Bicho do Dia: Cervo-do-Pantanal
Blastocerus dichotomus – O cervo-do-Pantanal é o maior cervídeo da América do Sul, podendo medir até 1,20 metro de altura, dois metros de comprimento e pesar até 130 quilos. A galhada do macho contém até seis ramificações e pode medir até 60 centímetros de comprimento. A pelagem é marrom avermelhada, com exceção do focinho e dos membros, que são negros. Suas pernas longas permitem que ele se desloque com facilidade em terrenos alagados. Além disso, os cascos, divididos em duas partes, são ligados por membranas interdigitais. Apresenta dimorfismo sexual. Apenas os machos possuem galhadas e também são maiores e mais pesados do que as fêmeas.
É encontrado em áreas pantanosas, campos inundados, brejos e savanas do Brasil, do Uruguai, da Bolívia, da Argentina e do Paraguai.
Herbívoro, alimenta-se de gramíneas e plantas aquáticas. Tem hábitos diurnos e solitários, com exceção de pequenos grupos de fêmeas com seus filhotes.
A gestação dura 271 dias, nascendo apenas um filhote. O recém-nascido já é capaz de ficar em pé e até mesmo acompanhar a mãe a curtas distâncias.
É uma espécie vulnerável à extinção devido à caça (tanto para o consumo da carne como para troféus), o desmatamento e doenças transmitidas pelo gado doméstico. No estado de São Paulo a situação do cervo-do-Pantanal é crítica, sendo que existem apenas duas populações nativas e uma reintroduzida.
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