Após 9 dias sem nenhum sinal de chuva, o Sistema Cantareira entra novamente em crise e chega à marca histórica dos 10% de volume de sua capacidade total. Otimista e esperançoso com a melhora da incidência pluviométrica, o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin descartou neste domingo (4) a aplicação do racionamento e rodízio de água.
Desde o dia 17 de março a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realiza obras emergenciais utilizando bombas de sucção para resgatar o “volume morto” do reservatório, o que garantiria à cidade de São Paulo mais 4 meses de água. O que muitos desconhecem é o lado prejudicial destas medidas; a sucção do “volume morto” ira gerar uma completa desestruturação do ecossistema dos mananciais, pondo em risco inúmeras espécies da flora e fauna.

Se estes biomas já seriam atingidos com a seca inesperada no período do verão de 2014, a extração forçada do resto de água que sobrou será o fim da espécie de peixes, aves e outros animais. Projetando um efeito cascata, todo o ecossistema e o funcionamento do bioma será alterado e seus reflexos só poderão ser estimados no futuro.
Fonte:
Estadão/ São Paulo





