Branta sandvicensis – Também conhecido como ganso-nenê, o ganso-havaiano esteve muito próximo de desaparecer, já que foi muito caçado e perdeu seu território para a pecuária. Na década de 1950, existiam apenas 34 espécimes, sendo apenas a metade em vida livre. Graças a projetos de preservação e programas de reprodução em cativeiro, a espécie se recuperou e entre os anos 1960 e 1990, mais de dois mil gansos foram reintroduzidos na natureza. Apesar desta recuperação, a espécie ainda é vulnerável à extinção.

Endêmico das ilhas do Havaí, esse ganso mede até 60 centímetros de comprimento e pode pesar até dois quilos. O macho é um pouco maior do que a fêmea. A cabeça, as patas e o bico são pretos, o pescoço é amarelado com listras verticais negras e o corpo é rajado de cinza, preto e branco.
Vive mais tempo em solo do que na água e habita as encostas dos vulcões. Além disso, é mais adaptado à vida em terra firme do que os demais anatídeos (patos, gansos e cisnes), tanto que as membranas interdigitais em suas patas, que facilitam a locomoção na água, têm a metade do tamanho normal.
Tem hábitos diurnos e gregários. Alimenta-se de gramíneas, grãos, frutas, flores e sementes.
Durante o período de reprodução, o macho torna-se agressivo e extremamente territorialista, atacando qualquer um que se aproxime de sua área. A fêmea bota de um a cinco ovos, que são incubados por ela por até 32 dias. Durante este período, o pai permanece perto do ninho para garantir a segurança da família.
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