Leopardus wiedii – O gato-maracajá é um pequeno felino encontrado do México até a América do Sul. No Brasil, habita a Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no cerrado e no Pantanal, evitando a caatinga e regiões áridas.

A pelagem é amarela acinzentada com rosetas marrons espalhadas pelo corpo, formando listras na região dorsal. A região ventral e a parte interior dos membros é branca. A cauda é muito longa e os olhos são grandes. Mede até 62 centímetros de comprimento, mais 48 centímetros de cauda e pesa até cinco quilos.
Tem hábitos noturnos e vive solitário, formando pares apenas no período de reprodução. É um animal muito ágil e, graças ao seu pequeno tamanho e peso, consegue movimentar-se até mesmo sobre os galhos mais finos das árvores. Os membros posteriores conseguem girar até 180°, o que permite a este animal descer das árvores de cabeça para baixo (além do gato-maracajá, apenas a pantera-nebulosa possui esta habilidade entre os felinos). É também um excelente saltador, conseguindo atingir grandes distâncias em apenas um pulo. Costuma, inclusive, caçar nas copas das árvores. Alimenta-se de pequenos mamíferos, répteis, anfíbios e aves. Para atrair a presa, este felino consegue imitar o som de alguns animais, como pássaros e saguis.
O período de gestação é de até 84 dias, nascendo apenas um filhote. O recém-nascido pesa até 170 gramas, o que é relativamente grande para uma espécie tão pequena (o período de gestação também é considerado longo se comparado com outras espécies de felinos).
É uma espécie classificada como quase ameaçada de extinção. Sofre com a caça, desmatamento e tráfico. Por ter baixo índice de reprodução, a recuperação de suas populações é muito difícil e demorada.
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