Reciclagem de eletroeletrônicos: uma conta que não fecha

Compartilhar

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

ODS - ONU

Empresas desejam aumentar seus lucros e criam necessidades no imaginário dos consumidores que poderiam ser evitadas. Aparelhos eletroeletrônicos têm vida útil curta e, o que há vinte anos se trocava poucas vezes e consertava-se algumas, troca-se muitas vezes e não conserta-se nunca.

Quem pensa que, ao descartar o lixo, está limpando sua casa e está livre de mais um objeto sem serventia, pode estar sujando um lugar distante e contaminando povos de outros continentes.

Por isso, vale a pena repensar atitudes consumistas, uso de objetos descartáveis ou com breve vida útil e necessidades que não se justificam.

O lixo eletrônico é um grande problema não só para as sociedades altamente conectadas mas também para miseráveis, vítimas do despejo incorreto de material tóxico derivado de eletroeletrônicos.

É uma conta que não fecha e que faz mal para todo o planeta. Os monitores de TVs são um excelente exemplo para confirmar a afirmação. Antes eram de tubo pois grandes funis vítreos do interior -chamados tubos de raios catódicos, ou CRTs,- eram derretidos e transformados em peças novas. Hoje não só os tubos mas a demanda por eles inexiste criando um sério problema para quem investe na indústria da reciclagem.

Reciclar TVs de tela plana é algo pouco interessante pois é caro, complexo e gera produtos pouco procurados no mercado. O jornal Folha de São Paulo informou que “cerca de 300 mil toneladas de vidro estão armazenadas em depósitos dos EUA, e sua reciclagem de forma responsável custará de US$ 85 milhões a US$ 360 milhões, segundo relatório de dezembro da entidade TransparentPlanet, que pesquisa o lixo eletrônico.”

Mesmo diante de leis que obrigam a logística reversa, ou seja, a coleta e reciclagem do lixo gerado por empresas, o problema persiste. Uma das justificativas é a dificuldade de rastrear o destino do objeto; de suas centenas de peças e componentes. Práticas como a “lavagem verde”, por meio das quais as empresas apenas fingem adotar práticas ambientalmente responsáveis, comprometem um processo de reciclagem com menor impacto ambiental.

O mais comum é reter produtos comercialmente lucrativos entre os recicladores “oficiais” e terceirizar a parte mais “suja” e pouco valorizada do processo. Diante desta dinâmica, o lixo mais tóxico e imprestável vai para países em desenvolvimento como China, nações africanas e, até mesmo, Brasil.

Procure saber mais sobre este problemas e verás que optar pelo consumismo desnecessário e pela indústria do semi e integralmente descartável é optar por um cenário contaminado, covarde e pouco saudável para todo o planeta.

Fonte:
Folha de São Paulo

Gostou dessa matéria ?

Compartilhar no facebook
Compartilhe no Facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhe no Twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhe no Linkdin
Compartilhar no pinterest
Compartilhe no Pinterest

Deixe um Comentário

Green Nation
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.