Curiosidade: por habitar também praias, recebeu o apelido de pato-surfista. Há casos de jovens tadornas surfando em pequenas ondas na praia de Opunake.
Ao contrário das outras espécies de anatídeos (patos, cisnes e gansos), e até mesmo das demais aves, o dimorfismo sexual desta tadorna torna a fêmea mais chamativa do que o macho. Ela se caracteriza pela cabeça coberta por penas brancas, pescoço, peito, ventre, asas e costas na cor marrom, algumas penas brancas nas asas, olhos, pés e bico negros. Já a plumagem do macho é mais discreta e escura, sendo a cabeça preta (assim como o bico e os pés) e o restante do corpo barrado de negro. Pode medir até 71 centímetros de comprimento, ter 70 centímetros de envergadura e pesar até dois quilos (o macho é maior do que a fêmea).
Tem hábitos diurnos, territorialistas e vive aos casais (é uma ave monogâmica). Procura alimento no solo e pode até mesmo invadir plantações em busca de comida. Alimenta-se de grãos, sementes e folhas. Pode comer também pequenos artrópodes como crustáceos e vermes.
O ninho é construído no chão, escondido no meio da grama alta ou em ocos de troncos caídos. A fêmea bota de oito a 12 ovos, que são incubados por ela por até 33 dias. Os pais dividem os cuidados com os filhotes.
Não é uma espécie ameaçada de extinção. Ao contrário das demais espécies, a tadorna-paraíso se beneficiou com a ação humana que modificou seu habitat. Com a chegada dos europeus na Nova Zelândia, florestas foram derrubadas para plantação de pastos, o que levou a um aumento na população destes animais. O número de indivíduos desta espécie aumentou tanto que sua caça é a única permitida no país.
Conheça o site Notícia Animal.





