a árvore totalmente sem folhas. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas e insetos pequenos. Frutificação: De julho a novembro. As alas dos frutos o fazem girar quando caem das árvores, e assim, aliado ao vento ele plana e é transportado a longas distâncias. Atinge a idade reprodutiva entre 15 e 20 anos de idade. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 3. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1952. SILVA-LUZ, C.L. & PIRANI, J.R. 2012. Anacardiaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Disponível em: . Acesso em: 28/05/2012.

Amburana cearensis (Allemão) A.C.Sm. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: cerejeira, amburana-de-cheiro, imburana, cumaru-do-ceará, cumaré. Distribuição Geográfica: Ocorre nos Estados de AL, BA, CE, PB, PE, PI, GO, ES, MG e RJ, em áreas de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Características: Árvore que varia de 4 a 12 m de altura em áreas secas, como a Caatinga, e pode chegar a 20 m de altura em ambientes mais úmidos. Possui tronco marrom avermelhado com diâmetro entre 40 e 80 cm. As folhas são compostas e alternas de 10 a 15 cm de comprimento, com folíolos bem pequenos. As flores são de cor branco-amarelada, dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos se abrem liberando uma a duas sementes. Usos Alimentação: Não há registro de usos para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e utilizada para esculturas e marcenaria em geral. Possui cheiro de cumarina, gosto adocicado e apresenta certa durabilidade quando exposta às intempéries. Uso medicinal: A casca possui óleos e é utilizada separada, ou misturada com sementes, na forma de chá e xaropes no tratamento de resfriados, tosse, bronquite, asma ou outras alterações pulmonares. O banho com as cascas cozidas é utilizado para tratar dores reumáticas. Outros usos: Devido ao odor agradável, as sementes eram usadas para perfumar a roupa. A amburana é também uma arvore bastante ornamental pela cor de seus ramos e tronco. Curiosidades: O nome Amburana, deriva de “embu”, que em Tupi quer dizer “o que dá de beber, o que tem água”. Informações Ecológicas: A amburana pode ser considerada uma espécie clímax, mas que tolera bem lugares com sol e terrenos secos. Ocasionalmente também é encontrada em florestas secundárias. É uma árvore que perde suas folhas em determinada época do ano e tem o inicia seu processo reprodutivo, para produção de sementes, a partir de 10 anos de idade. Floração: Floresce de abril a junho, com a árvore praticamente sem folhas. Frutificação: A maturação dos frutos ocorre em agosto e setembro, juntamente com o surgimento da nova folhagem. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LIMA, H.C. de. Amburana in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 Abr. 2014 LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008 PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 2. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. RIZZINI, C.T. & Mors, W.B. Botânica Econômica Brasileira. São Paulo, EPU, EDUSP, 1976.

Pterogyne nitens Arvore de hábito pioneiro, atingindo até quinze metros de altura. A madeira é moderadamente densa, resistente ao apodrecimento, utilizada para diversas finalidades como: confecção de móveis finos, lambris, para construção civil, como vigas, caibros, ripas, tacos e tábuas para assoalhos, para confecção de carrocerias, interiores de embarcações e vagões, tonéis, barris, tanques.  A árvore, pela rusticidade e rapidez de crescimento, é ótima para plantios mistos em áreas degradadas de preservação permanente. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis. Floresce durante os meses de dezembro-março. A maturação dos frutos ocorre nos meses de maio-junho, entretanto permanecem na planta por mais tempo. O desenvolvimento das plantas no campo no campo é também rápido alcançando 4m aos 2 anos.


Joannesia princeps Família: Euphorbiaceae, a família botânica da seringueira, da mandioca e da mamona. Outros nomes: andá-assu, boleira e cotieira. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre nos Estados do PA, SE, BA, MG, SP, ES e RJ, em áreas de Caatinga e Mata Atlântica. Características: Árvore de 15 a 30 m de altura com tronco de 40 a 95 cm de diâmetro. A casca é castanho-claro e lisa, com algumas fissuras. As folhas são compostas, com folíolos de consistência fina, dispostos de forma semelhante aos dedos de uma mão. As flores estão dispostas eminflorescências na ponta dos ramos e são brancas, um pouco vistosas. O fruto chega até 10 cm e é redondo e pesado, com o exterior lenhoso, bastante duro. Dentro dele encontram-se 2 ou 3 sementes arredondadas e volumosas.  Usos Alimentação: Não existem registros para este fim. Madeira: Considerada leve, muito porosa e macia ao corte. É utilizada na fabricação de palitos de fósforo, celulose para papel, caixotes e para a construção de pequenas embarcações como canoas e jangadas. Também é usada para marcenaria, carpintaria e artesanatos. Uso medicinal: Das sementes se extrai um óleo que é usado principalmente como purgativo e contra problemas no fígado. Já da casca também se extrai óleo que é utilizado na medicina caseira. Outros usos: O óleo extraído das sementes também é utilizado com fins industriais como substituto do óleo de linhaça. Além disso, é usado em tintas, vernizes, como lubrificante, na iluminação e na fabricação de sabão. O restante da prensagem para retirada do óleo é usada como adubo. Os indígenas o utilizavam para passar no cabelo e misturavam a corantes naturais para fazer a pintura corporal. Curiosidades: Em Tupi, o nome andá-açu ou andá-guassu, quer dizer “coco-grande” ou “amêndoa-grande”. Informações Ecológicas: É considerada uma espécie pioneira, bastante tolerante a insolação e a terrenos mais secos e pouco férteis. O desenvolvimento das mudas após o plantio é bastante rápido e é uma árvore indicada para áreas em recuperação, visando o reestabelecimento de algumas espécies animais nessas áreas, já que fornece alimento para a fauna. O anda-açu perde totalmente suas folhas em determinada época do ano. Floração: De julho a dezembro, junto com a formação de novas folhas. As flores são polinizadas por abelhas e alguns pequenos insetos. Frutificação: De janeiro a agosto. O fruto é muito duro e parece que pode ser quebrado somente por roedores como a cutia, daí um dos seus nomes populares, cotieira. Suas sementes então são dispersas por esses animais que as liberam para se alimentarem. Eles também enterram outras para consumirem depois, ou as abandonam no chão da floresta. Essa árvore praticamente necessita da presença desses animais para a sua regeneração natural, pois sem essa interação, as sementes permanecem presas dentro do fruto, esperando seu apodrecimento para terem alguma chance de germinarem.   

Anadenanthera macrocarpa É também uma planta de hábito pioneiro. As flores são brancas e dispostas em inflorescência do tipo panículas. Os frutos são do tipo como vagens de legumes, porém achatadas, com 10 a 20 cm de comprimento onde se desenvolvem em media de 5 a 10 sementes por fruto. A multiplicação da espécie ocorre somente através destas sementes. O uso dos angicos na medicina popular é amplo e é feito através da extração dos princípios ativos curativos pela casca ou pela goma (resina), por infusão, xarope, maceração ou tintura. A casca dos angicos é rica em taninos, mucilagens e alcaloides que têm ação medicinal hemostática, depurativa, adstringente, cicatrizante e emulsificante peitoral. OBS: O angico-branco (Anandenanthera colubrina e a Parapiptadenia rigida), o vermelho (Anandenathera macrocarpa), e o angico-do-cerrado (Anandenanthera falcata) são os mais usados na medicina popular ou, pelo menos, os mais documentados para este uso.

Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. colubrina Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: cambuí-angico, curupaí, curupaíba, cambuí-branco e cambuí-vermelho. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados da BA, MG, RJ, SP e PR. Características: Árvore de 12 a 15 m de altura, e diâmetro do tronco de 30 a 50 cm. As folhas são compostas e as flores são brancas e amareladas, possuem perfume e ficam dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos são de cor marrom e se abrem liberando de 5 a 15 sementes. Usos Alimentação: Não existe registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é pesada, bastante dura e de grande durabilidade mesmo quando exposta. É usada na construção civil, obras hidráulicas, carpintaria e como lenha e carvão. Uso medicinal: É utilizado como antidiarreico e expectorante na forma de infusão, maceração e tinturas. Também é base para alguns xaropes. A casca é utilizada no tratamento de doenças sexuais e do útero. Outros usos: É uma árvore bonita e pode ser utilizada na arborização de parques. Sua casca possui elevado teor de tanino e também fornece goma, que pode ser utilizada na fabricação de goma-de-mascar. Curiosidades: O nome Angico vem do Tupi e se refere à varias árvores de madeira dura e seca. E o nome Cambuí, deriva do Tupi “cambuhy” que significa planta ou folha que se desprende. Os frutos são considerados venenosos e com propriedades alucinógenas e hipnóticas. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que perde suas folhas em determinada época do ano. É muito comum em pastagens e terrenos abandonados e também pode ser encontrada em florestas secundárias acima de 400 m de altitude. É encontrada também em florestas bem preservadas, em locais com maior incidência de luz solar como clareiras naturais e bordas de fragmentos. É indicada para plantios mistos de reflorestamento e produz grande quantidade de sementes viáveis por ano. Floração: Floresce entre os meses de setembro e dezembro. As flores são melíferas e produzem pólen e néctar para fabricação de mel de ótima qualidade. Frutificação: Os frutos amadurecem em julho e agosto, e permanecem na árvore até a próxima floração. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008 MORIM, M.P. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB18071>. Acesso em: 15 Abr. 2014  

Anadenanthera colubrina var. cebil (Griseb.) Altschul Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: angico-preto, angico-do-campo, arapiraca, curupaí, angico-de-casca. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, e é encontrada nos Estados da BA, CE, PB, PE, PI, RN, SE, DF, GO, MS, MT e MG. Características: É uma árvore que varia de 8 a 20 m de altura, com diâmetro do tronco de 40 a 60 cm. Na Caatinga possui porte menor, variando de 3 a 15 m. A casca pode ser lisa e clara ou fissurada e escura, e ramos novos podem apresentar espinhos. As folhas são compostas, com folíolos rígidos. As flores estão dispostas em inflorescências no final dos ramos, e são de cor amarelo claro. O fruto é uma vagem que se abre liberando de 8 a 15 sementes. Usos Alimentação: Não foi encontrado registro de uso para este fim. Madeira: Possui madeira muito pesada e de grande durabilidade em condições naturais. É utilizada na construção civil e naval, marcenaria e carpintaria. Uso medicinal:  A casca é utilizada na forma de infusão, xarope, maceração e tintura devido a suas propriedades adstringentes. A resina e as folhas são usadas como depurativos do sangue e no combate ao reumatismo e bronquite. Outros usos: A casca já foi muito utilizada em curtumes, por ser rica em tanino. É bastante ornamental e indicada para paisagismo em parques e praças. Curiosidades: O nome Angico vem do Tupi e se refere a varias árvores de madeira dura e seca. Já o nome Arapiraca, também em Tupi, significa “o pau da casca solta”. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, que perde suas folhas em determinada época do ano. Vive bem em ambientes ensolarados e secos e produz grande quantidade de sementes viáveis anualmente. Possui crescimento moderado a rápido e é indicada para plantios de reflorestamento. O Angico-vermelho também pode ser encontrado em florestas secundárias e interior de matas mais preservadas. Floração: Floresce entre julho e novembro, dependendo da região em que se encontra. As flores são melíferas e atraem abelhas que coletam néctar e pólen. Frutificação: Os frutos amadurecem de março a novembro. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. MORIM, M.P. Anadenanthera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 Abr. 2014

Família: Anacardiaceae, a família botânica do aderno, do cajá-mirim, da manga e do caju. Outros nomes: aroeira-mansa, aroeira-pimenteira, aroeira-vermelha e aroeira. Distribuição Geográfica: Ocorre em mais da metade dos Estados do Brasil (PI, CE, RN, PB, PE, BA, AL, SE, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC, RS). É uma espécie nativa, mas não é endêmica do nosso país. Pode ser encontrada no Cerrado, na Mata Atlântica e nos Pampas, mas ocorre em grande quantidade nas regiões litorâneas, principalmente nas restingas. Características: Varia de 2 a 10 m de altura e possui tronco com casca grossa e fissurada. Suas folhas são compostas e terminam de forma ímpar, a haste da folha é alada e os folíolos são estreitos na base e mais largos no ápice. As folhas possuem margem serrilhada e são de consistência fina e lisa. Suas flores são melíferas, pequenas, de cor amarelo-claro e ficam dispostas em inflorescências de 5 a 50 cm de comprimento. O fruto varia da cor vermelha a rosa e é redondo e pequeno, com apenas uma semente.  Usos Alimentação: Os frutos são conhecidos como “pimenta-rosa”, um condimento bastante apreciado principalmente fora do Brasil. Madeira: Fornece madeira de excelente qualidade, que praticamente não apodrece. Usos medicinais: A casca é utilizada em medicamentos anti-inflamatórios e cicatrizantes ou como tratamento para doenças do sistema urinário e do aparelho respiratório. Tem ação antimicrobiana e antifúngica comprovada e também serve para branquear e limpar os dentes. Outros usos: O extrato da casca é utilizado para curtir couro e fortalecer redes de pesca. Curiosidades: O nome aroeira, em Tupi significa "o que é forte". Quando as folhas e frutos da aroeira são amassados pode-se sentir um cheiro bastante agradável. Essa característica é comum a quase todas as plantas da família das Anacardiáceas. Contudo, deve-se ter cuidado no manuseio de folhas, ramos e cascas, pois todas as partes da aroeira podem causar reações alérgicas na pele de pessoas sensíveis. Por conta do plantio para fins ornamentais e de arborização urbana, a aroeira se tornou uma espécie invasora em várias partes do mundo onde não existia anteriormente. Tanto, que em algumas regiões dos Estados Unidos a venda, o transporte (mesmo de sementes) ou o plantio são proibidos por lei. Na região de ocorrência natural (ex.: Brasil) isso não acontece, por isso é importante que somente plantas nativas sejam plantadas em áreas que precisam ser recuperadas. Informações Ecológicas: É uma planta pioneira que cresce bem em terrenos com poucos nutrientes e secos e o desenvolvimento das mudas é considerado rápido. Por ser frutífera, é bastante importante em reflorestamentos, sendo um atrativo para o restabelecimento da fauna, e seus frutos são procurados principalmente por aves. A aroeira já produz frutos em seu primeiro ano de idade. Floração: De setembro a janeiro. Neste período suas flores são frequentemente visitadas por algumas espécies de abelhas e vespas. Frutificação: De janeiro a julho.

Myracrodruon urundeuva Allemão Família: Anacardiaceae, a família botânica do aderno, do cajá-mirim, da manga e do caju. Outros nomes: urundeúva, aroeira-preta, aroeira-do-campo, aroeira-da-serra e arindeúva. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica e é encontrada nos Estados de AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE, DF, GO, MS, MT, MG e SP. Características: Árvore que varia de 6 a 14 m de altura no Cerrado e Caatinga, e pode chegar a 25 m em áreas com solos mais férteis. Possui tronco com cerca de 50 a 80 cm de diâmetro. As folhas são compostas e as flores possuem cor amarelada e ficam dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos são de cor preta e mantêm certas partes das flores. Usos Alimentação: Não foi encontrado registro de uso para esse fim. Madeira: Possui madeira muito pesada, com bastante resistência mecânica e ao apodrecimento. É utilizada para obras externas, na construção civil e produção de peças torneadas. Uso medicinal: Muito utilizada na região nordeste como banho-de-assento após o parto, e também para o tratamento de infecções da pele e problemas urinários e respiratórios. Também é usada para estancar hemorragias, substituindo o gesso em caso de fratura óssea, e como anti-inflamatório e cicatrizante. Outros usos: É indicada para arborização em geral e possui copa bastante ornamental, em forma de pirâmide. Contudo, pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis que entram em contato. Curiosidades: O nome Aroeira vem do Tupi e significa “o que é forte”, “o que tem ação forte”. Informações Ecológicas: Pode ser considerada como uma espécie clímax, e perde suas folhas em determinada época. O plantio em local de sol pleno não é recomendado, sendo o ideal plantá-la junto com uma espécie pioneira de crescimento rápido. Contudo, tolera bem diversos tipos de ambientes e pode ocorrer tanto em formações vegetais abertas, como em matas muito úmidas e fechadas. Floração: Floresce em junho e julho, com a árvore geralmente sem folhas. Suas flores produzem pólen de interesse para a apicultura. Frutificação: Os frutos amadurecem e setembro e outubro. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. SILVA-LUZ, C.L.; PIRANI, J.R. Anacardiaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 Abr. 2014.

Cordia superba Família: Boraginaceae, a família botânica da erva-baleeira e do louro-pardo. Outros nomes: acoará-muru e grão-de-porco. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa e endêmica do Brasil que pode ser encontrada nos Estados do MA, PE, BA, MG, RJ e PR, em áreas de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Características: Árvore geralmente pequena de 8 a 10m de altura e com tronco variando de 20 a 30 cm de diâmetro. A casca é marrom-escura e fissurada. As folhas são simples, verde-escuras e bastante ásperas em uma das faces. As flores são grandes e vistosas, brancas e tubulosas, dispostas em inflorescências. Os frutos são brancos ou levemente amarelados, com polpa doce e pegajosa, contendo apenas uma semente em seu interior.     Usos Alimentação: Os frutos são comestíveis e apreciados por algumas pessoas. Madeira: É considerada um pouco pesada e com boa durabilidade. Utilizada para trabalhos mecânicos como rodas de carroça, carrocerias, na carpintaria e marcenaria. Uso medicinal: Possui propriedades que inibem a produção de algumas células do sistema imunológico. Outros usos: É uma espécie muito ornamental e indicada para arborização urbana e paisagismo. Curiosidades: Apesar do nome, a babosa-branca em nada tem a ver com a babosa ou aloe-vera, utilizada pela indústria cosmética e pela medicina caseira. Informações Ecológicas: É considerada uma espécie secundária e indicada para reflorestamentos onde já existem outras espécies desenvolvidas que proporcionam alguma sombra. A babosa-branca prefere ambiente sombreado e úmido e o desenvolvimento após o plantio é rápido. Ela perde somente parte de suas folhas durante uma época do ano.  Floração: Ocorre em mais de uma época do ano, mas principalmente de outubro a julho. No Estado do Rio de Janeiro floresce de janeiro a março e é polinizada por abelhas, principalmente a abelha-africanizada (Apis), mas deve ser polinizada também por abelhas nativas. Frutificação: Assim como a floração, a frutificação ocorre em mais de uma época do ano, concentrando-se de setembro a novembro. Mas no Estado do Rio de Janeiro, frutifica em maio e junho. Os frutos são consumidos por aves, morcegos e também por saguis. 

Miroxylon balsamun A madeira possui densidade alta; dura ao corte; grã revessa; textura média; superfície irregularmente lustrosa. A madeira possui como qualidade a alta resistência a fungos apodrecedores. Estacas cravadas no solo apresentam uma vida média de oito anos.

Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: barbatimão-verdadeiro, barba-de-timão, charãozinho-roxo e casca-da-virgindade. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre em áreas de Cerrado e Caatinga, nos Estados de TO, BA, DF, GO, MS, MT, MG, SP e PR. Características: Possui porte arbustivo-arbóreo, com 4 a 5 m de altura e diâmetro do tronco de 20 a 30 cm. A casca apresenta fissuras e as folhas são compostas. As flores são muito pequenas, de cor amarelo-esverdeada e ficam dispostas em inflorescências que lembram espigas. Os frutos são vagens que se abrem liberando as sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: Possui madeira pesada e é bastante durável. É utilizada na construção civil, em locais expostos e úmidos e para marcenaria. Uso medicinal: A casca do barbatimão tem ação cicatrizante devido à alta concentração de tanino. É utilizada para cuidados em ferimentos, corrimentos vaginais, lavagens íntimas após parto natural e para auxiliar no tratamento de infecções no útero.   Curiosidades: O nome deriva do Tupi “uabatimó” e significa “árvore que aperta”, devido às propriedades adstringentes de sua casca. Além disso, o nome casca-da-virgindade remete ao uso que era feito antigamente por mulheres com a intenção que sugere o nome. Informações Ecológicas: O barbatimão é uma espécie pioneira, característica de formações vegetais abertas. Pode ser encontrado em florestas secundárias e tem preferência por locais com solos arenosos e de drenagem rápida. É indicado para plantios mistos de reflorestamento, mas possui crescimento lento. Floração: Floresce entre setembro e novembro. Frutificação: Os frutos amadurecem entre julho e setembro. Referências: Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008 RIZZINI, C.T. & MORS, W.B. Botânica Econômica Brasileira. São Paulo, EPU, EDUSP, 1976. SCALON, V.R. Stryphnodendron in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB19133>. Acesso em: 15 Abr. 2014.

