Pygocentrus nattereri – A piranha-vermelha é típica dos rios da América do Sul, sendo encontrada principalmente nos rios Amazonas, São Francisco e Paraná. Além do Brasil, está presente também na Argentina, na Bolívia, na Colômbia, no Paraguai, Equador, Guianas, Uruguai, Venezuela e Peru. Foi introduzida também na África, onde tornou-se um grande problema, já que culminou em um perigoso desequilíbrio ecológico. Por não ter predadores, reproduziu-se rapidamente e com isso dizimou algumas espécies nativas.

É um peixe de escamas e pode medir até 30 centímetros de comprimento e pesar até dois quilos. A cabeça e o dorso são de cores mais escuras, em tons de cinza e preto. Já a região ventral é vermelha e fica mais nítida no período de reprodução. Possui mandíbula saliente e dentes afiados. Não há dimorfismo sexual aparente.
Gregária, vive em cardumes numerosos, podendo contar com mais de 100 indivíduos.
Carnívora e territorialista, a piranha-vermelha pode tornar-se agressiva, principalmente na hora da alimentação, quando vários peixes atacam uma mesma presa. É comum ocorrer acidentes e até mesmo mortes entre os indivíduos do cardume. Mesmo animais grandes, como capivaras, podem ser devorados em poucos minutos.
A piranha-vermelha é ovípara. O casal faz um buraco no solo, onde a fêmea deposita seus ovos que depois são fertilizados pelo macho. Os ovos eclodem após três dias e os alevinos começam a nadar após uma semana. Durante este período, os pais permanecem por perto para garantir a segurança.
Não é uma espécie ameaçada de extinção. Sofre com a pesca para o consumo, já que muitos acreditam que sua carne tenha propriedades afrodisíacas, e também com o comércio ilegal para aquarismo.
Conheça o site Notícia Animal.





