Lithobates catesbeianus – A rã-touro-americana é nativa da América do Norte, do Canadá ao México, mas foi introduzida na Europa, Ásia, América Central, América do Sul e também no Brasil com o objetivo de ser criada para a comercialização de sua carne. Sua introdução gerou um grande desequilíbrio ecológico, uma vez que não possui predadores, pode transmitir doenças e apresenta um apetite voraz.

Sua dieta é muito ampla e variada, consistindo em insetos, peixes, pássaros, pequenos mamíferos, répteis e até mesmo outras rãs.
Pode medir até 15 centímetros de comprimento e pesar até 800 gramas, sendo as fêmeas maiores do que os machos. A coloração varia do verde escuro ao cobre, sendo a região ventral mais clara, geralmente amarela ou branca (o espécime da fotografia é albino). Seu nome se deve ao coaxar semelhante a um mugido.
Vive em pântanos, lagos e lagoas. O macho defende seu território com agressividade, especialmente durante o período de reprodução. Durante este período, os machos vocalizam muito e inflam seu corpo. Isso serve tanto para atrair as fêmeas como também para expulsar outros machos. Após escolher o macho e copular, a fêmea escolhe um local de água rasa e deposita até 20.000 ovos, que são gelatinosos e flutuam na superfície da água. Simultaneamente, o macho libera esperma, uma vez que a fertilização é externa. Os ovos eclodem após cinco dias e os girinos permanecem na água rasa, evitando assim predadores. A metamorfose de girino à rã varia de acordo com a temperatura, podendo demorar até dois anos em ambientes mais frios.
Não é uma espécie ameaçada de extinção, uma vez que é muito comum em seu habitat natural e foi amplamente introduzida em quase todo o mundo.
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