Dipteryx alata O Baruzeiro é uma leguminosa arbórea da família Fabaceae, de porte frondoso, com até 15 m de altura, com o tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro e copa medindo de 6 a 8 m de diâmetro, densa e arredondada. O tronco é ereto e casca de coloração cinza; Floresce de novembro a maio. A árvore tem vida útil em torno de 60 anos. Com copa densa e arredondada, apresenta crescimento rápido, sendo importante para fixação de carbono da atmosfera. Tem sua primeira frutificação com cerca de 6 anos, sendo este período bastante variado em função das condições de solo e água. A época da frutificação se estende de outubro a março. Os frutos tem formato ovoide, levemente achatado e de cor marrom-claro; o endocarpo é bastante duro e protege o interior do fruto que contém a amêndoa, de cor castanho-escuro e textura lisa brilhante. A espécie também apresente outras denominações regionais, como: cumbaru, cumaru, barujo, coco-feijão, cumarurana, emburena-brava, feijão-coco e pau-cumaru. As sementes do baru são usadas de diversas formas na alimentação humana. A castanha de baru, além de ser um alimento muito versátil, é rica em proteínas, ácidos graxos, vitaminas e minerais essenciais para uma alimentação saudável. É saborosa, de aroma e sabor suaves, lembrando um pouco a castanha de caju. A Castanha do Baru pode ser consumida in natura, torrada ou como ingrediente na elaboração de pratos doces e salgados, como as paçocas (doces ou salgadas), pés-de-moleque, mousses, farinha, óleo, biscoitos, brigadeiro, sorvetes e tudo o mais que a criatividade do cheff permitir. A polpa dos frutos pode ser aproveitada para a extração de farinha, utilizada em substituição à farinha branca na panificação.

Jacaranda brasiliana Espécie pioneira, ou seja de hábito de crescimento em espaços degradados de forma predominante, instalando-se com mais aptidão do que outras e servindo de protetoras do clima adverso para aquelas de crescimento mais lento, as secundárias e clímax. Árvore que mede entre 4 e 10 metros de altura, possui tronco cilíndrico (que varia de 20 a 30 centímetros de diâmetro). As flores em forma de cálice, de cores em tons lilás/roxo e frutos de margens onduladas. Quando floresce, entre agosto e setembro, costuma ficar totalmente despida de folhagem. A maturação de seus frutos ocorre em julho e agosto.

Spondias mombin L. Família: Anacardiaceae, a família botânica do aderno, da aroeira-da-praia, do caju e da manga. Outros nomes: taperebá e acajá. Distribuição Geográfica: O cajá-mirim é encontrado em quase todo o Brasil, exceto na região Sul e nos Estados de MG, SE, PA, RN, AP. Assim, ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. É nativo do nosso país, mas não é endêmico. Características: É uma árvore de 20 a 25 m de altura e de copa larga. Possui casca grossa e bastante fissurada, às vezes com algumas “rugas” e caroços. O diâmetro do tronco nas árvores adultas pode variar de 40 a 80 cm. As folhas são compostas e de consistência fina, terminando de forma ímpar e às vezes bem compridas. As flores do cajá-mirim são brancas e perfumadas e produzem grande quantidade de néctar. Já os frutos variam de amarelo a laranja e também são muito cheirosos, possuindo sabor levemente azedo e doce. Eles têm forma arredondada, são carnosos e com apenas uma semente no centro (caroço). Usos Alimentação: Essa espécie é cultivada principalmente para a produção de frutos, os quais são muito apreciados e facilmente encontrados em feiras-livres como sucos, doces, licores ou ao natural. Madeira: É considerada leve, mole e fácil de talhar, sendo muito utilizada para marcenaria e carpintaria e também para construção de pequenas embarcações. Apresenta durabilidade média. Uso medicinal: Muitos usos são conhecidos para o cajá-mirim, um dos principais, comprovado cientificamente, é o uso contra problemas bucais como inflamação e herpes. Outros usos: No Nordeste são esculpidas peças artesanais com pedaços de sua casca. Além disso, algumas etnias indígenas do interior do Brasil (ex.: os Botocudos) usam a madeira para fazer seus botoques, que são aquelas peças redondas que colocam nas orelhas e na boca. Curiosidades: Ao amassar as folhas pode-se sentir um cheiro agradável, que é uma característica de muitas espécies da família Anacardiaceae. O nome cajá vem do Tupi e significa “fruto de semente grande” e o termo mirim significa “pequeno”, ou seja, é um tipo pequeno de cajá. Informações Ecológicas: Pode ser considerada como espécie pioneira ou secundária, dependendo da região, e ocorre em florestas alteradas. O cajá-mirim perde suas folhas no período mais seco ou frio do ano, e depois produz folhas novas em outra estação mais quente ou chuvosa. Como toda árvore frutífera nativa, ajuda muito na recuperação de áreas degradas, pois fornece alimento para muitos tipos de animais (insetos, aves, mamíferos etc.), que acabam voltando a frequentar os lugares que não possuíam mais vegetação, nem alimento para eles. Com o retorno dos animais, a recuperação dessas áreas fica muito mais rápida. Floração: Final de agosto até dezembro. Período em que as flores são visitadas por abelhas que coletarão o néctar para transformar em mel. Frutificação: De outubro a janeiro. Época em que fica fácil reconhecer um cajazeiro pela grande quantidade de frutinhos redondos e de agradável perfume que se espalham pelo chão ao redor da árvore. Referências: Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. SILVA-LUZ, C.L. & PIRANI, J.R. 2012.  Anacardiaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em 25 abr. 2012.

Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera Família: Asteraceae, a família botânica do girassol, da camomila e da margarida. Outros nomes: candeia.    Distribuição Geográfica: O cambará é uma árvore nativa do Brasil que ocorre nos Estados PE, BA, GO, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. É encontrada na Mata Atlântica e no Cerrado, mas principalmente neste último, onde é mais abundante. Não é uma espécie endêmica do nosso país.   Características: Árvore que varia de 6 a 12 m de altura e possui tronco curto e tortuoso que pode atingir de 60 a 80 cm de diâmetro. A casca é fissurada e solta. Sua copa é cinzenta e as folhas são simples, alternas e discolores (possuem a parte de cima verde-escuro e a de baixo branco-prateado). As flores são brancas. Os frutos são secos, com cerca de 1 cm e possuem uma semente presa a cerdas de que auxiliam na dispersão pelo vento.    Usos Alimentação: Não existem registros para este uso. Madeira: Considerada bastante dura, um pouco pesada e extremamente durável sob quaisquer condições. Dizem que ao corte do machado chega a produzir faísca devido a sua dureza. É indicada para construções que ficarão imersas na água como pontes, para construção civil em obras externas e na construção naval. Mas seu principal uso é na zona rural onde presta principalmente para mourões de cerca. Não é uma espécie explorada comercialmente, pois não fornece toras longas, seu tronco é sempre tortuoso e geralmente é utilizado da forma bruta, não prestando para a serraria.  Uso medicinal: As folhas são utilizadas para fazer xarope contra tosse. Outros usos: É indicada para uso ornamental e paisagismo em locais secos.   Curiosidades: O nome provém do Tupi e quer dizer “árvore-de-folhas-de-várias-cores”. Sua ocorrência em determinado local é considerada como indicador de terra de má qualidade.    Informações Ecológicas: Pode ser considerada uma espécie pioneira que se desenvolve bem em ambientes pobres de nutrientes, secos e muito ensolarados. Com seu crescimento forma um ambiente favorável para o surgimento de outras espécies, sendo muito indicada para compor reflorestamentos em áreas degradadas. O cambará atinge a idade reprodutiva aproximadamente aos 2 anos.   Floração: A época de floração pode variar de acordo com a região, acontecendo de outubro a fevereiro ou de julho a abril. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas e pequenos insetos.   Frutificação: Da mesma forma, o amadurecimento dos frutos também varia de acordo com a região, acontecendo de dezembro a maio ou de março a julho. Os frutos são muito leves e dispersos pelo vento a longas distâncias.     Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. RIZZINI, C.T. & MORS, W.B. Botânica Econômica Brasileira. São Paulo, SP: EPU, Editora da Universidade de São Paulo, 1976. SANCHO, G. & ROQUE, N. 2012. Gochnatia. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2012.  

Cupania vernalis Cambess. Família: Sapindaceae, a família botânica da pitomba, do timbó e do guaraná. Outros nomes: camboatã, camboatã-vermelho, cuvantã, guavatã, arco-de-pipa, arco-de-peneira e pau-de-cantil. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do AM, PA, BA, DF, GO, ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC. Características: Árvore que pode variar de 10 a 22 m de altura, com 50 a 70 cm de diâmetro do tronco. Possui folhas compostas, com folíolos de 6 a 15 cm de comprimento e borda serrada. As flores são de cor amarelo claro e estão dispostas em inflorescências. Os frutos são de cor marrom, pequenos e se abrem expondo as sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e tem duração também moderada. É utilizada para obras internas, marcenaria, forma para calçados, lenha e carvão. Uso medicinal: A casca contém tanino e é utilizada cozida para contra bronquite, asma e tosse. Acredita-se que também tenha ação antifebril e antisséptica. Outros usos: Pode ser usado na arborização de ruas e paisagismo e geral. Curiosidades: O nome Camboatã, deriva do Tupi “cambuatã” que se refere a diversas espécies das famílias Sapindaceae e Simaroubaceae. Informações Ecológicas: É uma espécie secundária que perde parte de suas folhas em determinada época do ano. O camboatá tolera locais ensolarados e é indicado para plantios em vegetação secundária com fins de preservação. Também pode ser encontrado no interior de matas mais preservadas e seus frutos atraem a fauna. Floração: Floresce entre março e maio. As flores são melíferas e muito procuradas por abelhas. Frutificação: Os frutos amadurecem entre os meses de setembro e dezembro, fazendo com que árvore seja bastante procurada por pássaros. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. SOMNER, G.V.; FERRUCCI, M.S.; ACEVEDO-RODRÍGUEZ, P. Cupania in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 Abr. 2014.

Terminalia argêntea Árvore e conhecida também pelos nomes de orelha-de-onça ou capitão-do campo é uma espécie florestal arbórea, nativa e amplamente distribuída, ocorrendo tanto na Mata Atlântica como na Caatinga e Cerrado Árvore com 5 m a 15 m de altura, heliófila (ou seja, cresce a pleno sol), pioneira tardia, característica do cerrado e sua transição para floresta estacional semidecidual. Madeira usada para varas, caibros, marcenaria e lenha. Esta espécie é caracterizada pelos frutos tipo sâmara, com sementes de difícil remoção, sendo uma espécie com potencial para restauração florestal, adaptável a solos secos.

Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze Família: Myrsinaceae, a família botânica do cíclame, da ardísia e das capororocas. Outros nomes: capororoca-comum. Distribuição Geográfica: A capororoca ocorre em todas as regiões do Brasil, nos Estados do AM, AP, PA, RN, BA, GO, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. É encontrada na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, sendo nesta última, muito comum nas restingas. E é uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Características: Árvore com cerca de 15 m de altura e tronco de 70 cm de diâmetro. Sua casca varia de cinzenta a esverdeada, é fissurada e com protuberâncias semelhantes a verrugas. As folhas são simples, de consistência grossa, verde escuras e brilhosas na parte superior. As inflorescências possuem 3 a 8 flores, quase brancas e bem pequenas, dispostas ao longo dos ramos mais finos. O fruto é redondo, de cor escura, com apenas uma semente e aderido aos ramos. Usos Alimentação: Não existem registros para este uso. Madeira: Considerada pesada, resistente e flexível. É própria para marcenaria e carpintaria, e eventualmente utilizada na construção de casas. Uso medicinal: Não existem registros para este uso. Outros usos: A casca possui muito tanino e é utilizada para curtir couro. Curiosidades: Segundo alguns relatos, suas folhas podem servir para falsificar a erva-mate.  O nome capororoca vem do Tupi e quer dizer “pau-que-estala”. Informações Ecológicas: As informações sobre essa espécie são muito restritas, sendo seu comportamento na natureza quase desconhecido ou pouco divulgado. Podemos utilizar então como referência, outras espécies próximas de capororoca que ocorrem nos mesmos ambientes. Elas são, geralmente, espécies pioneiras que toleram locais muito ensolarados e secos, mas permanecem em estágios mais avançados da regeneração natural. O desenvolvimento das mudas após o plantio varia de rápido a lento. Floração: Observada com flores em junho e julho. As flores são melíferas e atraem abelhas, e a polinização acontece principalmente através do vento. Frutificação: Os frutos amadurecem de julho a abril e são consumidos e dispersos por diversas espécies de aves. Referências: FREITAS, M.F. 2012. Myrsine. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2012. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. JUNG-MENDAÇOLLI, S.L. & BERNACCI, L.C. 2001.  Myrsinaceae da APA de Cairuçu, Parati (Rio de Janeiro, Brasil). Rodriguésia 52(81): 49-64. FREITAS, M.F. & CARRIJO, T.T. 2008. A Família Myrsinaceae nos contrafortes do Maciço da Tijuca e entorno do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 59 (4): 813-828. PINESCHI, R.B. 1990. Aves como dispersores de sete espécies de Rapanea (Myrsinaceae) no maciço do Itatiaia, Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ararajuba 1: 73-78. Disponível em: . Acesso em 14 mai 2012.

Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult. Família: Primulaceae, a família botânica do cíclame, da prímula e das capororocas. Outros nomes: azeitona-brava, capororoca-de-folhas-miúdas, capororoca-vermelha, pororoca entre outros. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa do Brasil, que ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica, nos Estados da BA, PE, DF, GO, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC. A Capororoca-ferrugínea também pode ser encontrada em outros países. Características: Árvore que varia de 6 a 12 m, podendo chegar a 20 m de altura, com diâmetro do tronco de até 60 cm. As folhas são simples, dispostas em forma de espiral e de cor ferrugínea na parte de baixo. As flores são pequenas, de cor amarelo-esverdeado e ficam dispostas em inflorescências ao longo dos ramos. Os frutos maduros possuem cor roxo-escura a preta. Usos Alimentação: Os frutos são usados na alimentação humana como condimentos em conserva de vinagre. Madeira: A madeira é leve e de qualidade baixa quando exposta. É utilizada em obras internas, e produz lenha e carvão de boa qualidade. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: É pouco usada como ornamental, mas recomenda-se seu uso na arborização urbana, em locais onde não haja rede de energia elétrica ou telefônica. Curiosidades: O nome Capororoca vem do Tupi e que dizer “mato, ou pau, que estala”. Essa espécie é uma das nativas frutíferas mais importantes do país, pois alimenta diversos animais. Informações Ecológicas: A Capororoca-ferrugínea é uma espécie pioneira, de local ensolarado, mas que tolera sombra baixa ou média e baixas temperaturas. É indicada para plantios em pleno sol, plantios mistos, associada a outras espécies, ou ainda como tutora de espécies clímax, pois cresce rapidamente em altura. Essa espécie mantem suas folhas ao longo do ano e também pode ser encontrada em florestas secundárias. Floração: Floresce entre maio e junho, e as flores são melíferas. Frutificação: Os frutos amadurecem de setembro a janeiro e são consumidos por gralhas, sabiás, jacús, bugios e mais de 30 outras espécies. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. FREITAS, M.F. Myrsine in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Jacaranda micrantha Cham. Família: Bignoniaceae, a família botânica dos ipês. Outros nomes: carobão, carobinha, paraparaí. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre na Mata Atlântica, nos Estados de MG, RJ, SP, PR, RS e SC. Características: Árvore com 10 a 25 m de altura e diâmetro do tronco de 40 a 60 cm. A casca é acinzentada, dura e apresenta fissuras. Suas folhas são compostas e opostas, de cor verde-claro. As flores são vistosas e roxas, dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos são como cápsulas de cor marrom que contêm sementes aladas. Usos Alimentação: Não são encontrados registros de uso com este fim. Madeira: Possui madeira leve, de baixa resistência em ambientes externos. É utilizada para confecção de móveis, instrumentos musicais, além de marcenaria e carpintaria. Uso medicinal: As folhas são utilizadas na forma de infusão com ação contra sífilis e depurativa do sangue. A casa é utilizada por suas propriedades antirreumáticas e contra doenças de pele. Outros usos: Por conta de suas flores vistosas, a árvore é muito ornamental, podendo ser empregada no paisagismo. Além disso, é indicada para fabricação de papel. Curiosidades: O nome caroba remete ao Tupi “caá”, que pode significar folha e “roba” que significa amarga, e se refere a algumas árvores da família das Bignoniáceas com folhas medicinais. Informações Ecológicas: A caroba é uma espécie pioneira que durante a estação seca e fria perde suas folhas. É uma espécie característica de florestas secundárias e, em geral, necessita de muita luz solar para sobreviver e prefere solos úmidos e profundos. Possui rápido crescimento e é indicada para plantios mistos e regeneração de áreas degradadas. Floração: Floresce entre outubro e dezembro e as flores são polinizadas por abelhas. Frutificação: Os frutos amadurecem entre julho e setembro e se abrem liberando as sementes aladas. Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. LOHMANN, L.G. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 17 Abr. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 2. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926.

Guarea guidonia (L.) Sleumer Família: Meliaceae, a família botânica do catinguá, do cedro-branco, do mogno e da andiroba. Outros nomes: marinheiro, camboatã, carrapeta-verdadeira etc. Distribuição Geográfica: Ocorre em quase todo o Brasil, exceto nos Estados do RS, SC, AM, PI e RN. A carrapeta é uma espécie nativa, mas não endêmica do nosso país. É encontrada na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Características: Árvore de até 20 m de altura e tronco que pode chegar a 80 cm de diâmetro. A casca varia de cor cinzenta a marrom bem escuro e o tronco é muitas vezes tortuoso. As folhas são compostas e os folíolos podem chegar a 30 cm de comprimento. As flores são esbranquiçadas. Os frutos se abrem quando estão maduros e expõem as sementes que são de cor vermelha. Usos Alimentação: Não é utilizada para este fim. Madeira: É bastante dura, resistente, aromática e possui grande durabilidade, mesmo quando exposta a chuvas ou enterrada no chão. Pode ser aproveitada para carpintaria, obras internas, construção naval, civil e para o fabrico de caixas. Também tem boa resistência ao ataque de insetos. Uso medicinal: Todas as partes da planta são utilizadas na medicina caseira, mas sem comprovação científica. A casca do tronco é considerada adstringente, purgativa, febrífuga e abortiva. E a casca das raízes além de ter as mesmas propriedades, é usada contra gota. As folhas são utilizadas como purgante e contra algumas doenças de animais. Já as sementes são usadas com funções semelhantes às de outras partes da planta. A planta inteira é tóxica dependendo da dose ingerida. Outros usos: É ornamental e utilizada em paisagismo em parques e jardins, não sendo recomendada para arborização urbana pelas características de seu crescimento. Curiosidades: Suas folhas são consideradas tóxicas para o gado e para humanos. Informações Ecológicas: É uma espécie secundária, bem tolerante ao sol e característica de matas ao longo de rios e fundos de vales. Vive bastante tempo e também pode ser encontrada em florestas mais maduras (clímax). Não perde suas folhas e como os frutos são muito consumidos e dispersos pela fauna, é indicada para plantios em áreas degradadas. A carrapeta é muito comum nas matas da Cidade do Rio de Janeiro, sendo em alguns locais, quase dominante. É indicada para plantio, juntamente com outras espécies em reflorestamentos que visam recuperar a vegetação original. Floração: Floresce de dezembro a março e as flores são polinizadas por borboletas. Frutificação: Os frutos amadurecem em novembro e dezembro. As sementes são dispersas por aves, ajudando na restauração de áreas degradadas. Referências: LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008 PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 2. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. SAKURAGUI, C.M., STEFANO, M.V. & CALAZANS, L.S.B. 2012. Meliaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em 22 mai 2012.

Pachira glabra Pasq. Família: Malvaceae, a família botânica do embiruçu, da paineira e do algodão. Outros nomes: castanha-da-praia, amendoim-de-árvore etc. Distribuição Geográfica: No Brasil é encontrada nos Estados da BA, MT, GO, MG, SP, RJ, PR e SC, ocorrendo em áreas de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. A castanha-do-maranhão não é endêmica do nosso país. Características: Árvore com até 6 m de altura e tronco liso chegando a 40 cm de diâmetro. Suas folhas são compostas e os folíolos dispostos como os dedos da mão. As flores são solitárias, bastante vistosas e de cor branca, muito perfumadas. Os frutos são em forma oval, de cor verde e se abrem espontaneamente expondo as sementes marrons, que possuem pelos. Usos Alimentação: As sementes (castanhas) podem ser consumidas ao natural ou torradas. Madeira: Considerada leve, mole e com baixa durabilidade. É utilizada em artesanato, caixotaria, fabrico de réguas e brinquedos. Uso medicinal: Aparentemente não é utilizada para este fim. Outros usos: É muito cultivada como árvore ornamental e como cerca viva. Também é empregada na arborização de ruas estreitas. Curiosidades: As castanhas são usadas para adulterar o cacau. Nas ruas do Rio de Janeiro existem muitos exemplares da espécie Pachira aquatica, natural da Amazônia e muito semelhante a esta espécie, tendo também o mesmo nome popular. Contudo, os frutos desta outra espécie são maiores e as flores de cor amarelada. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que possui rápido crescimento. Tolera bem o sol e locais úmidos e mantém suas folhas o ano inteiro. É uma importante árvore frutífera para a fauna e pode ser indicada para plantios em áreas degradadas e reflorestamentos. Floração: Floresce de setembro a novembro. As flores atraem muitos insetos, mas são polinizadas por morcegos. Frutificação: Frutifica nos meses de janeiro e fevereiro. O fruto se abre sozinho e libera as sementes. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. DUARTE, M.C. 2012. Pachira. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 22 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H., BACHER, L., LACERDA, M. & SARTORI, S. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006.

