EDUCAMARES: Entre as Membranas de Ondina

Compartilhar

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no pinterest

ODS - ONU

A EDUCAMARES nasceu em 2013, a partir da iniciativa de um grupo de alunos do curso de Oceanografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo desses oito anos, muitos contribuíram para a evolução do projeto, mas se mantiveram na atuação as idealizadoras Clara Dourado, Elissama Menezes e Beatriz Moreira. Segundo elas, o coletivo surgiu após a Semana de Oceanografia da UFBA, um evento organizado por estudantes, que despertou o questionamento e a vontade de incluir as pessoas e o social no âmbito da oceanografia. “Como eu vou trabalhar a oceanografia com as pessoas que estão envolvidas com o mar? Esse foi o start.”, contou Clara. 

A educação ambiental marinha com as comunidades se mostrou o meio ideal para colocar essa proposta em prática, trazendo essa sensibilização através da arte, do esporte e do pensamento crítico, com o objetivo de educar para lidar com o ambiente e com o natural, recuperando os saberes tradicionais e trazendo-os para as comunidades. Nessa relação, os conhecimentos milenares são a chave para um futuro mais sustentável. “Os povos tradicionais fazem a educação ambiental marinha vivendo, está presente no dia a dia deles. Temos que resgatar essas práticas”, afirmou Elissama. Com essa finalidade, o projeto procura abranger a todos, desenvolvendo atividades que englobam todas as faixas etárias.

Os projetos são desenvolvidos pensando nas necessidades das comunidades, a partir da contextualização com o lugar, as pessoas e a cultura. “Nós também pertencemos a comunidades, então nós conseguimos nos colocar como membros daqueles lugares e identificar o que é preciso ali”. A Videodança “Entre as membranas de Ondina” é a mais recente realização da EDUCAMARES. A ideia inicial era fazer um espetáculo de dança, mas para manter a segurança dos organizadores e das comunidades, em função da pandemia do novo Coronavírus, o espetáculo passou para o meio digital e foi reformulado para ser uma videodança. Com a reformulação, o projeto foi premiado com o edital Jorge Portugal e publicado no Canal EducaMares do Youtube, em junho deste ano. Para Clara, foi incrível realizar algo tão bonito e encantador. “Foi uma grande realização da EDUCAMARES.” 

A linguagem da dança está presente desde a primeira atividade do coletivo, realizada em 2014, durante o Tardal em Salvador, na Praia do Jardim de Alah. A organização do festival convidou a EDUCAMARES para fazer uma apresentação que mobilizasse contra o descarte inapropriado do lixo gerado pelo público do evento. Nisso, Ondina fez sua primeira aparição. “Essa personagem sempre esteve ligada ao projeto e expressava muito bem a conexão da arte com a atuação do coletivo”, relembra Beatriz. Assim, Ondina foi ganhando cada vez mais forma, corpo e significado. A ligação da dança com A EDUCAMARES é muito bem expressada nas palavras de Elissama: “Quando se olha para a natureza, ela dança, gerando um movimento que envolve e sensibiliza as pessoas. Então, a dança é um instrumento muito eficaz quando a gente pensa nesse objetivo”. 

Com a coreografia e roteiro de Clênio Magalhães, participação especial da Dona Janira Moraes e em cenários que vão desde o mar, até o mangue e o asfalto, “Entre as membranas de Ondina” nos conta uma história sobre o ser elementar do Oceano, mas também engloba tudo o que esse ser representa para as idealizadoras do projeto, desde representatividade, bem estar, história, conexão e muito mais. “Não existe uma resposta da EDUCAMARES para quem é Ondina”, ela é aquilo que o mar, a humanidade e a relação histórica entre esses espaços pode despertar em cada um que acompanha o processo vivido no decorrer dos vídeos, com uma profunda percepção do passado, presente e futuro, tanto dos oceanos quanto das relações sociais que o acompanham.


Imagem de making of da produção.

Essa evolução também está relacionada com a própria EDUCAMARES, que em todos esses anos vem passando por um processo de construção e aperfeiçoamento, a fim de integrar cada vez mais as comunidades no desenvolvimento das atividades. “Queremos promover capacitação para as pessoas poderem escrever, produzir e filmar. Trabalhar com a gente”. Esses sonhos e expectativas movem o coletivo desde o início, mesmo quando elas precisavam financiá-lo. “Na época da faculdade nós pagávamos para a EDUCAMRES existir, porque verba sempre foi uma questão. Agora nos sentimos mais maduras para participar de editais. Conseguimos vislumbrar um futuro interessante pós pandemia”. 

Fortalecer a educação ambiental é uma ação do presente que pode mudar o futuro. Iniciativas como essa fazem a diferença na vida de todos, direta ou indiretamente. Por isso, apoiar essas ações já é um passo na direção de um mundo melhor e mais sustentável. “Entre as membranas de Ondina” e outros conteúdos criados pelo coletivo estão disponíveis no Canal EducaMares, no youtube. Acompanhe, também, os próximos passos e o desenvolvimento do projeto no Instagram @educamares.

Maria Vitória de Moura é matogrossense, colaboradora do Green Nation, graduanda em Relações Internacionais na Universidade Federal da Integração Latino-Americana e apaixonada pela escrita em todas as suas formas. LinkedIn

Gostou dessa matéria ?

Compartilhar no facebook
Compartilhe no Facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhe no Twitter
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no pinterest
Compartilhe no Pinterest

Deixe um Comentário

Green Nation
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.