Mudanças Climáticas: Respire fundo e prenda a respiração

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ODS - ONU

A COP21 reforça a urgência em enfrentar as mudanças climáticas de maneira prática, pois só há um planeta e um futuro possível. Ou nós alteramos comportamentos agora ou seremos, como já somos, responsáveis pela extinção de centenas de espécies – a humana inclusive. É fato que a temperatura está aumentando, que a frequência das chuvas está sofrendo alterações e que o abastecimento de água e a produção de alimentos são afetados. Mas, aí, você, que está lendo essa coluna me diz: isso eu já sei.

Pois, o que pouca gente se dá conta é que as mudanças climáticas são permanentes e causadas pelas ações humanas.  Sendo o clima um sistema de elementos interdependentes, os impactos negativos serão sempre imensos e para todos. Aqui, não estamos falando apenas do desmatamento como causa principal, mas da ausência de políticas públicas que garantam menor uso dos combustíveis fosseis, da adaptação de setores industriais e da produção de energia limpa.

É tempo de compreender que as cidades têm grandes impactos nos ecossistemas naturais, de avaliar o papel da agricultura e da pecuária e de entender que as mudanças climáticas só serão contidas se a produção de gases tóxicos for reduzida. Paris manda uma mensagem clara: a solução passa por menos carbono, mais conscientização e mais colaboração no desenvolvimento de soluções.

Sim, eu e você temos um papel fundamental nisto – as dezenas de milhares de mudanças de atitudes em nossos cotidianos representam um gigantesco manancial de respiro para o planeta. Todavia, não são suficientes, pois é necessário o engajamento de outros atores. Empresas, governos e organizações precisam colocar as mudanças climáticas em pauta e em prática. E não basta que cada qual faça a sua parte separadamente. Esta é uma missão global que demanda compromisso com a mudança e vocação para arregaçar as mangas e transformar juntos.

Respire fundo e prenda a respiração. Este é o atual status do planeta. Resta saber se seremos capazes de retomar o fôlgeo, ainda que lentamente e com dificuldade, ou se a opção será por deixar que as mudanças climáticas consumam até o nosso último suspiro, como planeta, como seres e como cidadãos.

 

Matéria originalmente publicada em O Dia.

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