Trichilia hirta L. Família: Meliaceae, a família botânica do cedro-branco, da carrapeta, do mogno e da andiroba. Outros nomes: catiguá. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil que ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Pode ser encontrada nos Estados do PA, PI, CE, PB, PE, BA, AL, MT, GO, MS, MG, ES, SP, RJ e BA. Características: Árvore de 6 a 20 m de altura e tronco com cerca de 30 cm de diâmetro. A casca é cinzenta e escamante. Suas folhas são compostas, com os folíolos terminando de forma par e possuem cerca de 30 cm de comprimento total. As nervuras das folhas possuem pelos. As flores são brancas, numerosas e estão dispostas em inflorescências. Os frutos se abrem quando maduros, expondo as 3 sementes arredondadas e envoltas em “polpa” avermelhada. Usos Alimentação: Não é utilizado para este fim. Madeira: Considerada leve e pouco dura. É sólida e fácil de rachar sendo utilizada para obras externas, marcenaria, trabalhos de torno e carpintaria. Uso medicinal: As raízes possuem propriedades purgativas. Outros usos: O catinguá possui folhas brilhantes e é ornamental. Devido ao seu porte pequeno pode ser usado também no paisagismo e arborização de ruas estreitas. Curiosidades: O nome popular em Tupi quer dizer “baixada do rio da mata”, provavelmente fazendo referência ao tipo de ambiente em que a árvore ocorre. Informações Ecológicas: É considerada espécie pioneira ou secundária dependendo da região, com boa tolerância ao sol e indicada para áreas degradadas. O catinguá perde suas folhas em determinada época do ano e ocorre sempre com poucos indivíduos por área, mas produz grande quantidade de sementes. Floração: Floresce durante os meses de outubro e novembro. Frutificação: Os frutos amadurecem de maio a julho e sua “polpa” avermelhada, denominada arilo, atrai aves e é muito consumida por estas. Referências: LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 2. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. SAKURAGUI, C.M., STEFANO, M.V., & CALAZANS, L.S.B. 2012.  Meliaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mai 2012.

Phytolacca dioica L. Família: Phytolaccaceae, a família botânica do pau-d’alho. Outros nomes: umbu, maria-mole e ceboleiro. Distribuição Geográfica: O cebolão é uma árvore da Mata Atlântica que ocorre nos Estados do MT, MS, MG, SP, RJ, PR, SC E RS. É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Características: É uma árvore que varia de 15 a 30 m de altura e possui tronco dilatado na base, geralmente de 80 a 160 cm de diâmetro, podendo chegar a 3 m de largura em casos excepcionais. A casca é áspera e cinzenta. Apresenta folhas simples, alternas e de consistência grossa. Suas flores ocorrem em cachos pendentes e são pequenas e de cor branca. Os frutos também são reunidos em cachos, de cor amarela e com várias sementes pequeninas. Usos Alimentação: Os frutos são apreciados por pessoas de algumas regiões, onde fazem sucos e doces. Também são citados como nutritivos e indicados para a alimentação de suínos. Madeira: Não possui nenhum uso comum, mas pode servir para caixotaria. É pouco durável, muito porosa, mole e de consistência suculenta. Uso medicinal: O chá das folhas é usado como laxante, mas induz ao vômito. O cozimento da casca é utilizado para higienizar os olhos em alguns problemas oftalmológicos. Outros usos: A copa proporciona bastante sombra e é considerada ornamental, podendo ser utilizada em praças e parques de visitação pública. Dela também se extrai corante utilizado na falsificação de vinhos. Curiosidades: É uma espécie típica dos pampas gaúchos e “reza a lenda que possui madeira esponjosa e frágil por conta de um desejo expressado a Deus, para que não pudesse ser usada para crucificar um justo”. Sua ocorrência é considerada como indicativo de terra de boa qualidade. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira e de crescimento bastante rápido, indicada para locais com solos enxutos e muito ensolarados. O cebolão perde totalmente suas folhas em determinada época do ano e por ser frutífera, ajuda na atração de aves para áreas em recuperação. Floração: Floresce de setembro a novembro e é polinizada por abelhas e insetos pequenos. Frutificação: Frutifica em janeiro e fevereiro. Os frutos são muito procurados por aves, principalmente pombos-do-mato e juritis. Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 3. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. MARCHIORETTO, M.S. 2012. Phytolaccaceae.In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2012. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 6. Rio de Janeiro, RJ: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1978.

Cedrela odorata Família: Meliaceae, a família botânica do catinguá, da carrapeta, do mogno e da andiroba. Outros nomes: cedro-vermelho, cedro-rosa e cedro-do-brejo. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, não endêmica do Brasil que pode ser encontrada em quase todo o país. Talvez não ocorra nos Estados do RS, RR, TO, PI, RN, SE e AL. Faz parte dos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Características: É uma árvore de 25 a 40m de altura com tronco de 1,50 m de diâmetro, o qual pode ser cilíndrico e bastante reto. Sua casca é muito grossa e fissurada, de cor bem escura. As folhas são de consistência fina, compostas e compridas, formadas por vários pares de folíolos. Os ramos jovens e as folhas quando amassados desprendem um forte cheiro de alho. As flores do cedro são numerosas e pequeninas, e estão dispostas em inflorescências na forma de cachos. Elas são de cor branco-esverdeada com pelos amarelados. Os frutos são marrons e de consistência semelhante à madeira (lenhosos). E quando se abrem liberam as 30 ou 40 sementes que produzem cada um. Essas sementes possuem prolongamentos semelhantes a asas e planam para longe com o vento. Usos Alimentação: Existem registros, fora do Brasil, do uso por animais. Madeira: É uma madeira leve, resistente ao ataque de insetos e ao apodrecimento, e considerada “madeira-de-lei”. É muito procurada por madeireiros devido ao seu tronco cilíndrico e reto sendo utilizada para o fabrico de móveis, compensados, instrumentos musicais etc. Por ser muito fácil de talhar e trabalhar é indicada para a confecção de esculturas.  Uso medicinal: As folhas e a casca são utilizadas para baixar febre, diminuir dores e cólicas, gripe e dor de dente. Já foi provada a eficácia contra a malária e as sementes são vermífugas. Outros usos: O óleo de cedro é usado em perfumaria, como repelente para insetos e também em microscópios. E as sementes são utilizadas na Amazônia para a confecção de bijuterias e objetos de decoração.  Curiosidades: O nome popular vem do agradável odor de sua madeira que lembra muito o do conhecido cedro-do-líbano. Em dias bastante úmidos ou com chuva, pode-se sentir o cheiro de alho dos cedros a pouca distância, o que também ocorre com outra espécie de árvore, o pau-d’alho. Em casa, quando se conhece o cheiro da madeira fica fácil reconhecer se você possui algum móvel ou peça de cedro. Principalmente produtos novos costumam vir com um cheiro que às vezes perdura por anos. O cedro é uma árvore que pode viver por muitas dezenas de anos. Existem alguns muito antigos que podem atingir 50 m de altura e ter um tronco com 3 m de diâmetro! O cedro-branco é uma espécie ameaçada de extinção, pertencente à categoria "vulnerável". Informações Ecológicas: É considerado uma espécie pioneira, mas ao contrário de muitas outras, se mantém após a reocupação das áreas perturbadas por possuir um ciclo de vida bastante longo. O cedro prefere ambientes úmidos e de solo profundo e fértil, sendo indicado para terrenos encharcados periodicamente, mas pode crescer também em ambientes bem ensolarados. O desenvolvimento das mudas é rápido na maioria dos plantios. Essa árvore perde totalmente suas folhas durante certo período do ano e começa seu estágio reprodutivo por volta dos 15 anos de idade.  Floração: Floresce ao longo de todo o ano dependendo da região em que se encontra.  Nos Estados litorâneos da Região Sudeste floresce de maio a setembro, podendo variar com a altitude. É comum que árvores na serra, numa atitude maior, se reproduzam em épocas diferentes daquelas ao nível do mar, pois o clima é bem diferente. As flores são melíferas e muito procuradas por abelhas nativas. A polinização é feita por mariposas e pequenos insetos.  Frutificação: Do mesmo jeito que a floração, os frutos amadurecem ao longo de todo o ano, mas principalmente de setembro a agosto na Região Sudeste. O desenvolvimento do fruto demora de 9 a 10 meses. Geralmente quando eles começam a se abrir a árvore se encontra totalmente sem folhas, o que facilita a dispersão das sementes pelo vento. 

Cedrela fissilis Família: Meliaceae, a família botânica do catinguá, da carrapeta, do mogno e da andiroba. Outros nomes: cedro, cedro-vermelho, cedro-batata, cedro-cetim, cedro-da-várzea. Distribuição Geográfica: A espécie é nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do AC, AM, PA, RO, TO, AL, BA, MA, PE, PI, GO, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC e no DF. Características: Árvore com altura entre 8 e 35 m e tronco com casca grossa e fissurada, que possui entre 60 e 90 cm de diâmetro. As folhas são compostas e possuem pelos (tricomas) na parte inferior. As flores são pequenas, amareladas e dispostas em inflorescências. Os frutos se abrem liberando sementes aladas e nesse estágio assemelham-se a uma flor de madeira.  Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e com boa durabilidade em ambientes secos. Pode ser empregada de diferentes formas, como para compensados, móveis, na construção civil, marcenaria e carpintaria. Uso medicinal: A casca pode ser usada como antisséptico, contra a febre, disenterias e artrite, e como tônico para pessoas enfraquecidas. Também já foi muito utilizada contra infecções vaginais e dos testículos. Alguns índios do Paraná e Santa Catarina usam as folhas contra gagueira. Outros usos: É uma espécie ornamental, podendo ser empregada no paisagismo. Partes dessa árvore são utilizadas para perfumar ambientes e também repelir cupins, devido aos óleos essências presentes principalmente na madeira. Curiosidades: O nome Cedro vem do Grego “Kedros”, que remete a “queimar, perfumar, purificar”, visto que o lenho é usado para perfumar ambientes. No Latim “cedrus” é o nome comum de diversas arvores da família das Lauráceas, Pináceas e Meliáceas. Apesar do cheiro perfumado da madeira do Cedro, as folhas quando amassadas exalam um cheiro semelhante ao da cebola. O mesmo cheiro pode ser percebido próximo a essas árvores em dias de chuva ou com alta umidade no ar. O Cedro-rosa é uma espécie ameaçada de extinção, estando na categoria "vulnerável". Informações Ecológicas: O cedro-rosa pode emergir em florestas bem desenvolvidas e é pouco frequente em florestas com muita chuva da costa atlântica. A espécie é mais encontrada em locais com solos úmidos e profundos. Ocorre no interior de florestas bem preservadas, mas também se desenvolve em vegetação secundária, e por isso é indicada para recuperação de áreas degradadas.  Floração: Floresce de agosto a janeiro, dependendo da região onde se encontra. As flores são melíferas e fornecem néctar e pólen a abelhas entre outros animais.Frutificação: Os frutos amadurecem entre abril e agosto, dependendo da região onde se encontra. 

Copaifera langsdorffii Desf. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: copaíba-vermelha, bálsamo, oleiro, copaúba, cupiúva e pau-de-óleo. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do AC, AM, BA, GO, MS, MG, SP, PR, RS e no DF. Características: Árvore que pode chegar até 40 m de altura, com diâmetro do tronco entre 50 e 80 cm. As folhas são compostas, e quando novas são de cor rosa-claro. As flores são pequenas, brancas e perfumadas, e ficam dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos são vagens que se abrem liberando as sementes de cor preta. Usos Alimentação: Não foi encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e resistente, durável em condições naturais. É indicada para a construção civil e naval, confecção de móveis, carrocerias, peças torneadas, cabos de vassouras entre outros. Uso medicinal: O óleo extraído do tronco possui propriedade antimicrobiana, anti-inflamatória e cicatrizante, sendo usado em machucados de diversos tipos. É utilizado como auxiliar no tratamento de caspa, acne e urticária e também como medicamento diurético, laxativo, tônico, estimulante e expectorante. Outros usos: O óleo também é utilizado como combustível caseiro e em barcos com motor diesel. Além disso, pode ser empregado na indústria de cosméticos, plásticos e como aditivo na produção de resina, tintas e vernizes. Curiosidades: O nome Copaíba vem do Tupi “cupa + tyba” que significa “árvore de depósito” se referindo a grande quantidade de óleo que ela armazena. O óleo flui de forma extremamente pura e pode ser utilizado em estado natural. Informações Ecológicas: A copaíba é uma planta de clima seco, e necessita de luz solar intensa para sobreviver. Essa espécie pode ocorrer tanto em florestas mais preservadas como em formações secundárias. Pode ser utilizada em plantios em áreas degradadas e mata ciliar, mas o desenvolvimento das mudas é lento. A copaíba produz um elevado número de sementes que são disseminadas por pássaros. Floração: Floresce entre outubro e abril, dependendo da região onde se encontra. No Rio de Janeiro a floração ocorre em março e abril. As flores são melíferas e produzem pólen em grande quantidade e néctar que serve como alimento para insetos e outros visitantes florais. Frutificação: Os frutos amadurecem entre junho e outubro, dependendo da região onde se encontra. No Rio de Janeiro a frutificação ocorre em agosto e setembro. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. QUEIROZ, L.P.; MARTINS-DA-SILVA, R.C.V. Copaifera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2014 .

Poecilanthe parviflora Pertence ao grupo ecológico das “não pioneiras”, classificando-se como Secundária-tardia, ou ainda, como clímax. É uma planta arbórea com potencial para uso de recuperação de áreas degradadas e no paisagismo. A madeira é densa, dura e resistente ao apodrecimento e ao ataque de cupins, o que a torna indicada para a fabricação de móveis e para o uso na construção civil. É espécie utilizada para o uso em paisagismo, devido às características das folhas, e para a restauração florestal.

Trema micrantha (L.) Blume Família: Cannabaceae, a família do lúpulo e do cânhamo. Outros nomes: pau-pólvora, candiúba e grandiúva. Distribuição Geográfica: A crindiúva ocorre em todos os Estados do Brasil e é nativa do nosso país, mas não é endêmica. Ocorre então nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Características: Árvore de 2 a 12m de altura (raramente chegando aos 20m) com tronco de cerca de 40cm de diâmetro, que pode ser bastante ramificado. A casca é lisa, der cor marrom escuro ou acinzentada, com várias “verrugas” quando jovem. As folhas são simples, de consistência fina e com a borda serrilhada. São bastante ásperas na parte superior e cobertas por pelos (tricomas) na parte inferior. As flores são pequenas e de cor esverdeada. Os frutos são redondos, também bem pequenos e com apenas uma semente, geralmente são verdes quando imaturos e vermelhos quando estão maduros. As sementes são redondas. Usos Alimentação: Não possui nenhum uso para alimentação humana. Porém, é utilizada em algumas regiões como alimentação para o gado em épocas de grande seca, mas possui certa toxicidade para o fígado desses animais. Não chega a causar a morte se consumida em pouca quantidade, podendo até estimular a produção de leite. Madeira: É bastante leve e permite ser cortada com facilidade. Contudo, é de baixa qualidade e fácil de apodrecer, sendo utilizada principalmente para lenha e carvão. Uso medicinal: A casca e as folhas são utilizadas como adstringente para a cura de feridas, sífilis e reumatismo. Porém, o uso é desaconselhado até que mais estudos sejam realizados sobre sua ação tóxica no organismo. Outros usos: Do tronco extraem-se fibras que podem ser utilizadas para a fabricação de cordas rústicas. Os ramos, que são flexíveis, são usados para fazer cestos artesanais. Curiosidades: O significado do nome crindiúva, tem origem provavelmente indígena, mas aparentemente se perdeu no tempo, ou de tão modificado pelo português, hoje não é mais possível a sua tradução. A crindiúva também é conhecida como pau-pólvora, e tem esse nome por seu carvão ter sido bastante utilizado para o fabrico de pólvora. As árvores dessa espécie podem ter flores exclusivamente masculinas, outras exclusivamente femininas e ainda os dois tipos na mesma árvore. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, essencial em reflorestamentos por criar condições para o estabelecimento de outras espécies que necessitam de sombra. Possui rápido crescimento, não é muito exigente em relação ao solo e mantém boa parte de sua folhagem durante todo o ano. Prefere ambientes mais secos e ensolarados e regenera com facilidade mesmo depois de incêndios, chegando a ser considerada como planta daninha em algumas regiões. Além disso, atrai animais em sua floração e frutificação e produz grande quantidade de sementes anualmente. Sendo assim, é muito indicada para plantios de recuperação de áreas degradadas . Floração: Pode florescer o ano todo, mas geralmente ocorre de setembro a janeiro. As flores são melíferas e produzem bastante néctar que é aproveitado por abelhas nativas para a produção de mel. Sua polinização é feita por pequenos insetos e pelo vento. Frutificação: Pode variar bastante e ser bem extensa. Mas em geral, os frutos amadurecem de janeiro a maio, quando são avidamente consumidos e dispersos por aves de muitos tipos. Quando a árvore está na beira de um rio, seus frutos também podem ser consumidos e dispersos por alguns peixes. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. MATOS, F.J.A., LORENZI, H., SANTOS, L.F.L., MATOS, M.E.O., SILVA, M.G.V. & SOUZA, M.P. Plantas Tóxicas: Estudo de Fitotoxicologia Química de Plantas Brasileiras. São Paulo, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011. ROMANIUC NETO, S., TORRES, R.B., DINIZ, M. 2012. Cannabaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 03 mai 2012.

Cecropia pachystachya Família: Urticaceae, a família botânica da urtiga e das embaúbas. Outros nomes: embaúba, embaúva, imbaúba, umbaúba-do-brejo, árvore-da-preguiça.  Distribuição Geográfica: A espécie é nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, nos Estados da AM, PA, BA, CE, MA, PB, PE, PI, SE, GO, MS, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC, e no DF. Características: Árvore que chega a medir 15 m de altura, com tronco oco que varia entre 15 e 30 cm de diâmetro, apresentando ramos apenas na parte final. Possui casca lisa, acinzentada e com poucas fissuras. As folhas são simples, grandes, e possuem parte superior áspera e parte inferior de cor branco-acinzentada. Suas flores são muito pequenas e ficam dispostas em inflorescências. Os frutos são pequenos e secos, com grande número de sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: Sua madeira é leve e macia, podendo ser empregada em caixotaria, confecção de compensados e polpa celulósica.  Uso medicinal: Suas folhas apresentam ações anti-hipertensiva e anti-inflamatória. Também são usadas como chá diurético, para tratar doenças do fígado, enxaquecas e asma. Além disso, os frutos, as folhas e o broto são usados em feridas, erisipela, doenças nos olhos, diabetes, diarreia e corrimento vaginal. Algumas etnias indígenas do Paraná e Santa Catarina usam as folhas novas e flores dessa espécie no tratamento de dor de ouvido e surdez temporária, por conta de cerume ou gripe. Outros usos: É ornamental e pode ser empregada no paisagismo. Também pode ter seu interior utilizado como isolamento térmico e acústico. Curiosidades: A embaúba possui espaços vazios no seu interior, e o nome deriva do Tupi “embá + iba” que significa “árvore oca”. O nome também pode ser derivado de outros termos Tupi, que se referem à “casca amarela” e também “coisa ruim, árvore sem préstimo”, por ser oca e frágil. A Embaúba também é conhecida como árvore do bicho-preguiça, pois ele permanece no alto de seu tronco se alimentando de folhas. Além disso, existe uma grande interação entre essa espécie e formigas, que colonizam seu interior e a defendem contra predação de outros herbívoros. Informações Ecológicas: A embaúba-branca é uma espécie pioneira que necessita de muita luz solar para sua sobrevivência. É característica de locais com solos úmidos e prefere as matas secundárias. O crescimento das mudas é rápido e devido à ampla procura dos frutos por pássaros, é indicada para reflorestamentos em áreas degradadas. A espécie cresce muito bem em clareiras, podendo ser usada também na ocupação de áreas de floresta após alguma perturbação natural ou antrópica. Floração: Floresce em setembro e outubro. As flores são melíferas e produzem pólen. Frutificação: Os frutos amadurecem em maio e junho.

Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns Família: Malvaceae, a família botânica da paineira, do algodão e do hibisco. Outros nomes: imbiruçu.   Distribuição Geográfica: O embiruçu é nativo e endêmico do Brasil. Ocorre nos Estados da BA, AL, MT, GO, MG, SP, RJ, PR e SC, nos biomas Mata Atlântica e Cerrado.   Características: Árvore de 15 a 25 m de altura que possui tronco de cor verde com cerca de 50 a 80 cm de diâmetro. Suas folhas são de cor vermelha quando jovens e verde-escura quando adultas. São folhas compostas e possuem até 11 folíolos dispostos como os dedos da mão. As flores são muito bonitas e de cor branca, dispostas em inflorescências como cachos. O fruto possui até 30 cm de comprimento e as sementes são envolvidas por fibras (paina) como as da paineira.   Usos Alimentação: Não existem registros deste tipo de uso. Madeira: A madeira é muito leve e utilizada para caixotaria e compensados. Pode ser aproveitada também para o fabrico de papel.  Uso medicinal: O embiruçu não costuma ser utilizado para esse fim. Outros usos: É bastante ornamental e pode ser indicado para paisagismo, sendo muito utilizado na arborização urbana. Antigamente, a paina era usada como enchimento para travesseiros, almofadas e colchões.   Curiosidades: O nome provém do Tupi e quer dizer “embira-grande”, sendo que embira é o nome dado às tiras rústicas de fibras que podem ser arrancadas de certas árvores e que são muito utilizadas na fabricação de cestos e cordas improvisadas.   Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que se mantém em florestas mais maduras. O desenvolvimento das mudas após o plantio é bastante rápido e a planta pode chegar aos 3 ou 4 m de altura em cerca de 2 anos. O embiruçu perde suas folhas em determinadas épocas do ano e as folhas e flores são muito consumidas por macacos-prego.   Floração: Floresce de junho a setembro com a árvore totalmente sem folhas. A polinização é feita principalmente por morcegos e eventualmente por algumas espécies de mariposa.   Frutificação: Frutifica nos meses de setembro e outubro. Os frutos, quando maduros, secam e expõem as sementes. Essas sementes, presas as painas são facilmente dispersas pelo vento.   Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 2. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006 Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. DUARTE, M.C. 2012. Pseudobombax. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em 14 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.  

Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: canafístula, faveira, tamboril-bravo, guarucaia, ibirá-puitá. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas de Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, nos Estados da BA, PB, PE, SE, MS, ES, MG, RJ, SP, PR, SC e no DF. Características: Árvore geralmente de 10 a 20 m de altura, mas que pode chegar a 40 m e apresenta uma copa ampla. O tronco varia entre 35 e 90 cm, mas pode atingir até 3 m de diâmetro, e é coberto por casca marrom-escura com presença de fissuras. As folhas são compostas, e as flores são amarelas, dispostas em inflorescências localizadas no final dos ramos. Os frutos são vagens achatadas, que não se abrem naturalmente para liberar suas sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é pesada e de longa durabilidade em locais secos. É utilizada na construção civil, naval e militar, marcos de portas, janelas, carrocerias, carpintaria e marcenaria. Possui alta porcentagem de tanino na casca e no lenho. Uso medicinal: Algumas etnias indígenas do Paraná e Santa Catarina usam o chá da casca como anticoncepcional. Outras partes como raízes, folhas, flores e frutos também podem possuir propriedades medicinais. Outros usos: Devido suas flores vistosas e por proporcionar ótima sombra, pode ser empregada no paisagismo. Contudo deve-se escolher bem o local de plantio, pois apresenta grande porte e raízes que se desenvolvem bastante. Curiosidades: Em Tupi-guarani, a farinha-seca é conhecida como “ibira-puita-gaussú” que quer dizer “madeira-vermelha-grande”. É uma arvore dificilmente tombada pelo vento, devido a suas raízes bem desenvolvidas. Informações Ecológicas: A farinha-seca é uma espécie pioneira que necessita de muita luz solar para sua sobrevivência. Ocorre tanto em florestas mais preservadas como em formações secundárias, principalmente ao longo dos rios, preferindo os solos argilosos e bem drenados. Possui rápido crescimento e é indicada para reflorestamentos de áreas degradadas. Floração: Floresce entre dezembro e março, dependendo da região onde se encontra. As flores são melíferas e produzem néctar, mas acredita-se que são nocivas às abelhas. Frutificação: Os frutos amadurecem de março a maio, dependendo da região onde se encontram e permanecem viáveis na árvore por muitos meses. Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. LEWIS, G.P. Peltophorum in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Ficus tomentella (Miq.) Miq. Família: Moraceae, a família dos figos, da jaca e da amora. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre nos Estados do AM, AP, PA, AC, RO, RR, BA, GO, MG, S, SP, RJ e PR. Sendo encontrada então no Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica. É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil e ocorre com frequência em algumas restingas. Características: Árvore de grande porte, com quase 20 m de altura e copa larga. O tronco possui casca acinzentada. Todas as partes da planta possuem látex, um líquido branco-leitoso que escorre das áreas feridas do tronco e de onde folhas foram arrancadas. Nessa espécie o látex é adocicado. As folhas são simples, pilosas e compridas. Também possuem uma pequena folha protegendo a ponta dos ramos. As inflorescências são bem diferentes e possuem flores pequenas viradas para o lado de dentro de uma estrutura circular e fechada que conhecemos como figo. Elas são verdes e com pontos brancos. Os frutos são os mesmos figos que amadurecem depois que as flores em seu interior são polinizadas. A cor dos frutos pode variar, mas é comum continuarem verdes. Usos Alimentação: Os figos maduros dessa espécie, apesar de comestíveis, não são apreciados. Madeira: A madeira é leve e de baixa durabilidade. Uso medicinal: O látex da figueira-roxa é utilizado como vermífugo. Contudo, é preciso de orientação médica para usá-lo, pois se ingerido em quantidades erradas com leite pode causar problemas intestinais graves e sangramentos nos órgãos dos aparelhos reprodutivos. Outros usos: É adequada para arborização urbana e de parques, devido ao seu grande porte. Curiosidades: Alguns indivíduos dessa espécie podem chegar a dimensões gigantescas e na cidade do Rio de Janeiro vários podem ser encontrados nos bairros de Copacabana e Jardim Botânico. Um exemplo é a figueira-roxa da Rua Faro no Jardim Botânico, a qual é protegida por lei e não pode ser cortada. É também uma espécie muito comum na Quinta da Boa Vista onde existem várias de grande porte. Essa árvore é pouco estudada e não existem muitas informações sobre suas características de plantio e desenvolvimento, bem como de sua ecologia. O Dr. Pedro Carauta do Museu Nacional do Rio de Janeiro é um grande estudioso das figueiras e as considera como um ecossistema vivo. Sobre elas vivem dezenas de espécies de plantas (orquídeas, bromélias, cactos etc.) e de animais (insetos, aves, mamíferos etc.). Além disso, em todos os diversos habitats que elas fornecem como as raízes, as fissuras no tronco, a copa e os figos, há algum tipo de vida em grande interação. Experimente passar alguns minutos observando detalhadamente uma figueira! Informações Ecológicas: É uma planta pioneira muito indicada para reflorestamentos, pois seus figos são procurados por aves e macacos, o que ajuda na recuperação de áreas degradadas. Por possuir raízes muito longas e superficiais, que formam um emaranhado, pode ser utilizada visando à contenção de encostas. O desenvolvimento das mudas é bastante rápido após o plantio definitivo. Floração: Pode ocorrer em mais de um período por ano. A polinização é feita por pequenas vespas que têm uma relação muito especial e específica com essas árvores, pois uma espécie não se reproduz sem a outra. Frutificação: Pode ocorrer em mais de um período por ano, tendo registros de frutos maduros para os meses de fevereiro, março e abril na cidade do Rio de Janeiro. Os morcegos participam da dispersão dos frutos. Referências: CARAUTA, J.P.P. 1989. Ficus (Moraceae) no Brasil: Conservação e Taxonomia. Albertoa 2: 69-73. CARAUTA, J.P.P. & DIAZ, B.E. Figueiras no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Editora UFRJ, 2002. Pereira, A.F. & Esbérard, C.E.L. Captura de morcegos frugívoros junto a Ficus tomentella (Moraceae). Revista Brasileira de Zoociências 11 (1): 19- 23. 2009. Disponível em: . Acesso em:02 mai 2012. ROMANIUC NETO, S., CARAUTA, J.P.P., VIANNA FILHO, M.D.M., PEREIRA, R.A.S., RIBEIRO, J.E.L.S., MACHADO, A.F.P., SANTOS, A., PELISSARI, G., PEDERNEIRAS, L.C. 2012. Moraceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 02 mai 2012.

Ficus clusifolia Schott Família: Moraceae, a família dos figos, da jaca e da amora. Outros nomes: figueira-mata-pau. Distribuição Geográfica: A figueira-vermelha é uma espécie nativa e endêmica do Brasil que ocorre na Mata Atlântica e nas restingas. Pode ser encontrada em poucos Estados: PE, BA, ES, MG, GO e RJ. Características: Árvore de 7 a 18m de altura, com tronco não muito grosso e que pode ser bastante ramificado. Geralmente a casca é lisa e de cor cinza-claro. Todas as partes da árvore possuem látex, um líquido semelhante a um leite que escorre das áreas feridas do tronco e de onde folhas foram arrancadas.  A copa dessa figueira pode ser bastante ampla e com muitas folhas. As folhas são simples, brilhosas, com a ponta arredondada e com uma nervura grossa destacada no centro. Ela também possui uma pequena folha protegendo a ponta dos ramos.  As inflorescências são bem diferentes e possuem flores pequenas e viradas para o lado de dentro de uma estrutura circular e fechada que conhecemos como figo. Os frutos são os mesmos figos que amadurecem depois que as flores em seu interior são polinizadas. A cor dos frutos pode variar de amarelo a vermelho. Usos Alimentação: Os figos dessa espécie, apesar de comestíveis, são diferentes daqueles que encontramos nos mercados e não são apreciados. Madeira: A madeira é leve e de baixa durabilidade. Uso medicinal: Outras espécies de figueiras são muito utilizadas como remédios, mas não existe nenhum estudo que comprove a utilização dessa espécie em tratamentos medicinais. Outros usos: Pelo tamanho mediano é adequada para arborização urbana e de parques. Suas raízes podem ser utilizadas para fazer cordas improvisadas. Curiosidades: No Rio de Janeiro, é comum encontrar esse tipo de figueira crescendo em frestas de muros de pedras. Hoje, grande parte dos locais onde ela existia naturalmente, não possuem mais vegetação. Contudo, uma grande figueira-vermelha que existe no Bairro do Leme é tombada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por servir de proteção e alimento para cerca de 43 espécies de aves, segundo algumas observações. Essa espécie também é conhecida por “estrangular” outras árvores, da mesma forma que outras figueiras fazem. Isso pode acontecer caso sua semente comece a germinar sobre outra árvore. A figueira-vermelha então cresce e quando suas raízes alcançam o solo ela começa a engrossar e se desenvolver até matar e tomar o lugar daquela que serviu de suporte, atingindo então a mesma altura que esta, só que sem tanto custo. O Dr. Pedro Carauta do Museu Nacional do Rio de Janeiro é um grande estudioso das figueiras e as considera como um ecossistema vivo. Sobre elas vivem dezenas de espécies de plantas (orquídeas, bromélias, cactos etc.) e de animais (insetos, aves, mamíferos etc.). Além disso, em todos os diversos habitats que elas fornecem como as raízes, as fissuras no tronco, a copa e os figos, há algum tipo de vida em grande interação. Experimente passar alguns minutos observando detalhadamente uma figueira! Informações Ecológicas: É uma planta pioneira indicada para reflorestamentos, pois seus figos são muito procurados por aves e macacos, o que ajuda na recuperação de áreas degradadas. Por possuir raízes muito longas e superficiais, que formam um emaranhado, pode ser utilizada visando a contenção de encostas para evitar deslizamentos. O desenvolvimento das mudas é bastante rápido após o plantio definitivo e ela pode atingir mais de 2 metros de altura em 2 anos. Isso é bastante importante, visto que em pouco tempo ela proporciona sombra para as mudas de espécies secundárias (que precisam de ambiente mais sombreado) nos reflorestamentos. Floração: De março a maio. A polinização é feita por pequenas vespas que têm uma relação muito especial e específica com as figueiras, pois uma espécie não se reproduz sem a outra. Frutificação: Ocorre nos meses de junho e julho. Quando está carregada de figos maduros, ela apresenta uma linda cor avermelhada, daí o nome figueira-vermelha. Referências: CARAUTA, J.P.P. 1989. Ficus (Moraceae) no Brasil: Conservação e taxonomia. Albertoa 2: 69-73. CARAUTA, J.P.P. & DIAZ, B.E. Figueiras no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Editora UFRJ, 2002. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 3. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. ROMANIUC NETO, S., CARAUTA, J.P.P., VIANNA FILHO, M.D.M., PEREIRA, R.A.S., RIBEIRO, J.E.L.S., MACHADO, A.F.P., SANTOS, A., PELISSARI, G., PEDERNEIRAS, L.C. 2012. Moraceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 02 mai 2012.

Astronium fraxinifolium Árvore pioneira, de porte médio (entre 10 e 20 m de altura), semi-heliófila, caducifólia, longeva. Tronco reto, cilíndrico, apresenta sapopemas na base do tronco; fuste longo, casca externa fina e lisa, de cor cinza-azulado. Copa é irregular, de pequeno diâmetro. A folha ao ser esmagada, exala odor semelhante a terebintina; tem a margem serrilhada e nervuras bem desenvolvidas; sabor amargo. Apresenta coloração laranja-avermelhada nos meses de agosto e setembro. A floração acontece com a árvore desfolhada, entre jul/set (no DF), emitindo flores de cor amarelo-pálido, sendo polinizada por insetos. O fruto tem a forma de fuso, com superfície lisa, amadurece entre ago/set, depois de permanecer por quase um ano na árvore. A semente é alada e alongada, de fácil dispersão pelo vento. A utilização desta espécie é vasta, com destaque para a capacidade de estimular a produção melífera, devido sua intensa florada com disponibilidade de pólen. A madeira é utilizada em acabamentos internos, construções externas e na produção de lenha. A espécie também pode ser empregada no paisagismo, na arborização urbana e para o reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

Schizolobium parahyba Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: bacurubu, ficheira, guapurubu, pataqueira entre outros. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmicado Brasil. Ocorre na Amazônia e Mata Atlântica, nos Estados do AC, AM, PA, RO, BA, ES, MG, RJ, SP, PR e SC. Características: Árvore geralmente de 10 a 25 m de altura, podendo chegar até 30 m, e diâmetro do tronco de 60 a 120 cm. O tronco possui cicatrizes características dessa espécie. As folhas são compostas e grandes, mas com folíolos bem pequenos. As flores são amarelas e ficam dispostas em inflorescências no final e ao longo dos ramos. Na época da floração, são extremamente abundantes, deixando a copa da árvore coberta da cor amarela. Os frutos são vagens de cor bege a marrom quando maduros e se abrem liberando as sementes.  Usos Alimentação: Não foi encontrado registo de uso direto para este fim. Madeira: A madeira é leve e fácil de trabalhar, mas de baixa qualidade quando exposta. É utilizada em aeromodelismo, fabricação de calçados, lápis e canoas de um tronco só. Uso medicinal: A casca é utilizada como adstringente. Outros usos: Muito usada em paisagismo, pela beleza da copa durante a floração. Contudo, recomenda-se cuidado, pois os ramos são frágeis e se partem facilmente em dias de vento. Também é utilizada na produção de celulose e papel, e a casca contém tanino e é utilizada em curtumes. Curiosidades: O nome deriva do Tupi “bacuruvu” acredita-se referir ao nome de uma arvore com fruto áspero e preto, ou ainda a “árvore que faz ruído ao vento”. Já o epíteto parahyba refere-se ao local onde a espécie foi vista e descrita pela primeira vez. É, também, a árvore símbolo da cidade de Florianópolis. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, que perde parte de suas folhas na época da floração. O Guapuruvu é importante na recuperação de áreas degradadas com florestas secundárias e em beira de rios. É uma das espécies de crescimento mais rápido nas Regiões Sudeste e Sul do Brasil. Floração: Floresce de julho a novembro, dependendo da região em que se encontra, com a árvore praticamente sem folhas. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas de diferentes espécies. Frutificação: Os frutos amadurecem de abril a outubro dependendo da região.

Inga vera Willd. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da sibipiruna, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. Outros nomes: ingá-do-brejo, ingá, ingá-banana, ingazeiro etc. Distribuição Geográfica: Ocorre em mais da metade dos Estados do Brasil, sendo encontrada em RO, AC, MA, CE, PB, PE, BA, MT, GO, MS, MG, ES, SO, RJ, PR, SC e RS. É uma árvore nativa, mas não endêmica do nosso país e que pertence aos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Características: Árvore geralmente de 10 m de altura e tronco com cerca de 30 cm de diâmetro. Algumas árvores mais velhas podem chegar a 25 m de altura e 70 cm de diâmetro no tronco.  As folhas são compostas, com 4 ou 5 pares de folíolos, sendo o último par quase sempre maior do que os outros. Possuem pelos amarelos em várias de suas partes e haste alada. As flores são brancas, também pilosas e muito perfumadas. O fruto é amarelo e piloso, com forma de vagem alongada, que pode ser achatado ou cilíndrico quando maduro, chegando a 15 cm de comprimento. As sementes são envoltas em polpa doce, suculenta e esbranquiçada. Usos Alimentação: Os frutos são consumidos em várias regiões do país. Madeira: Considerada pouco resistente e com baixa durabilidade natural. É utilizada em obras internas, caixotaria, confecção de brinquedos, lápis etc. Uso medicinal: A infusão da casca é considerada anti-séptica. Outros usos: Pode ser utilizada com sucesso no paisagismo. O tanino, sustância retirada da casca, é utilizado para curtir couro e para conservar redes de pesca. Curiosidades: O nome ingá é de origem indígena e quer dizer “embebido” ou “empapado” em referência às sementes imersas na polpa aquosa do fruto. Na região amazônica algumas tribos festejam a frutificação dos ingás, inclusive realizando casamentos nessa época. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, com boa tolerância ao sol e solos úmidos. Na verdade, prefere locais brejosos e beiras de rio e é ótima para plantio em áreas degradas com essas características. Perde parte de suas folhas em determinada época do ano e seus frutos são muito procurados por animais. Os ingás, de forma geral, possuem glândulas em suas folhas que secretam substâncias que atraem formigas. Essa associação os protegem de eventuais ataques de animais herbívoros,  que são prontamente atacados pelas formigas. Floração: Floresce de agosto a novembro. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas. Frutificação: Os frutos amadurecem de dezembro a fevereiro. É uma árvore muito frutífera e seus frutos são dispersos por diversos animais. Inclusive, já foi observado o consumo e dispersão por alguns peixes. Além disso, a cheia dos rios também age como dispersor, levando a semente rio abaixo e depositando-as em margens distantes. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 3. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2008. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. GARCIA, F.C.P. & FERNANDES, J.M. 2012. Inga. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

Inga cylindrica No Brasil são encontradas 131 espécies de Ingás, das quais 51 são endêmicas, isto é, são plantas que só existem na natureza em determinado local. É pioneira. Árvore com porte de até 8 m. Caule pouco ramificado. Flores brancas. Frutos do tipo bagas. Fruto com até 20 cm de comprimento, comprido, de cor verde quando maduro; do tipo legume, com até 12 (dose) sementes por fruto, recobertas com um tegumento membranoso de cor esverdeada, comestível. A época da frutificação acontece no início do período chuvoso (set-out) e dispersa por aves e mamíferos. Usos: alimentício, paisagismo, reflorestamento.

Inga edulis Mart. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da sibipiruna, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. Outros nomes: ingá-de-macaco, ingá-macarrão, ingá-rabo-de-mico e angá. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil, que ocorre nos Estado de RR, AM, PA, AM, AC, RO, PE, BA, MT, MG, ES, SO, RJ, PR e SC. O ingá-cipó pode ser encontrado então na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Características: Na maioria das vezes é uma árvore pequena, geralmente de 10 a 15 m de altura e tronco de até 65 cm de diâmetro. A casca do tronco é lisa e esverdeada. Suas folhas são compostas, com 4 a 6 pares de folíolos e terminam de forma par. A haste da folha é alada e o último par de folíolos é maior que os demais, características principais dos ingás. As flores são de cor branca, muito perfumadas, em forma de pincel e possuem pelos na parte de fora. O fruto pode chegar a 80 cm de comprimento, tem forma de vagem alongada, é piloso e possui estrias em sentido vertical. Cada fruto possui muitas sementes envoltas por arilo branco adocicado. Usos Alimentação: Os frutos são muito apreciados e comercializados em feiras na Região Amazônica. Nesta região, são mais compridos que na Mata Atlântica e existem registros de frutos com até 2 m de comprimento e 6 cm de diâmetro! Madeira: Considerada macia, com moderada resistência mecânica e pouco durável. É utilizada na caixotaria e para lenha e carvão. Uso medicinal: Não se conhecem usos frequentes dessa espécie na medicina caseira, pode não ser utilizada para este fim. Outros usos: O tanino, substância extraída da casca, pode ser utilizado para curtir couros. É também indicada para paisagismo e arborização urbana. Às vezes são cultivadas para produção e venda de frutos. Curiosidades: O nome ingá é de origem indígena e quer dizer “embebido” ou “empapado” em referência às sementes imersas na polpa aquosa do fruto. Na região amazônica algumas tribos festejam a frutificação dos ingás, inclusive realizando casamentos nessa época.  O nome ingá-cipó se deve ao fato desta árvore possuir os maiores frutos dentre todos os ingás, que de tão compridos às vezes se assemelham a cipós. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, bem tolerante ao sol. Perde parte de suas folhas em determinada época do ano e é indicada para reflorestamento em áreas litorâneas, pois tolera água salobra ou solo encharcado de água doce. Possui crescimento rápido após o plantio. Os ingás, de forma geral, possuem glândulas em suas folhas que secretam substâncias que atraem formigas. Essa associação os protegem de eventuais ataques de animais herbívoros, que são prontamente atacados pelas formigas. Floração: Na região costeira do Brasil, floresce de outubro a janeiro e as flores são polinizadas por insetos. Frutificação: Frutifica a partir do mês de maio. Os frutos podem ser consumidos por muito animais e dispersos por estes. Porém, na maioria das vezes os frutos são retirados para o comércio. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. GARCIA, F.C.P. & FERNANDES, J.M. 2012. Inga. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Disponível em: 20 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

Inga maritima Benth. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do feijão, da sibipiruna, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. Outros nomes: Ingá-feijão e ingá. Distribuição Geográfica: O ingá-da-restinga é uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre principalmente no Estado do Rio de Janeiro em área de restinga. Características: Árvore geralmente baixa com cerca de 2,5 m altura, mas podendo chegar a 11m. A casca dos ramos é fissurada. As são folhas são compostas e terminam em um par de folíolos maiores que os demais. Elas são pilosas na parte de baixo e de consistência um pouco grossa. A haste da folha é alada, cor de ferrugem e com pelos. As flores são brancas e em forma de pincel, levemente perfumadas. Os frutos são uma vagem achatada contendo algumas sementes envoltas em polpa branca e adocicada. Usos Alimentação: Os frutos podem ser consumidos ao natural. Madeira: Não existem informações sobre a qualidade da madeira dessa espécie. Mas como é de pequeno porte, deve ser usada de forma improvisada para cercas em propriedades a beira-mar e outros usos pouco importantes. Uso medicinal: Aparentemente esta espécie não é utilizada para este fim. Outros usos: Assim como outras espécies de ingá, pode ser cultivada por conta de seus frutos. É usada na arborização de parques e jardins de solo arenoso ou em áreas onde originalmente existiam restingas, como na Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema e o Recreio dos Bandeirantes, bairros do Rio de Janeiro. Curiosidades: É uma espécie ameaçada, considerada como vulnerável a extinção. Sua população foi bastante reduzida pela grande destruição que já ocorreu nas restingas no Município do Rio de Janeiro, sendo que Parques como Grumari ainda possuem muitas árvores dessa espécie. O ingá-da-restinga é muito pouco estudado pela ciência e possui poucas informações a seu respeito. Outra curiosidade é que o nome ingá é de origem indígena e quer dizer “embebido” ou “empapado”, em referência as sementes, que são imersas na polpa aquosa do fruto. Informações Ecológicas: Deve ser plantada ao longo de toda a sua área de ocorrência em reflorestamentos no ambiente de restinga. Não existem estudos sobre suas preferências ecológicas, mas aparentemente é pioneira e resistente ao plantio tanto em solo úmido como em solo um pouco mais seco e arenoso. Também é tolerante a água salobra e solos com certa quantidade de sal marinho, pois na restinga essa espécie pode ocorrer bem próximo ao mar e em áreas brejosas. Por ser frutífera, ajuda na alimentação da fauna e no reestabelecimento dos animais nas áreas em recuperação. Os ingás, de uma forma geral, possuem glândulas em suas folhas que secretam substâncias que atraem formigas (néctar). Essa associação pode protegê-los de eventuais ataques de animais herbívoros, que são prontamente atacados pelas suas “amigas”. Floração: De junho a novembro. As flores são muito visitadas por pequenos insetos, sendo os seus possíveis polinizadores. Frutificação: De setembro a dezembro. As sementes são dispersas por animais. Referências: BENTHAM, G. 1845. Notes on Mimoseae, with a Synopsis of Species. London Journal of Botany 4: 601. GARCIA, F.C.P. & FERNANDES, J.M. 2012. Inga. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em 22 mai 2012. INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO. Jabot - Banco de Dados da Flora Brasileira. Disponível em: . Acesso em: 22 mai 2012. MEDEIROS, A.S. Leguminosas Arbóreas Da Marambaia – Rj. Seropédica, RJ: Instituto de Florestas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2009. Monografia. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Espécies ameaçadas no Município do Rio de Janeiro: flora e fauna. Rio de Janeiro, RJ: Editora PCRJ/SMAC, 2000. ZAMITH, L.R. & SCARANO, F.R. 2004. Produção de mudas de espécies das Restingas do município do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Acta bot. bras. 18(1): 161-176. 2004.

Inga laurina (Sw.) Willd. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da sibipiruna, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro. Outros nomes: ingá-chichica, ingá-de-macaco, ingá-da-praia, ingá-mirim e ingaí. Distribuição Geográfica: O ingá-branco é uma árvore nativa, mas não endêmica do Brasil, que ocorre nos Estados do PA, AM, AC, MA, CE, PB, PE, BA, GO, MS, MG, ES, SP e RJ. É encontrada nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica e é o ingá com maior distribuição geográfica. Nas regiões litorâneas cresce principalmente nas restingas. Características: Pode chegar a 20 m de altura, com copa ampla e tronco com cerca de 70 cm de diâmetro. A casca é cinzenta e áspera. As folhas são compostas e terminam de forma par, com 2 a 4 folíolos. O par de folíolos da ponta da folha é quase sempre maior que os outros e a haste da folha é alada, características dos ingás. As flores são brancas, vistosas e perfumadas, semelhantes a um pincel. O fruto é como uma vagem achatada ou quase cilíndrica, com até 20 cm de comprimento de cor amarelada ou quase branca. As sementes estão envoltas por uma "polpa" branca e adocicada. Usos Alimentação: Os frutos são comestíveis e muito apreciados, sendo encontrados para comércio. Madeira: Considerada macia e pouco resistente, de baixa durabilidade. É utilizada em caixotaria e para fazer lenha e carvão. Uso medicinal: Não se conhecem usos dessa espécie na medicina caseira. Outros usos: Vem sendo utilizada na arborização urbana de algumas cidades do Brasil, e já foi muito usada na América central para sombrear cafezais. Curiosidades: O nome Ingá é de origem indígena e quer dizer “embebido” ou “empapado” em referência às sementes imersas na polpa aquosa do fruto. Na região amazônica algumas tribos festejam a frutificação dos ingás, inclusive realizando casamentos nessa época. Informações Ecológicas: É considerada espécie secundária que tolera bem o sol e pode ser encontrada em terrenos úmidos, mantendo suas folhas o ano inteiro. É indispensável em reflorestamentos que visam o restabelecimento da fauna nas áreas recuperadas, pois os frutos são consumidos por muitos animais. Os ingás, de forma geral, possuem glândulas em suas folhas que secretam substâncias que atraem formigas. Essa associação pode protegê-los de eventuais ataques de animais herbívoros, que são prontamente atacados pelas formigas. Floração: Entre agosto e dezembro. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas e pequenos insetos. Frutificação: Os frutos amadurecem a partir de novembro até fevereiro. As sementes são dispersas por vários animais, e a cheia dos rios também pode agir como dispersor, levando as sementes rio abaixo e as depositando em margens distantes. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. GARCIA, F.C.P. & FERNANDES, J.M. 2012. Inga. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

Tabebuia roseo-alba O Ipê branco é também uma espécie com hábito pioneiro na sucessão vegetal em áreas degradadas e em recuperação.  A árvore é extremamente ornamental, não somente pelo exuberante florescimento que pode ocorrer mais de uma vez por ano, mas também pela folhagem densa de cor verde azulada e forma piramidal da copa. É ótima para o paisagismo em geral, o que já é amplamente utilizada: é particularmente útil para a arborização de ruas e avenidas, dado ao seu porte não muito grande. Em função de sua adaptação a terrenos secos e pedregosos, é muito útil para reflorestamentos nesse tipo de ambiente, destinados à recomposição da vegetação arbórea. Produz anualmente grande quantidade de sementes, facilmente disseminadas pelo vento. Floresce principalmente durante os meses de agosto-outubro com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos amadurecem a partir de outubro.

Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos Família: Bignoniaceae, a família botânica dos ipês, dos jacarandás e das carobas. Outros nomes: ipê-amarelo-cascudo, ipê-do-morro, pau-d’arco-amarelo, aipê entre outros. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil, que ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica. É encontrada nos Estados da BA, PB, PE, ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC. Características: Árvore de 4 a 10 m de altura e diâmetro do tronco de cerca de 30 a 40 cm. As folhas são compostas, com 5 folíolos recobertos de pelos (tricomas) de cor ferrugínea. As flores são amarelas, muito vistosas e recobrem a árvore na época da floração. Os frutos são recobertos por pelos de cor ferrugínea a marrom claro e se abrem liberando inúmeras sementes aladas, que são dispersas pelo vento. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é dura e pesada, e de grande resistência e durabilidade. É utilizada em obras externas e assoalhos, na construção civil, em pontes, cercas, molduras, postes etc. Uso medicinal: Os ramos novos são utilizados na forma de infusão para combater feridas da pele e boca. A casca cozida também é utilizada por suas propriedades adstringentes e em gargarejos contra inflamações bucais. Outros usos: É bastante ornamental, devido a sua floração amarela e também é indicada para arborização de praças e espaços urbanos, principalmente pelo seu pequeno porte. Curiosidades: O nome Ipê é comum a várias plantas e parece se referir ao seu lugar na água, do Tupi “y” que significa “água” + “pe” que significa “na”, no sentido de lugar. O nome também pode fazer alusão à boa durabilidade de sua madeira quando expostas a locais úmidos ou sujeitos a inundação. Informações Ecológicas: É mais encontrada em florestas secundárias, com solos bem drenados. Produz grande quantidade de sementes por ano e perde totalmente suas folhas na época da floração. Possui crescimento lento e vive bem em locais ensolarados e em formações florestais mais abertas. Floração: Floresce em agosto e setembro com a árvore totalmente sem folhas. Frutificação: Os frutos amadurecem em final de setembro e outubro. Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 2. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LOHMANN, L.G. Bignoniaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB114078>. Acesso em: 19 Abr. 2014.

Handroanthus impetiginosus Mattos Família: Bignoniaceae, a família botânica dos ipês e dos jacarandás.  Outros nomes: pau-d'arco, ipê e ipê-roxo.   Distribuição Geográfica: O ipê-rosa é uma espécie nativa do Brasil, porém não endêmica. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal e pode ser encontrado nos Estados do PA, TO, MA, PI, CE, RN, PB, PE, BA, AL, SE, MT, GO, MS, MG, ES, SP e RJ.   Características: É uma árvore de 8 a 30m de altura com tronco que pode chegar a quase um metro de diâmetro.  O tronco é cilíndrico e reto, com a casca grossa, escura e bastante fissurada. As folhas são compostas e possuem 5 folíolos de consistência grossa, cheios de pelos (tricomas), distribuídos como os dedos da nossa mão. As inflorescências são como bolas formadas por muitas flores que variam da cor rosa a roxa com o miolo amarelado. Os frutos são semelhantes a vagens, e quando estão secos se abrem e expõem suas sementes aladas que podem ser dispersas a longas distâncias pelo vento.    Usos Alimentação: Não possui nenhum registro de uso para alimentação. Madeira: Considerada como “madeira de lei”, é conhecida por ser uma das melhores e mais resistentes madeiras da nossa flora, além de ser de acabamento fino e muito bonito. É uma madeira muito pesada e dura, bastante utilizada na construção civil e de embarcações. Também pode ser utilizada para fazer artigos esportivos como a bola de boliche. Por ser uma das espécies mais exploradas em nosso país não é mais tão comum nas florestas.  Uso medicinal: A casca do ipê rosa é considerada um remédio poderoso, principalmente como cicatrizante e contra inflamações, tumores, alergias e sarna. Também pode ser utilizada contra diabetes e malária. O chá feito da casca, ao contrário de outros remédios, é muito gostoso. Estudiosos atualmente tentam provar a eficácia desse chá contra alguns tipos de câncer. Outros usos: As flores, por serem numerosas e muito bonitas são utilizadas em arranjos florais e o plantio da árvore com fins ornamentais é bastante comum.   Curiosidades: Em Tupi o nome ipê quer dizer “na água”, provavelmente em referência a sua utilização em embarcações. Os índios de diversas etnias e regiões do Brasil também o chamam de pau-d’arco por usarem sua madeira na confecção de arcos.   Informações Ecológicas: É uma espécie secundária, indicada para plantios em locais com sol pleno, como áreas degradadas. As mudas possuem desenvolvimento rápido, mas depois de um tempo o crescimento se torna lento e ela pode demorar cerca de 100 anos para atingir a idade adulta. O ipê-rosa pode viver por muitos anos, assim como o jequitibá-branco. Ele pode ocorrer em diferentes ambientes, desde o agreste e o sertão do Nordeste até locais onde ocorrem cinco geadas por ano.   Floração: Entre maio e setembro, deixando a copa da árvore totalmente colorida pelas flores. Demora de 1 a 2 anos para florescer e floresce quando a árvore perde todas as suas folhas. A polinização é feita principalmente por abelhas mamangava (Bombus sp.).    Frutificação: Entre julho e novembro, a partir dos 5 anos de idade.    Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LOHMANN, L.G. 2012. Bignoniaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.  Disponível em: . Acesso em: 30 abr 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. REVILLA, M.M. & SOUZA, A.D.S. Ipê-roxo: Tabebuia impetiginosa Mart. In: SHANLEY, P & MEDINA, G. (eds.) Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. Belém, PA: CIFOR, Imazon, 2005.  

Handroanthus heptaphyllus Mattos Família: Bignoniaceae, a família botânica dos ipês e dos jacarandás. Outros nomes: pau-d’arco-roxo e ipê. Distribuição Geográfica: No Brasil essa espécie de ipê pode ser encontrada nos Estados da BA, MT, GO, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. Pertence ao Cerrado e a Mata Atlântica e é uma árvore nativa, mas não endêmica do nosso país. Características: Árvore de 10 a 20 m de altura. O tronco que pode chegar a 1,50 m de diâmetro é geralmente cilíndrico e reto. A casca é grossa e bastante fissurada. As folhas são compostas, e os folíolos (5 a 7) de margem serrilhada ficam distribuídos tal como os dedos de uma mão. Esses folíolos são completamente lisos e de consistência fina. As flores ficam agrupadas na forma de uma bola. Elas são roxas (raramente cor de rosa) com o centro amarelado e muito vistosas. Os frutos são semelhantes a uma vagem e quando estão maduros secam naturalmente, expondo suas sementes ao vento. As sementes são aladas e facilmente carregadas pelo vento para longe da árvore-mãe. Usos Alimentação: Não existem registros do uso dessa espécie para alimentação. Madeira: É considerada “madeira-de-lei”, muito resistente e uma das melhores da nossa flora para uso na construção civil e naval, além de possuir acabamento fino e belo. É utilizada principalmente nos trabalhos mais pesados e que necessitam de grande resistência mecânica como quilhas de navio, postes, alicerces de pontes, eixos de rodas, arcos etc. Suas propriedades são semelhantes as do ipê-rosa. Uso medicinal: As propriedades medicinais são muito semelhantes as do Ipê-rosa. A casca é utilizada como cicatrizante e contra inflamações, tumores, alergias e sarna.  E também contra diabetes e até malária. O chá da casca tem a vantagem de ser mais saboroso que outros remédios tendo muitos usos conhecidos. Ela é frequentemente vendida em mercados e muito consumida no interior do Brasil, destacando-se a Região Norte. Curiosidades: O ipê-roxo é muito procurado por madeireiros pelo tamanho e qualidade da sua madeira, o que o expõe ao perigo da extinção. Um dos maiores exemplares de Ipê-roxo conhecidos fica no Paraná e tem 46m de altura e 2,20m de diâmetro no tronco, e acredita-se que tenha cerca de 800 anos de idade, um verdadeiro monumento natural. Devemos considerar essa árvore, assim como outras muito antigas que temos em nossas florestas, como exemplos dos maiores patrimônios de nosso país. Esta espécie está na lista das ameaçadas de extinção do Estado do Paraná. Uma outra espécie parente do nosso Ipê-roxo, o Ipê-amarelo, foi decretada através de uma Lei de 1978  como a árvore nacional do Brasil. O nome Ipê quer dizer, em Tupi, “na água”, referindo-se provavelmente a sua utilização na construção naval. Informações Ecológicas: Pode ser considerado espécie secundária ou clímax, característica de florestas bem preservadas. Por isso deve ser plantada juntamente com espécies pioneiras que darão sombra e proteção para seu crescimento. Essa técnica pode garantir maior rapidez na recuperação da vegetação de uma floresta. O desenvolvimento inicial das mudas do ipê-roxo é rápido, mas depois de um tempo fica mais lento. Esse Ipê começa a florescer após 4 ou 7 anos de plantio. Durante o inverno ele perde totalmente suas folhas e floresce, proporcionando um grande espetáculo da natureza, ficando toda a sua copa colorida pelas flores roxas. Floração: Ao longo de todo o ano dependendo da região do Brasil. Nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo floresce de junho a setembro. As flores são polinizadas por abelhas-mamangava (Bombus sp.). Frutificação: De setembro a novembro na região Sudeste. A maturação dos frutos se dá quando a árvore já produziu novas folhas. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LOHMANN, L.G. 2012. Bignoniaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 30 abr 2012 LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart. Família: Bignoniaceae, a família botânica dos ipês e dos jacarandás. Outros nomes: caroba-de-flor-verde. Distribuição Geográfica: O ipê-verde é nativo do Brasil, mas também ocorre em outros países. Em território nacional pode ser encontrado nos Estados do PA, TO, MA, PI, CE, BA, MT, GO, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. Essa espécie pertence aos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Características: É uma árvore de 6 a 12m de altura e com tronco não muito grosso quando adulta. Sua casca é bastante grossa, fissurada e de cor escura em indivíduos mais velhos, e acinzentada e fina quando ainda é jovem. As folhas são compostas, de consistência fina e brilhosa, com os folíolos distribuídos como se fossem os dedos de uma mão. As flores são totalmente verdes e em forma tubular. Os frutos são semelhantes a vagens e quando estão maduros expõem suas sementes ao vento. Essas são leves, brancas e aladas. Usos Alimentação: Não existem registros de usos para a alimentação humana. Madeira: A madeira não possui as mesmas propriedades que o ipê-roxo e o ipê-rosa. Ela é leve, pouco resistente e apodrece com facilidade em ambientes úmidos e em contato com o solo. Mesmo assim, pode ser aproveitada para carpintaria. Uso medicinal: Como sugere seu nome científico tem como principal uso o combate à sífilis, cujas partes utilizadas para os preparos são a casca e ramos jovens. Outros usos: Utilizada para fins ornamentais e de arborização urbana. Curiosidades: O nome ipê quer dizer, em Tupi, “na água”, referindo-se provavelmente a utilização dessa madeira na construção naval. Estudos científicos comprovaram a eficácia do extrato de ipê-verde contra a larva do mosquito Aedes aegypti, que é o principal transmissor da dengue. Informações Ecológicas: O ipê-verde é uma espécie pioneira, não muito exigente com as condições do solo, e que pode ser planta em locais secos e em pleno sol. Por isso, é muito indicada para a recuperação de áreas degradas. Ela cria sombra para as espécies secundárias, o que acelera o processo natural de regeneração da vegetação. Como outros representantes da sua família botânica, perde totalmente suas folhas em determinada época do ano. Floração: Principalmente de dezembro a março, podendo ter mais de uma floração por ano. Ao contrário do ipê-roxo e do ipê-rosa, este floresce com a árvore ainda coberta de folhas. Frutificação: de maio a outubro, sendo suas sementes dispersas pelo vento. Referências: LOHMANN, L.G. 2012. Bignoniaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 01 mai 2012. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 2. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. RODRIGUES, A.M.S.; DE PAULA, J.E.; ROBLOT, F.; FOURNET, A.; ESPÍNDOLA, L.S. Larvicidal activity of Cybistax antisyphilitica against Aedes aegypti larvae.  Fitoterapia. Volume 76 (7–8), p.755–757. Dez. 2005.

Platypodium elegans Vogel Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: amendoim-do-campo, faveiro, jacarandá-tã, jacarandazinho, secupurina entre outros. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, mas não endêmica do Brasil. Ocorre em quase todos os biomas e Estados do país, sendo encontrada na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, exceto nos Estados do AP, RN, PB, PE, SE, AL, SC e RS. Características: Árvore com altura que varia de 8 a 12 metros, e diâmetro do tronco entre 50 a 60 cm. Possui caule reto e casca de cor ferrugínea com fissuras. As folhas são compostas e possuem a parte de cima dos folíolos lisa, e a parte de baixo com pelos (tricomas). As flores são vistosas, amarelas ou alaranjadas e os frutos são de cor de palha e possuem apenas uma semente. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: Possui madeira dura, mas de baixa qualidade. É utilizada em ambientes internos, na marcenaria, carpintaria e cabos de ferramentas. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: É uma espécie ornamental, indicada para paisagismo e arborização em ruas e parques. Curiosidades: O nome Jacarandá vem do Tupi e significa “o que tem cerne duro, ou a casca dura”. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que perde parte de suas folhas em determinada época do ano. Encontrada principalmente em áreas de vegetação secundária, é indicada para plantios de reflorestamento e cresce bem em locais ensolarados e com solo bem drenado. O crescimento das mudas é lento, mas é uma planta rústica e importante para esse tipo de plantio. Floração: Floresce de setembro a novembro. Frutificação: Os frutos amadurecem entre setembro e outubro. Referências: DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. RAMOS, V.S.; DURIGAN, G.; FRANCO, G.A.D.C; SIRQUEIRA, M.F. & RODRIGUES, R.R. Árvores da Floresta Estacional e Semidecidual – Guia de identificação de espécies. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Biota/Fapesp. 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LIMA, H.C. de Platypodium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2014, PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 3. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,

Machaerium aculeatum Raddi Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: escada-de-macaco, pau-de-angu, jacarandá-bico-de-pato. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre no Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, nos Estados de AL, BA, PE, SE, DF, MS, ES, MG e RJ. Características: Árvore espinhenta de 6 a12 m de altura, com diâmetro do tronco de 30 a 40 cm. As folhas são compostas e possuem muitos folíolos com pelos (tricomas) na parte de baixo. As flores são de cor lilás e rosa-claro, e ficam dispostas em inflorescências ao longo dos ramos, que saem do mesmo local das folhas. Os frutos são vagens cor de palha ou amarronzadas. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e pouco durável quando exposta. É utilizada na construção civil, caixotaria e fabricação de objetos leves. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: É uma espécie ornamental de pequeno porte, indicada para paisagismo em geral e arborização de ruas. Curiosidades: O nome Jacarandá vem do Tupi e significa “o que tem cerne duro, ou a casca dura”. Pode ser bem sucedida quando plantada em calçadas, por ter muitos espinhos e assim evitar que a seja quebrada ou danificada quando jovem, por pessoas descuidadas ou com essa intenção. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira e rústica, que perde parte de suas folhas e tolera diversos tipos de solo, com exceção de várzeas úmidas, onde é encontrada em raros casos. Ocorre em vegetação secundária aberta e é muito indicada para plantios mistos em áreas degradadas. O crescimento do jacarandá-de-espinho é bastante rápido. Floração: Floresce de novembro até fevereiro. Frutificação: Os frutos amadurecem de abril a julho. Referências: DI DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: Com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté: UNITAU. 1081 p. 2008. FILARDI, F.L.R. Machaerium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 19 Abr. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

Jacaranda cuspidifolia Espécie pioneira, ou seja de hábito de crescimento em espaços degradados de forma predominante, instalando-se com mais aptidão do que outras e servindo de protetoras do clima adverso para aquelas de crescimento mais lento, as secundárias e clímax. Floresce durante os meses de setembro/dezembro com as plantas totalmente despidas de sua folhagem velha. Os frutos amadurecem entre agosto e setembro. Sua intensa floração a faz ser usada como planta ornamental em paisagismo. É amplamente utilizada na recuperação de áreas degradadas, visando a recomposição arbórea de áreas de preservação permanente. Espécie de médio porte com 5 a 10 de altura e 30 a 40 cm de diâmetro.

Hymenaea courbaril Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, dos ingás, do maricá e do pau-sangue. Outros nomes: jataí e jutaí-açú. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre nos Estados do PA, AM, MA, PI, CE, PB, PE, BA, MT, GO, MS, MG, SP, ES, RJ e PR. O jatobá é encontrado em vários biomas como Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, e é uma espécie nativa, mas não endêmica do nosso país. Características: É uma árvore que varia de 15 a 40 m de altura com tronco fino, mas que em certas condições pode chegar a 1,20 m de diâmetro. Suas folhas são compostas, com dois folíolos que têm a forma parecida com uma pata de vaca. Além disso, as folhas possuem pontos translúcidos quando olhadas contra a luz. Suas flores são grandes e de cor branca. O fruto é uma vagem de cor marrom, com casca dura e enrrugada que possui de 2 a 4 sementes envoltas por uma polpa branca ou amarelada, com cheiro agradável. São produzidos em média 800 frutos por árvore. Usos Alimentação: A polpa dos frutos é comestível e pode ser consumida diretamente ou utilizada na fabricação de farinha. Essa farinha é mais nutritiva que a farinha de mandioca e pode ser comparada ao fubá de milho, sendo utilizada para o preparo de mingau, pães e bolos. Os frutos podem ser encontrados em alguns supermercados.  Madeira: É considerada como madeira nobre ou “madeira de lei”. Possui alta durabilidade, sendo bastante dura e pesada, e por isso utilizada na construção civil e de estradas de ferro. Também é utilizada na fabricação de canoas, móveis e tacos de madeira para pisos de casas e apartamentos. Por ser uma espécie muito explorada para o comércio de madeira, deve ser replantada nos locais em que foi totalmente retirada. Uso medicinal: Entre seus vários usos medicinais estão o chá da casca contra gripe, bronquite, diarreia etc. e utilização de pequenos pedaços da casca (mascados) para curar a tosse. Além disso, sua seiva é utilizada como fortificante e remédio para problemas respiratórios. Já a resina produzida para cobrir feridas no tronco, pode ser mastigada para amenizar dores estomacais, e quando queimada, sua fumaça é inalada para curar resfriados e dores de cabeça. Outros usos: A resina do tronco também pode ser utilizada para preencher frestas entre as madeiras de canoas, ajudando na impermeabilização. Curiosidades: O nome Jatobá vem do Tupi e pode significar “o que tem casca dura”, “fruto de casca dura” ou “árvore de fruto duro”, como realmente o é. Informações Ecológicas: É considerado uma espécie secundária e assim que plantado pode crescer de 50 cm a 1m por ano. Começa a produção de frutos após 8 ou 12 anos do plantio. Muitas espécies de animais consomem seus frutos, principalmente mamíferos como as pacas, cutias, veados, macacos e antas. O Jatobá perde parte de suas folhas durante a estação mais seca ou fria do ano e não exige solo muito fértil para crescer.  Assim, é muito útil para reflorestamentos. Em algumas regiões ocorre somente na floresta. Floração: De agosto a dezembro, florescendo somente a cada dois anos. As flores produzem muito néctar e se abrem de noite, sendo muito visitadas por morcegos, seus principais polinizadores.  Frutificação: Amadurecem a partir de julho quando se pode ver muito frutos caídos embaixo da árvore. 

Genipa americana L. Família: Rubiaceae, a família botânica do café, da ixora e da cinchona. Outros nomes: jenipapeiro, jenipapinho, janipapo etc.   Distribuição Geográfica: No Brasil o jenipapo ocorre nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Dessa forma, está presente em quase todos os Estados do país, exceto RS, SC, TO, RR, RO e AP. Essa espécie é nativa, mas não é endêmica do nosso país.   Características: Árvore de 8 a 14 m de altura e tronco com até 60 cm de diâmetro. Alguns indivíduos podem chegar a 30 m de altura com tronco de 90 cm de diâmetro. A casca é cinzenta e relativamente lisa. As folhas são simples, de consistência um pouco grossa, podendo ter cerca de 35 cm de comprimento, ficando geralmente agrupadas na ponta dos ramos. As flores são dispostas em inflorescências bastante vistosas, de cor branca ou amarelada e perfumadas. O fruto é redondo, amarronzado, duro quando ainda “verde” e molenga quando fica maduro. Possui várias sementes pequenas e achatadas e a polpa é bem adocicada.    Usos Alimentação: Os frutos são comestíveis e muito apreciados, podendo ser consumidos ao natural ou feitos sucos, doces, vinhos e licores. Para a alimentação bovina, as folhas são utilizadas junto com a ração estimulando o apetite desses animais.  Madeira: Considerada de primeira qualidade, principalmente por ser flexível e fácil de trabalhar, pode ser de longa durabilidade quando protegida da umidade. É utilizada na construção civil e naval, marcenaria, fabrico de móveis e peças curvadas. Pode ser usada também para a fabricação de papel.  Uso medicinal: Todas as partes da árvore são utilizadas para algum fim medicinal. As folhas são usada para baixar os níveis de glicose no sangue e, desde antes do descobrimento das Américas, já eram usadas pelos indígenas contra a sífilis. Os frutos também são utilizados contra a sífilis e para cicatrizar umbigos de crianças. O suco do fruto é utilizado contra anemia, asma, diarreia e dor de dentes. A raiz é tida como purgante. Existe ainda uma infinidade de usos medicinais para esta planta.  Outros usos: O suco do fruto “verde” é transparente ou de cor amarelada assim que espremido, e torna-se azulado após algum tempo em contato com o ar, podendo ser utilizado como corante. Desta forma, muitos indígenas pintam seus corpos, deixando os desenhos de cor azul-escuro muitos dias na pele. Mesmo após lavar ou esfregar a tinta não sai, desaparecendo naturalmente da pele sem causar nenhum problema dermatológico. A pintura também protege contra a picada de insetos. O jenipapo também pode ser usado com sucesso no paisagismo, pois é bastante ornamental, já sendo utilizado na arborização urbana.    Curiosidades: Parte do nome científico e o nome popular são de origem Tupi, o primeiro significa “mancha-escura” ou “fruto de esfregar”, enquanto o outro quer dizer “fruto oleoso da extremidade dos galhos”. É uma planta de uso muito antigo, já sendo citada pelos primeiros navegadores que deram notícias sobre as Américas nos séculos XV e XVI.    Informações Ecológicas: É uma espécie que tolera bem o sol e locais úmidos e brejosos, considerada como pioneira ou secundária de acordo com a região. O jenipapo perde suas folhas em determinada época do ano em algumas regiões, em outras pode manter sua folhagem durante todo o ano. É muito útil para plantios em áreas degradadas, fornecendo alimento em abundância para a fauna, e indicado para a recuperação de margens de rios, inclusive locais inundáveis. Alguns estudos registraram que pode resistir por mais de 100 dias de inundação. Seu crescimento após o plantio, porém, é considerado um pouco lento e atinge a idade reprodutiva aos 5 anos de idade.   Floração: Floresce outubro a dezembro. As flores são melíferas e polinizadas por mamangavas e muitas outras espécies de abelhas.   Frutificação: Os frutos madurecem em novembro e dezembro, quase ao mesmo tempo da nova floração. São consumidos por vários animais, inclusive peixes, quando em beira de rios, e espécies florestais de primatas, caxinguelês e formigas. Todos estes agem como dispersores.  Os frutos demoram quase 12 meses para amadurecerem.     Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. & MATOS, F.J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008 PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984. ZAPPI, D. 2012. Genipa. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mai 2012.    

Cariniana estrellensis Família: Lecythidaceae, a família botânica da castanha-do-brasil (ou do pará) e da sapucaia. Outros Nomes: jequitibá-rei, jequitibá-vermelho e pau-de-cachimbo. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa do Brasil que ocorre nos Estados do AC, BA, GO, MT, MS, MG, ES, RJ, SP, PR e SC. Dessa forma, pode ser encontrado na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica, onde é mais comum, representando uma das maiores árvores da floresta. O jequitibá-branco também ocorre em outros países. Características: O jequitibá-branco varia de 10 a 50 m de altura e o diâmetro do tronco em árvores adultas pode chegar a 120 cm. A casca é grossa e profundamente fissurada. Suas folhas são simples, de consistência fina, e possuem a borda serrilhada com o ápice pontiagudo. As flores são perfumadas e os frutos possuem um buraco, semelhante a um cachimbo virado para baixo, que permanece fechado por uma tampa (opérculo) enquanto o fruto está verde. Quando o fruto amadurece, essa tampa se solta e cai, liberando as sementes que são aladas e assim podem ser dispersas pelo vento, chegando a cair a mais de 100 m da árvore em que foram produzidas.  Usos Alimentação: Não possui registros de uso para alimentação humana. Madeira: Fornece madeira de boa qualidade, utilizada principalmente para a confecção de móveis e mais raramente na construção civil, pois é pouco resistente quando em contato com a umidade do solo e com a chuva. Usos medicinais: Essa espécie de jequitibá não possui muitos estudos que comprovem algum uso medicinal, porém é utilizada na forma de chá para inflamação e dor muscular na região do Mato Grosso. E também como remédio para problemas no aparelho reprodutivo e como anti-inflamatório.  Outros usos: Os frutos são utilizados artesanalmente para fazer cachimbos.  Curiosidades: O jequitibá-branco é conhecido em algumas regiões como o “gigante da floresta”. Seus nomes populares de jequitibá-vermelho ou jequitibá-branco levam em consideração a cor da madeira ou a cor das flores. Contudo, mais de uma espécie de jequitibá (gênero Cariniana spp.) pode ser chamada das duas formas já que, a cor da madeira pode variar de uma árvore para outra numa mesma espécie. Não existe um consenso sobre o significado do nome jequitibá, mas no Tupi pode significar “árvore de tronco aprumado, reto, duro e rijo”.    Informações Ecológicas: É uma árvore de ambientes bem preservados, principalmente florestas que não sofreram muitas perturbações, sendo considerada espécie clímax. Cresce bem em locais úmidos e sombreados sendo característico de florestas mais antigas. O crescimento das mudas é bem lento e a árvore pode viver muitos anos. Alguns exemplares possuem idade estimada em mais de 2000 anos. Como “gigante da floresta” é uma espécie emergente, ou seja, frequentemente é encontrada bem acima da copa das outras árvores, destacando-se na paisagem. Floração: Entre outubro e dezembro, com a polinização realizada principalmente por abelhas.  Frutificação: Os frutos amadurecem de julho a setembro e são muitas vezes consumidos por macacos. A maturação dos frutos ocorre na estação seca, quando o jequitibá perde parte de suas folhas, facilitando a dispersão das sementes.

Cordia trichotoma Família: Boraginaceae, a família botânica da erva-baleeira e da babosa-branca. Outros nomes: peterebi, ajuí e freijó.  Distribuição Geográfica: No Brasil o Louro-pardo ocorre nos Estados do MA, PI, CE, RN, PB, PE, BA, AL, MT, GO, MS, MG, SP, RJ e PR. Pode ser encontrado então na Caatinga, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Trata-se de uma espécie nativa, mas não endêmica do nosso país. Características: O Louro-pardo varia de 8 a 35 m de altura e possui tronco bastante reto e cilíndrico podendo chegar a 40 ou 100 cm de diâmetro. Sua casa é fissurada e de cor cinza. As folhas são simples e alternas. Elas são ásperas e de cor verde-escuro na parte de cima e pilosas de cor cinza prateado na parte de baixo. As flores são brancas, tubulosas e pequenas, bastante perfumadas. E o fruto possui apenas uma semente e mantém uma parte da flor que forma uma hélice que ajuda na sua propagação. Usos Alimentação: Não existem registros deste uso. Madeira: Considerada madeira de lei de primeira qualidade, é utilizada na fabricação de móveis finos, revestimento de interiores, construção de barcos, carrocerias, vagões e hélices. É uma madeira fácil de trabalhar e de cor amarelo-pardo. Possui resistência a flexão e é utilizada para a fabricação de peças envergadas.  Uso medicinal: A casca da raiz é utilizada como adstringente. Outros usos: É utilizado para arborização urbana na região Sul do país. Curiosidades: Sua madeira é uma das mais caras do mercado e quase não é mais encontrada por conta da alta exploração. Informações Ecológicas: Espécie pioneira indicada para plantio em áreas degradadas. É pouco exigente com as condições do solo, mas prefere solos férteis, sendo bastante resistente a locais muito ensolarados e secos. O desenvolvimento das mudas após o plantio é bastante rápido, podendo atingir mais de 3m de altura em aproximadamente 2 anos. O Louro-pardo pode ser considerado espécie invasora em algumas regiões e perde suas folhas em determinada época do ano.  Floração: Varia com a região podendo acontecer de fevereiro a abril ou de dezembro a julho. Floresce com a planta praticamente sem folhas ficando a copa totalmente branca por causa da coloração das flores. As flores são melíferas e polinizadas por abelhas e pequenos insetos. Inicia a idade reprodutiva a partir dos 4 anos de idade. Frutificação: Varia com a região podendo acontecer entre maio e julho ou abril a dezembro. O fruto é totalmente ligado a semente, sendo praticamente impossível separá-los. Certas partes das flores permanecem no fruto e funcionam como hélices de um helicóptero fazendo o fruto rodopiar e planar com o vento a distâncias consideráveis da árvore-mãe. Em alguns lugares frutifica somente de dois em dois anos.

Mimosa bimucronata (DC.) Kuntze Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da dormideira, do pau-sangue, da sibipiruna, dos ingás e do jatobá. Outros nomes: espinheira e angiquinho. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre nos Estados do MA, CE, BA, AL, GO, MS, MG, ES, SO, RJ, PR, SC e RS. É uma árvore nativa encontrada em área de Cerrado e Mata Atlântica, mas não é endêmica do nosso país. Características: Árvore com cerca de 3 a 15 m de altura e troncos tortuosos, que são bastante ramificados e podem variar de 10 a 40 cm de diâmetro. Sua casca é fissurada, de cor cinza e com espinhos (acúleos). As folhas possuem folíolos bem pequenos e numerosos, de cor verde brilhante. As inflorescências também são pequenas de cor branca, arredondadas e bastante perfumadas. Os frutos são escuros em forma de vagem achatada e que se desprendem aos poucos. Usos Alimentação: Não há registro para alimentação humana. Madeira: É considerada dura, um pouco pesada e bastante durável quando não está em áreas externas. É geralmente clara ou avermelhada e pode ser utilizada como lenha e carvão, servindo para este fim mesmo quando ainda verde. Também é usada para a construção de cercas e na marcenaria. Uso medicinal: Os brotos são usados contra asma, bronquite e febre. Outros usos: É muito cultivada como cerca viva. Curiosidades: O nome provém do Tupi e quer dizer “espinheiro”. O maricá é parente próximo da dormideira, porém não fecha suas folhas quando tocada, mas sim ao final do dia ou quando chove forte. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira e boa para recuperação de áreas alagadas e sujeitas a inundação, mas também pode ser cultivada em áreas drenadas ou pedregosas e tolera locais muito ensolarados. O desenvolvimento das mudas após o plantio é bastante rápido. O maricá possui associação com bactérias que fixam nitrogênio no solo, elemento fundamental para o crescimento de outras plantas e para a recuperação de áreas degradadas.  Pode ser considerada invasora em certos lugares, fugindo ao cultivo e infestando pastagens e beiras de estrada. Floração: Floresce de janeiro a março. As flores são melíferas e importantes fornecedoras de pólen e néctar para as abelhas, que são suas principais polinizadoras. Frutificação: Frutifica de abril a junho. Os frutos são dispersos quando pedaços contendo as sementes se desprendem e caem. Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. DUTRA, V.F. & MORIM, M.P. 2012. Mimosa. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

Swietenia macrophylla O mogno é uma espécie de hábito de crescimento clímax, tolerante à sombra e que se instala no solo espontaneamente a partir de sementes em clareiras abertas a partir de grandes distúrbios na mata. As sementes de mogno podem germinar nos sub-bosques e evidencia que essa espécie, apresenta características que possibilitam sua ocorrência nos estágios tardios de sucessão. É a madeira mais valiosa do Brasil. É durável e muito requisitada para a fabricação de mobiliário de qualidade superior. Encontra-se na lista das espécies ameaçadas de extinção. As árvores maiores atingem dimensões próximas a 70 metros de altura e 3,5 m de DAP (diâmetro à altura do peito) medido a 1,30 metros do solo, na idade adulta. A floração desta espécie, em regiões de cerrado, ocorre nos meses de agosto e outubro e começam a idade fértil aos 15 (quinze) anos. O desenvolvimento dos frutos demora cerca de um (1,0) ano e, assim, amadurecem de agosto a setembro. A dispersão dos frutos e sementes ocorre durante o meio e o final da estação seca. A chuva de sementes adquire um formato parabólico, a partir da arvore que está frutificando. O crescimento do mogno varia de lento a moderado. Sob condições ótimas, mudas de mogno podem alcançar 3 metros de altura em dois anos.

Senegalia polyphylla Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da sibipiruna, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e dos ingás. Outros nomes: monjoleira, juqueri-guaçu, paricá-branco, paricarana-de-espinho etc. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre em área de Caatinga, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, sendo encontrada nos Estados do PA, AM, MA, PI, CE, PB, BA, AL, SE, MT, GO, MS, MG, ES, SP, RJ e PR. É uma espécie nativa, mas não endêmica do nosso país. Características: Árvore com até 20 m de altura e tronco com cerca de 60 cm de diâmetro. A casca é cinzenta e não muito grossa, com alguns espinhos enfileirados. As folhas são compostas, terminando de forma par. Suas flores são brancas e abundantes, e o fruto é uma vagem contendo várias sementes achatadas. Usos Alimentação: Não é utilizada para consumo humano. Madeira: Considerada mole, mas resistente Sua madeira já foi muito comercializada e é utilizada na marcenaria, tornos e obras internas.  Uso medicinal: As folhas são utilizadas para baixar a febre. Outros usos: A casca pode ser utilizada para curtir o couro. É uma espécie ornamental quando florida e pode ser usada na arborização urbana e rural. Curiosidades: O monjolo é um instrumento de madeira, movido à força da água, muito utilizado no meio rural para o beneficiamento do arroz. Logo, monjoleiro pode ser a madeira que é frequentemente utilizada para sua construção, já que a árvore é muito encontrada em beiras de estradas e próximas a habitações rurais.  Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que fornece sombra e condições para outras espécies se desenvolverem. O monjoleiro perde suas folhas quase completamente durante certa época do ano e é importante fornecedor de alimentos para abelhas, que são essenciais para a polinização de centenas de espécies de plantas. É indicada para plantios em reflorestamentos e permanece em diferentes estágios sucessionais das florestas. Floração: Floresce de dezembro a março. As flores são polinizadas por abelhas.  Frutificação: Frutifica nos meses de agosto e setembro, quando está quase completamente sem folhas. As sementes são dispersas no momento da abertura dos frutos que se rompem quando maduros. 

Ceiba speciosa Família: Malvaceae, a família botânica do algodão, do embiruçu e da castanha-do-maranhão. Outros nomes: paineira, árvore-de-paina e barriguda. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre nos Estados do PA, BA, MT, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. Podendo ser encontrada na Caatinga, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, a Paineira é uma espécie nativa, mas não endêmica do país. Características: Árvore de 15 a 30 m de altura, com tronco que pode variar de 80 cm a 1,20 m de diâmetro. Sua casca é de cor cinzenta ou marrom escuro, totalmente coberta por espinhos superficiais (acúleos) quando jovem, ou nos ramos quando já é árvore adulta e poode apresentar fissuras de cor verde. As folhas são compostas com 5 a 7 folíolos dispostos como os dedos de uma mão e sua borda é serrilhada. As flores são grandes e muito vistosas, de cor rosa com o miolo branco salpicado de rosa. O fruto é oval, e quando se abre, solta a chamada “paina”, uma fibra vegetal leve que flutua com o vento levando as sementes, que são escuras e arredondadas.   Usos Alimentação: Não existem registros para esse tipo de uso. Madeira: É bastante leve, mole e de baixa durabilidade. Como possui boa flutuabilidade, é utilizada para a construção de canoas. Apresenta alguns usos esporádicos para fazer cochos, tamancos e caixotes. Uso medicinal: A casca é utilizada para aliviar hérnias e ínguas. Outros usos: A paina do fruto já foi muito utilizada como enchimento de travesseiros e colchões. E a árvore é muito recomendada para arborização urbana e como planta ornamental. Curiosidades: Dependendo do ambiente em que está a paineira pode acumular água no interior de seu tronco ficando com o caule bastante inchado, daí o nome barriguda. Informações Ecológicas: É considerada uma planta pioneira, resistente a locais ensolarados e prefere solos férteis de boa qualidade. As mudas se desenvolvem muito rápido após o plantio, o que é importante para sombrear outras espécies utilizadas na recuperação de áreas degradadas. Esse sombreamento também combate o capim que pode facilitar incêndios nessas áreas. A paineira perde totalmente suas folhas em determinada época do ano e produz grande quantidade de sementes que germinam e ajudam na regeneração natural da vegetação. Floração: De dezembro a abril. Essa árvore floresce em massa e fica totalmente rosa por conta das inúmeras flores produzidas.   Frutificação: Ocorre de agosto a setembro, com a árvore totalmente sem folhas. As painas se soltam do fruto e são levadas pelo vento para longe da árvore em que nasceram.

Euterpe edulis Mart. Família: Arecaceae, a família botânica do coco e de outros palmitos. Outros nomes: palmito-doce, iuçara e jiçara. Distribuição Geográfica: O palmito-juçara ocorre nos Estados do RN, PB, PE, AL, SE, BA, GO, MS, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. Sendo encontrado em Matas Ciliares e de Galeria do Cerrado e da Mata Atlântica. É uma espécie nativa, porém não endêmica do Brasil. Características: Palmeira de 5 a 15 metros de altura com tronco sempre fino. Indivíduos adultos podem chegar aos 20 m. O caule possui marcas em forma de anel e em sua base é sempre possível ver as raízes de cor vermelha. As folhas são bastante compridas, chegando a 3 m. Suas bases formam uma estrutura verde e comprida, de onde se extrai o palmito, a qual é um prolongamento do caule. As inflorescências são como numerosos cachos que saem dessa região e contêm centenas de flores amareladas, quase brancas. Os frutos são coquinhos redondos, de casca roxa, quase sem polpa e com uma semente apenas. Usos Alimentação: É o popular palmito, amplamente utilizado na culinária do Brasil. Atualmente não se pode mais comercializar mais esse palmito por conta da exploração que sofreu, não sendo essa uma atividade sustentável. A parte extraída é justamente onde nascem as folhas e como o palmiteiro não tem outro mecanismo de rebrota para repor essa parte perdida, acaba morrendo e deixando somente o tronco em pé. Além disso, em boa parte das vezes, os coletores derrubam a palmeira para facilitar a coleta do palmito. Os frutos também podem ser utilizados para fazer o “vinho”, semelhante ao açaí, com alto valor nutritivo. As folhas e as sementes servem para compor ração animal. Madeira: Não constitui madeira propriamente dita, pois as palmeiras tem outro tipo de crescimento no caule. Mas é considerada leve, resistente e de boa durabilidade se mantida fora da umidade. Não é usada comercialmente, mas em pequena escala para construções rurais, calhas, ripas, escoras e outros “quebra-galhos”. Uso medicinal: Em casos extremos pode-se cortar um pedaço do caule e espremer até sair um líquido que é pingado em feridas abertas com o intuito de estancar o sangue. Outros usos: Pode ser usada com sucesso no paisagismo, pois seu porte e folhagem são de grande beleza. As sementes, assim como as do açaí, são utilizadas para artesanato. Em algumas regiões, também utilizam as folhas para fabricação artesanal de cadeiras de palha. Além disso, do caule jovem pode ser extraída uma fibra semelhante a piaçava. Curiosidades: Essa espécie é considerada ameaçada de extinção, na categoria "vulnerável", mas ainda assim é explorada e comercializada ilegalmente. Seu nome popular vem do Tupi e quer dizer o ”o que coça”, em referência a algumas partes da planta que podem causar coceira. Informações Ecológicas: Planta típica de locais sombreados e, de preferência, úmidos, sendo considerada espécie secundária em certas regiões. É sempre numerosa nos locais em que ainda continua preservada, por vezes dominando naturalmente o interior da floresta. Já nas restingas pode ocorrer como planta pioneira ajudando na recomposição de áreas degradadas. Também é muito comum na beira de rios e fundo de vales, sendo indicada para o reflorestamento desses ambientes. Produz mais de 2 mil frutos por ano e possui alta taxa de germinação. Além disso, os frutos atraem uma grande quantidade de pássaros que ajudam a disseminar suas sementes dessa e as de árvores próximas, acelerando o processo de regeneração natural da vegetação. O desenvolvimento das mudas após o plantio é lento e o ciclo reprodutivo inicia-se com cerca de 6 anos de idade. Floração: Geralmente ocorre de setembro a janeiro e dura bastante tempo. As flores são visitadas por muitos tipos de animais, principalmente aves e insetos. São melíferas e produzem grande quantidade de néctar que é coletado pelas abelhas para transformar em mel. Frutificação: De abril a agosto. Os frutos são dispersos por animais. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LEITMAN, P.; HENDERSON, A.; NOBLICK, L. & MARTINS, R.C. 2012.  Arecaceae In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB015712>. Acesso em: 02 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H.; KAHN, F.; NOBLICK, L.R. & FERREIRA, E. Flora brasileira Lorenzi: Arecaceae (palmeiras). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2010. MARTINELLI, G. & MORAES, M.A. Livro vermelho da ?ora do Brasil. 1. ed. Andrea Jakobsson: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2013. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.

Gallesia integrifolia Família: Phytolaccaceae, a família botânica do cebolão. Outros nomes: ibirarema. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Podendo ser encontrada nos Estados do AM, AC, CE, PB, PE, BA, MT, MG, SP, ES, RJ e PR. Características: Árvore grande de 5 a 30m de altura, com copa bastante ampla e arredondada. O tronco pode variar entre 70 e 140 cm de diâmetro com casca acinzentada ou parda, lisa e descamante. Suas folhas são simples e de consistência grossa. As flores são pequeninas e de cor bege, dispostas em inflorescências, com cheiro de alho. Os frutos são alados e verdes, e quando caem rodopiam e planam com o vento. Usos Alimentação: Não existem registros para este uso. Madeira: Considerada um pouco pesada e dura, é utilizada para fazer tábuas e caixotes. Uso medicinal: O chá das folhas é utilizado contra a gripe. Já o das raízes, dizem ser vermífugo.  Outros usos: Pode ser aproveitada como ornamental em parques e jardins.  Curiosidades: Todas as partes da planta exalam cheiro de alho e em dias de chuva ou de umidade relativa alta, pode-se sentir esse cheiro a certa distância. Sua ocorrência é tida como indício de terreno fértil. Em Tupi essa árvore é chamada de Ibirarema, o que quer dizer “árvore-ruim” por conta do cheiro que exala.  Informações Ecológicas: Espécie pioneira, de rápido crescimento, sendo muito útil em reflorestamentos, pois rapidamente proporciona sombra para outras espécies. O pau-d'alho mantém suas folhas durante todo o ano e desenvolve-se bem em locais muito ensolarados. Apesar de não ser espécie frutífera, há registros de que sua casca seja consumida por alguns roedores como a paca, o que pode ser útil para o restabelecimento desses animais em locais de recuperação ambiental. Parece viver por muito anos.  Floração: De fevereiro a abril. As flores são polinizadas por abelhas e diversos insetos pequenos. Frutificação: De setembro a outubro. Costuma produzir frutos somente de 2 em 2 anos. 

Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms Família: Phytolaccaceae, a família botânica do cebolão. Outros nomes: ibirarema. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Podendo ser encontrada nos Estados do AM, AC, CE, PB, PE, BA, MT, MG, SP, ES, RJ e PR. Características: Árvore grande de 5 a 30m de altura, com copa bastante ampla e arredondada. O tronco pode variar entre 70 e 140 cm de diâmetro com casca acinzentada ou parda, lisa e descamante. Suas folhas são simples e de consistência grossa. As flores são pequeninas e de cor bege, dispostas em inflorescências, com cheiro de alho. Os frutos são alados e verdes, e quando caem rodopiam e planam com o vento. Usos Alimentação: Não existem registros para este uso. Madeira: Considerada um pouco pesada e dura, é utilizada para fazer tábuas e caixotes. Uso medicinal: O chá das folhas é utilizado contra a gripe. Já o das raízes, dizem ser vermífugo. Outros usos: Pode ser aproveitada como ornamental em parques e jardins. Curiosidades: Todas as partes da planta exalam cheiro de alho e em dias de chuva ou de umidade relativa alta, pode-se sentir esse cheiro a certa distância. Sua ocorrência é tida como indício de terreno fértil. Em Tupi essa árvore é chamada de Ibirarema, o que quer dizer “árvore-ruim” por conta do cheiro que exala. Informações Ecológicas: Espécie pioneira, de rápido crescimento, sendo muito útil em reflorestamentos, pois rapidamente proporciona sombra para outras espécies. O pau-d'alho mantém suas folhas durante todo o ano e desenvolve-se bem em locais muito ensolarados. Apesar de não ser espécie frutífera, há registros de que sua casca seja consumida por alguns roedores como a paca, o que pode ser útil para o restabelecimento desses animais em locais de recuperação ambiental. Parece viver por muito anos. Floração: De fevereiro a abril. As flores são polinizadas por abelhas e diversos insetos pequenos. Frutificação: De setembro a outubro. Costuma produzir frutos somente de 2 em 2 anos. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. MARCHIORETTO, M.S. 2012. Phytolaccaceae.In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: .  Acesso em: 14 mai 2012. 108 - Pau d'Alho from Pindorama Filmes on Vimeo. Conteúdo retirado de Um Pé de Que.

Pterocarpus rohri Vahl Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, da sibipiruna, do maricá, dos ingás, do jatobá e do monjoleiro. Outros nomes: aldrago. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa, não endêmica do Brasil que pode ser encontrada no Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica. O pau-sangue ocorre nos Estados de RR, AP, PA, AM, AC, RO, CE, RN, PB, PE, BA, AL, MT, GO, MG, ES, SP, RJ, PR e SC. Características: Árvore que varia de 8 a 14 m de altura, com tronco de 30 a 50 cm de diâmetro. Certos indivíduos mais velhos podem chegar a 30 m de altura e mais de um metro de diâmetro no tronco. Sua casca desprende em placas e é de cor clara. As folhas são compostas, com folíolos de consistência fina. As flores são vistosas, amarelas e com o centro avermelhado ou violeta e ficam dispostas em inflorescências. Os frutos são de cor marrom, achatados e arredondados, e possuem alas que permitem que sejam levados pelo vento, semelhantes a uma folha seca. Cada fruto possui apenas uma semente. Usos Alimentação: Não se conhece nenhum registro para este uso. Madeira: É leve e de pouca resistência ao apodrecimento. Utilizada somente para pequenos trabalhos internos como rodapés, esquadrias, peças torneadas etc. Uso medicinal: Não se conhece nenhum registro para este uso. Outros usos: O pau-sangue vem sendo utilizado para a arborização urbana e pode ser usado com sucesso no paisagismo. Curiosidades: O nome pau-sangue é relativo a característica do tronco quando cortado que geralmente mostra uma resina avermelhada, semelhante ao sangue. Por isso dizem que esta árvore sangra quando cortada ou mesmo quando sofre um leve machucado no seu tronco. Informações Ecológicas: Espécie pioneira, que tolera sol forte e solos secos e pouco férteis. Pode assumir características de espécie secundária dependendo da região em que se encontra. Por isso também é encontrada no interior de florestas mais preservadas.  O pau-sangue mantém sua folhagem durante todo o ano e o desenvolvimento das mudas após o plantio é relativamente rápido, podendo alcançar mais de 2 m de altura em 2 anos. Floração: Ocorre de outubro a janeiro. As flores são polinizadas principalmente por abelhas e pequenos insetos. Frutificação: Frutifica de maio a julho, sendo os frutos dispersos pelo vento. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 3. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2008. LIMA, H.C. de. 2012. Pterocarpus. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 15 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Solanum pseudoquina A.St.-Hil. Família: Solanaceae, a família botânica do tomate, da berinjela e das pimentas. Outros nomes: quina-de-são-paulo, joá e joá-de-árvore. Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre na Mata Atlântica em apenas 8 Estados: RS, SC, PR, MG, ES, SP, RJ e BA. A peloteira é nativa, mas não é endêmica do nosso país. Características: É uma árvore com cerca de 7 m de altura e tronco de 30 cm de diâmetro. Sua casca é fina e quase lisa. As folhas são simples, alternas e de consistência fina. As flores são brancas, muito perfumadas e dispostas em inflorescências. O fruto é redondo, amarelado quando maduro e com muitas sementes. Usos Alimentação: Não é usado para consumo humano. Madeira: Considerada pouco resistente. É utilizada na caixotaria, confecção de lápis, palitos e para lenha de baixa qualidade. Uso medicinal: A casca é usada para fazer remédios que baixam a febre e no combate a malária. Outros usos: É indicada para arborização urbana devido ao seu pequeno porte. Curiosidades: O nome peloteira remete à época de frutificação, quando a árvore fica com muitos frutos, que são arredondados e chamados de pelotas. O outro nome popular vem de sua propriedade medicinal não confirmada para baixar febre, pois “quina” é como são conhecidas plantas e substâncias que têm essa propriedade. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que tolera bem o sol e ambientes mais secos, perdendo poucas folhas durante o ano. É de rápido crescimento e seus frutos atraem animais, sendo indicada para reflorestamento de áreas degradadas. Floração: Floresce de junho a março. As flores são melíferas e atraem abelhas. Frutificação: Frutifica o ano inteiro (exceto agosto e novembro). Os frutos são muito procurados por pássaros e outros animais silvestres que também ajudam na sua dispersão, gerando benefícios para áreas em recuperação. Referências: LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984. STEHMANN, J.R., MENTZ, L.A., AGRA, M.F., VIGNOLI-SILVA, M. & GIACOMIN, L. 2012. Solanaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 22 mai 2012.

Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. Família: Apocynaceae, a família botânica das perobas e da mangaba. Outros nomes: peroba-iquira, peroba-de-lagoa-santa, peroba-de-minas, peroba-rosa. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do PA, RO, TO, RN, GO, MS, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, SC e no DF. Características: Árvores que atingem entre 6 e 16 m de altura e tronco com diâmetro entre 40 e 70 cm, coberto por casca fissurada. As folhas são simples e as flores são amareladas, e ficam dispostas em inflorescências. Os frutos são secos, e se abrem naturalmente para liberar as sementes aladas. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A espécie é fornecedora de madeira nobre que é moderadamente pesada e de grande durabilidade. É utilizada na construção civil, carpintaria e carroceria. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: Devido ao formato de sua copa e à folhagem brilhante, a árvore é considerada ornamental, e pode ser usada no paisagismo. Curiosidades: O nome peroba vem do Tupi e remete a madeira de lei de ótima qualidade, e significa “casca amarga”. Informações Ecológicas: A peroba-poca é encontrada tanto em florestas bem preservadas como em vegetação aberta e secundária. É tolerante a insolação, perde suas folhas em determinada época do ano, e ocorre em solos bem drenados e com baixa a média fertilidade. Suas sementes são dispersas pelo vento, e por ser uma planta de rápido crescimento, é indicada para reflorestamentos de áreas degradadas. Floração: Floresce entre setembro e novembro. Frutificação: Os frutos amadurecem em agosto e setembro. Referências: Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. KOCH, I.; RAPINI, A.; KINOSHITA, L.S.; SIMÕES, A.O.; SPINA, A.P. Apocynaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 26 Abr. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Tibouchina granulosa (Desr.) Cogn. Família: Melastomataceae, a família do jacatirão do manacá-da-serra. Outros nomes: flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa, quaresma. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre somente na Mata Atlântica, no Estado do RJ. Características: Árvore que atinge entre 8 e 12 m de altura, e tronco que chega a 40 cm de diâmetro que é coberto por casca com aspecto escamoso. Seus ramos possuem formato quadrangular, e suas folhas são simples, opostas, e com pelos (tricomas) nas duas faces. As flores são muito bonitas, de coloração roxa e ficam dispostas em inflorescências. Seus frutos são secos, e se abrem naturalmente liberando uma grande quantidade de sementes minúsculas. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é dura e moderadamente pesada, podendo ser empregada principalmente para fabricar objetos leves, caixotaria e para uso interno, por conta de sua baixa durabilidade quando exposta. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: Devido à beleza de sua floração, essa árvore é extremamente ornamental. Por este fator e pelo seu médio porte, é usada no paisagismo e na arborização urbana, em espaços pequenos como calçadas e jardins. Curiosidades: O nome quaresmeira remete a sua floração durante a quaresma. É um espetáculo que se apresenta aos olhos de quem viaja pelas serras do Estado do Rio de Janeiro de fevereiro a abril, quando as flores roxas cobrem as encostas dando um aspecto muito belo a todo ambiente. Informações Ecológicas: A quaresmeira é característica de florestas com alto índice de chuva, ocorrendo principalmente em vegetação secundária de encostas. Essa espécie produz elevada quantidade de sementes, e é indicada para reflorestamentos mistos de áreas de preservação. Floração: Floresce entre junho e agosto e entre dezembro e março. Frutificação: Os frutos amadurecem entre junho e agosto, e em abril e maio. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. GUIMARÃES, P.J.F. Tibouchina in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 26 Abr. 2014 LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. RIZZINI, C.T. & MORS, W.B. Botânica Econômica Brasileira. São Paulo, EPU, EDUSP, 1976.

Sapindus saponaria L. Família: Sapindaceae, a família botânica do guaraná. Outros nomes: saboeiro, pau-de-sabão, saboneteiro, fruta-de-sabão, guiti. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre em áreas da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, no Estado do AC, TO, BA, PE, SE, GO, MS, MT, MG, RJ, SP e PR. Características: Árvore que mede entre 5 e 10 m de altura e possui diâmetro do tronco entre 30 e 40 cm. Possui casca de cor parda e sua copa é densa, em formato globoso. Suas folhas são compostas e lisas. As flores são pequenas e pouco vistosas, de cor branca e ficam dispostas em inflorescências. Seus frutos são carnudos e arredondados, e não se abrem naturalmente para liberar as sementes. Usos Alimentação: Não possui uso na alimentação humana, mas é encontrado registro de que a semente contém uma amêndoa com sabor de avelã. Madeira: A madeira é dura e moderadamente pesada. É utilizada na construção civil e caixotaria. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: O sabão-de-soldado possui diferentes usos. É uma árvore elegante, com copa ampla e que não perde suas folhas, podendo ser empregada no paisagismo. Suas sementes são usadas em artesanato para confecção de rosários, colares etc., e os frutos contêm saponina, que serve para lavar roupa. Curiosidades: Um de seus nomes populares, o guiti é uma palavra que vem do Tupi e significa “árvore alta e escabrosa”. Outra curiosidade é que é preciso ter cuidado ao andar sob a copa do sabão-de-soldado na época da frutificação, pois os frutos caem e como são escorregadios, existe o risco de acidentes. Informações Ecológicas: O sabão-de-soldado necessita de muita luz solar para sobreviver e tem crescimento moderado. Produz elevado número de sementes por ano que atraem a fauna, sendo importante na composição de reflorestamentos em áreas degradadas e de preservação. Floração: Floresce entre abril e junho. Frutificação: Os frutos amadurecem em setembro e outubro e as sementes são disseminadas por aves e morcegos. Referências: Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 6. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1978. SOMNER, G.V.; FERRUCCI, M.S.; ACEVEDO-RODRÍGUEZ, P. Sapindus in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 26 Abr. 2014.

Mimosa caesalpiniifolia Benth. Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: cebiá, sansão-do-campo e unha-de-gato. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre na Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, nos Estados do AM, PA, RO, AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, GO, MS, ES, MG, RJ, SP, PR e SC. Características: É uma árvore espinhenta com altura entre 5 e 8 m e diâmetro do tronco entre 20 e 30 cm. As folhas são simples e lisas. As flores são muito pequenas, esbranquiçadas, levemente perfumadas e ficam dispostas em inflorescências que lembram espigas. Os frutos são vagens de cor marrom que contêm diversas sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é pesada, dura, muito brilhante, lisa e de grande durabilidade. É adequada para usos externos, principalmente em moirões, postes e dormentes. Também pode ser utilizada para lenha e carvão. Uso medicinal: A infusão da casca é usada internamente como tônico e no tratamento de bronquite. Já o uso externo é aplicado na lavagem de ferimentos e para estancar sangramentos. Outros usos: Possui características ornamentais e pode ser utilizada no paisagismo. Também é bastante empregada como cerca viva. O sabiá é uma espécie apícola. Curiosidades: O nome sabiá se refere à cor da casca que é parecida com a da plumagem dessa ave. Já o nome do gênero Mimosa vem do Grego e se refere ao movimento, se fechando ou contraindo, que as folhas de algumas espécies parentes do sabiá fazem quando tocadas. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, bastante tolerante a locais ensolarados. O sabiá perde parte de suas folhas durante determinada época do ano e prefere locais com solos profundos. Produz grande quantidade de sementes viáveis por ano e possui rápido crescimento, sendo indicada para plantios de reflorestamento em áreas degradadas e de preservação permanente. Floração: Floresce entre novembro e março. As flores são melíferas e produzem grande quantidade de néctar e pólen. Frutificação: Os frutos amadurecem entre setembro e novembro. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 2. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. DUTRA, V.F.; MORIM, M.P. Mimosa in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 16 Mai. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Platymiscium floribundum Vogel Família: Fabaceae, a família botânica do feijão, do pau-brasil, do pau-sangue, do maricá, do jatobá e do monjoleiro.  Outros nomes: rabugem, jacarandá-do-litoral, jacarandá-rosa, jacarandá-vermelho. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e endêmica do Brasil. Ocorre na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados de RO, BA, CE, PE, PI, DF, GO, ES, MG, RJ, SP, PR e SC. Características: Árvore que varia entre 10 e 20 m de altura, com diâmetro do tronco entre 40 e 50 cm de diâmetro. As folhas são compostas e os folíolos são lisos. As flores são pequenas de cor amarela e ficam dispostas em inflorescências no final dos ramos. Os frutos possuem cor de palha. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e resistente ao ataque de insetos xilófagos como os cupins. É utilizada na marcenaria fina, confecção de peças torneadas, puxadores de gaveta e também não construção civil. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: Devido a seu tronco reto e floração pontilhada de amarelo, é uma espécie ornamental e utilizada no paisagismo em geral. Curiosidades: O nome Jacarandá pelo qual essa espécie é conhecida em alguns locais, vem do Tupi e significa “o que tem cerne duro, ou a casca dura”. Esse nome pode ser atribuído a diversas espécies das florestas brasileiras. Informações Ecológicas: O Sacambu é uma espécie que não perde suas folhas e é característica de lugares úmidos, como várzeas e planícies aluviais. É encontrada no interior de florestas bem preservadas e produz pouca quantidade de sementes viáveis por ano. Possui crescimento lento, mas é indicada para plantios mistos de reflorestamento juntamente com outras espécies. Floração: Floresce nos meses de março e abril. Frutificação: Os frutos amadurecem entre outubro e dezembro. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. KLITGAARD, B.B. Platymiscium in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 12 Mai. 2014. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Croton urucurana Família: Euphorbiaceae, a família botânica da mandioca,  Outros nomes: urucurana, licurana, sangue-de-drago entre outros. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do AC, AM, TO, AL, BA, MA, DF, GO, MS, MT, ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC. Características:  Árvore que varia de 7 a 14 m de altura, com diâmetro do tronco de 25 a 35 cm. As folhas são simples, pilosas e de cor prateada na parte inferior. As flores são pequenas de cor amarelo da e estão dispostas em inflorescências ao longo dos ramos. Os frutos possuem três divisões e se abrem expondo as sementes. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e de durabilidade média quando exposta. É utilizada na construção de canoas, obras hidráulicas e externas, e na carpintaria e marcenaria em geral. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: É uma espécie utilizada na arborização em geral. Curiosidades: O nome urucurana vem do Tupi e significa “árvore parecida com o urucu”. Urucu, por sua vez é o nome de outra espécie de árvore, aqui designada como “urucum”, de onde se extrai uma tintura vermelha, conhecida como colorau. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, que perde parte de suas folhas em determinada época do ano. A sangra-d’água é encontrada em vegetação secundária e cresce bem em locais úmidos. Produz grande quantidade de sementes viáveis por ano e o crescimento das mudas é rápido, sendo indicada para plantios em matas ciliares degradadas. Floração: Floresce de dezembro até junho, e as flores são melíferas. Frutificação: Os frutos amadurecem quase simultaneamente com a floração, de fevereiro a junho.

Lecythis pisonis Cambess. Família: Lecythidaceae, a família botânica da castanha-do-brasil (ou do pará) e dos jequitibás. Outros nomes: castanha-sapucaia e cumbuca-de-macaco. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa e endêmica do Brasil que ocorre nos Estados do PA, AM, AC, RO, MA, PI, RN, PB, CE, BA, MG, ES e RJ. A sapucaia pode ser encontrada então na Mata Atlântica e Amazônia. Características: Árvore com 20 ou 30 m de altura e tronco com cerca de 90 cm de diâmetro. Mas pode chegar a atingir 50m de altura e 1,50m de diâmetro do tronco, o qual é cilíndrico, reto e comprido. A casca é acinzentada, grossa e com fissuras profundas. As folhas são de consistência fina, lisas e de cor rosa quando jovens. As flores são lilás ou roxas e muito perfumadas. O fruto é grande de consistência semelhante à madeira (do mesmo tamanho ou maior que um coco-verde) e pode pesar 2,5kg. Esse fruto é como uma urna (cumbuca) virada para baixo com uma tampa. Quando fica maduro a tampa cai e expõe as sementes. Cada fruto produz entre 20 e 30 sementes que possuem em sua base uma estrutura adocicada e macia apreciada por animais, e são protegidas por uma casca dura e de cor escura. Usos Alimentação: Depois de descascadas as sementes são comestíveis da mesma forma que a castanha-do-brasil (ou do pará) e com o mesmo valor nutricional. Madeira: Possui madeira pesada, dura e resistente, com boa durabilidade. É utilizada principalmente para obras externas como postes, vigas, alicerces de pontes, portas, janelas, carrocerias etc. Historicamente era utilizada para fabricação de mezenas (tipo de mastro de embarcações a vela). Uso medicinal: A casca é utilizada para curar tosses e também, como o óleo das sementes, contra diabetes. Outros usos: Os frutos são utilizados para vários fins domésticos como vaso de plantas, cumbuca para guardar objetos, pegar água etc. A sapucaia também é muito utilizada para fins ornamentais por sua bela coloração (lilás ou rosa) quando floresce e quando produz novas folhas. Curiosidades: O nome sapucaia vem do Tupi e provavelmente quer dizer “arvore-de-cumbuca”. Na quinta da Boa Vista/RJ, a rua principal inaugurada em 1878 que leva ao Palácio (onde hoje é o Museu Nacional), possui dos dois lados, ao longo de toda sua extensão, dezenas de Sapucaias. Informações Ecológicas: A sapucaia perde totalmente suas folhas na estação seca e é uma árvore característica de matas bem preservadas e úmidas, pois prefere este ambiente aos locais mais abertos e secos. Em florestas mais antigas ocorre como árvore emergente, sobressaindo à altura das copas das outras árvores, sendo considerada espécie clímax nesses locais. Deve ser planta juntamente com espécies pioneiras que fornecem as condições necessárias ao seu desenvolvimento e o crescimento das mudas é relativamente lento. Por atrair diversos animais como macacos, aves, morcegos, pacas e cutias, a Sapucaia deve ser plantada na recuperação de áreas degradadas. Floração: De setembro a outubro, junto com a produção de folhas novas, dando uma coloração rosa a toda a copa da árvore. É um espetáculo de rara beleza. As flores provavelmente são polinizadas por uma abelha-gigante chamada Xylocopa sp., que é maior que uma abelha-mamangava. Frutificação: Os frutos demoram cerca de 7 meses para amadurecerem e isso ocorre entre agosto e setembro com a árvore já cheia de folhas. Algumas cumbucas desse fruto, depois de abertas, ainda permanecem bastante tempo penduradas na árvore, por isso, olhe bem para cima ao andar embaixo de uma Sapucaia com frutos! Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 2. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2006. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. SMITH, N.P., MORI, S.A. & PRANCE, G.T. 2012. Lecythidaceae in: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 30 abr 2012. HUTTER, L.M. 1985. A Madeira do Brasil na Construção e Reparos de Embarcações. Revista da Universidade de Coimbra 33: 413-430. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. Curiosidades: Ao visitar o Green Nation Fest no dia 4 de junho, Gisele Bündchen plantou uma Sapucaia!

Poincianella pluviosa variedade peltophoroides (Benth.) L.P. Queiroz Família: Fabaceae, a família botânica dos ingás, jatobás, do pau-sangue, do maricá e do monjoleiro. Outros nomes: sebipira, coração-de-negro, falso-pau-brasil. Distribuição Geográfica: É uma árvore nativa do Brasil e endêmica da Mata Atlântica. Esta variedade ocorre apenas no Estado do Rio de Janeiro. Características: Árvore que pode variar de 8 a 16m de altura, raramente chegando aos 25m. Quase sempre com tronco fino, mas alguns poucos indivíduos podem chegar a cerca de 50 cm de diâmetro.  A casca não é muito grossa e geralmente é bem escura. As folhas são compostas e os folíolos são numerosos e pequeninos, de consistência fina. As flores estão agrupadas e são de cor amarelo-vivo. Os frutos são vagens que se abrem quando maduros revelando de 1 a 5 sementes pequenas, redondas e bem achatadas. Usos Alimentação: Não existe registro conhecido para este uso. Madeira: Considerada de boa qualidade para construção civil, pois é pesada e dura. Uso medicinal: Não existe registro conhecido para este uso. Outros usos: Essa árvore é bastante utilizada na arborização urbana, sendo muito comum nas ruas da Cidade do Rio de Janeiro. É muito bonita em sua forma e quando está florida. Curiosidades: O nome sibipiruna em Tupi quer dizer “raiz de casca preta”, o que provavelmente ajudava os índios a distingui-la de outras árvores parecidas. Informações Ecológicas: Pode ser considerada uma espécie secundária que necessita das condições criadas pelas pioneiras para que ajude na recomposição de áreas degradadas. A sibipruna perde parte de suas folhas em determinada época do ano e pode ser plantada em praticamente todos os tipos de solo. É própria de locais muito ensolarados e o desenvolvimento das mudas é rápido. Porém após o plantio, a planta cresce mais devagar e estima-se que chegue aos 3 m de altura depois de 2 anos. Floração: De agosto até novembro, mas algumas árvores podem florescer em outras épocas do ano dependendo da região. São polinizadas por diversas espécies de abelhas nativas atraídas pela grande produção de néctar e pólen. Frutificação: Ocorre de junho a setembro. Os frutos se abrem com certa força, de forma explosiva, e arremessam as sementes para longe. Referências: CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 3. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2008. LEWIS, G.P. 2012. Poincianella In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 01 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Aegiphila integrifolia (Jacq.) Moldenke Família: Lamiaceae, a família da erva-cidreira, do manjericão e do alecrim. Outros nomes: papagaio, pau-de-tamanco e tamanqueiro.   Distribuição Geográfica: Possui registros para quase todos os Estados do Brasil, exceto TO, CE, RN, SE e AL. Assim, é encontrada nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e  Mata Atlântica. A tamanqueira é uma espécie nativa, mas não é endêmica do Brasil.   Características: Árvore com até 15 m de altura e tronco de 30 cm de diâmetro. A casca é cinzenta e muito fissurada. Os ramos são quadrangulares e suas folhas são simples, opostas e com pelos, chegando a 28 cm de comprimento. As flores são numerosas, esbranquiçadas e dispostas em inflorescências curtas. O fruto é arredondado, vermelho ou alaranjado, contendo apenas uma semente, a qual é oval e pequena.    Usos Alimentação: Não é utilizada pra este fim.  Madeira: Considerada leve, mole e fácil de trabalhar, com baixa durabilidade natural. É utilizada para caixotaria, obras internas e fabrico tamancos. Uso medicinal: Aparentemente não é utilizada para este fim. Outros usos: A árvore em frutificação é muito bela e por isso é indicada para o paisagismo e para arborização urbana.   Curiosidades: Pode ser considerada planta daninha em pastagens devido ao seu rápido crescimento.   Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, bem tolerante ao sol e que também é característica de matas mais desenvolvidas. Possui rápido crescimento e é muito indicada para reflorestamentos, principalmente em locais onde a vegetação foi completamente removida. É muito comum em pastos abandonados e terrenos baldios, onde cresce muito bem e tolera incêndios consecutivos. Além disso, produz grande quantidade de frutos que atraem muitos pássaros.   Floração: Floresce nos meses de dezembro e janeiro. As flores são melíferas e polinizadas por pequenos insetos.   Frutificação: Os frutos amadurecem entre fevereiro e abril, e ficam na árvore por alguns meses, sendo dispersos por aves.   Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. HARLEY, R., FRANÇA, F., SANTOS, E.P. & SANTOS, J.S. 2012. Lamiaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 20 mai 2012. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. LORENZI, H. Plantas Daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.  

Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. Família: Euphorbiaceae, a família botânica da mandioca,  Outros nomes: tanaeiro, tapi-guaçu, tapi-mirim, tapi-vermelho, caixeta, jangada, pau-jangada, canela-raposa, pau-de-tamanco etc. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. Ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados do AC, AM, PA, RO, RR, BA, MA, SE, GO, MT, ES, MG, RJ, SP, PR e SC. Características: Árvore com até 25 m de altura e diâmetro do tronco de 70 cm. A casca é de cor cinza escuro, contém fissuras e desprende em grandes placas. As folhas são simples e as flores são de cor verde-amarelada ou creme. Os frutos são como cápsulas, muito pequenas, geralmente menores que 1 cm. Usos Alimentação: Não foi encontrado registro de uso para este fim. Madeira: A madeira é leve, de baixa resistência e apresenta cor branco-amarelada. É utilizada na caixotaria, taboado e lenha. Além disso, possui uso paisagístico. Uso medicinal: Não foi encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: É uma espécie adequada para a indústria de papel. Curiosidades: O termo Tapiá em Tupi possui vários significados e entre eles está uma espécie de Alchornea. Essa espécie é facilmente reconhecida em campo pelo aspecto murcho e enrolado para baixo de suas folhas. Informações Ecológicas: O Tapiá é uma espécie pioneira, rústica e que ocorre em locais com diferentes tipos de solo. Seus frutos atraem a avifauna e é uma espécie recomendada para plantios de reflorestamento de áreas degradadas e vegetação secundária. Floração: Floresce em outubro e novembro e as flores são melíferas. Frutificação: Os frutos amadurecem em dezembro e janeiro e são muito consumidos por pássaros. Referências: BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. CORDEIRO, I.; SECCO, R. Alchornea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 18 Mai. 2014. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

Citharexylum myrianthum Cham. Família: Verbenaceae, a família botânica da teca, do camará e do gervão. Outros nomes: tucaneira, pau-viola e pombeira.   Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre nos Estados do MA, PI, CE, RN, PB, PE, BA, AL, SE, MG, ES, SP, RJ, PR, SC e RS. Sendo encontrado então na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, principalmente nas regiões litorâneas. O Tarumã é nativo do Brasil, mas não é endêmico.    Características: Árvore que varia de 8 a 25 m de altura e possui tronco entre 20 e 70 cm de diâmetro. A casca é de cor verde-escuro a marrom e os ramos são quadrangulares. Suas folhas são simples e opostas, com até 20 cm de comprimento, possuindo duas glândulas na base. As flores são de cor branca e ficam dispostas em inflorescências com cerca de 20 cm. Os frutos são vermelhos e redondos com cerca de 1 cm de diâmetro contendo apenas uma semente.   Usos Alimentação: Não existem registros para a alimentação humana. Madeira: Considerada leve e macia, com baixa durabilidade natural. É utilizada para fazer brinquedos, tábuas e caixotes. Por possuir boa ressonância é usada para a confecção de instrumentos de corda e por isso também é conhecida como pau-viola. Uso medicinal: As folhas são utilizadas como antivirais e antifúngicas.  Outros usos: É uma espécie muito usada para fins ornamentais devido às cores de suas flores e frutos, principalmente em locais sujeitos ao encharcamento.   Curiosidades: O nome tarumã é de origem indígena e quer dizer “fruto-que-dá-em-cachos”.   Informações Ecológicas: Espécie pioneira que cresce bem sobre solos úmidos ou encharcados, como terrenos brejosos e florestas ribeirinhas. É indicada para reflorestamentos, devido à produção de flores e frutos que atraem insetos e pássaros e o crescimento das mudas após o plantio é bastante rápido, podendo chegar aos 4 m de altura em 2 anos.   Floração: Floresce entre meses de outubro e dezembro, quando suas flores melíferas atraem muitas abelhas. A polinização também é feita por mariposas, borboletas, pequenos insetos e beija-flores. O tarumã geralmente floresce após ter passado um período sem folhas e as flores surgem junto com a produção de novas folhas.    Frutificação: De janeiro a abril. Os frutos são consumidos por aves, principalmente o tucano, e mamíferos como o bugio (guaíba),  que dispersam as sementes através de suas fezes. A árvore atinge sua idade reprodutiva aos 2 anos de idade.    Referências: BACKES, P. & IRGANG, B. Árvores do Sul: Guia de Identificação & interesse Ecológico, As principais Espécies Nativas Sul-Brasileiras. Porto Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2002. BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. vol. 1. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003. Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. SALIMENA, F.R.G., THODE, V., MULGURA, M., O'LEARY, N., FRANÇA, F. & SILVA, T.R.S. 2012. Verbenaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2012.    

Citharexylum montevidense (Spreng.) Moldenke Família: Verbenaceae, a família botânica da teca, do camará e do gervão. Outros nomes: tarumã-de-espinho, tarumã. Distribuição Geográfica: É uma espécie nativa e não endêmica do Brasil. É encontrada na Mata Atlântica e nos Pampas, nos Estados do ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC. Características: Árvore com altura entre 5 e 10 m e tronco com diâmetro entre 15 e 25 cm, revestido por casca grossa com fissuras irregulares. As folhas são simples e as flores são de cor branca e ficam dispostas em inflorescências em forma de espiga que ficam no final dos ramos. Os frutos são arredondados, de cor vermelha e com polpa doce e suculenta. Usos Alimentação: Não é encontrado registro de amplo uso para este fim. Madeira: A madeira é moderadamente pesada e bastante suscetível ao apodrecimento. É indicada apenas para lenha e carvão. Uso medicinal: Não é encontrado registro de uso para este fim. Outros usos: O Tarumã-do-mato pode ser empregado no paisagismo em geral. Curiosidades: O nome Tarumã vem do Tupi e remete ao fruto que ocorre em cachos e pencas das árvores desse gênero, os chamados tarumanzeiros. Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira, que tolera bem locais ensolarados. Ocorre em formações secundárias, matas de galeria e florestas semidecíduas do Sul do Brasil. Os frutos do tarumã-do-mato atraem a avifauna e a árvore produz grande quantidade de sementes viáveis por ano, sendo indicada para plantios mistos  de reflorestamento em áreas de preservação. Floração: Floresce em outubro e novembro. Frutificação: Os frutos amadurecem em fevereiro e março e são muito apreciados por pássaros. Referências: Di DOMENICO, H. Léxico Tupi-Português: com aditamento de vocábulos de outras procedências indígenas. Taubaté, SP: UNITAU, 2008. LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 3. 1 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009. THODE, V.; FRANÇA, F. Citharexylum in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 17 Mai. 2014.