Ceratotherium simum – O rinoceronte-branco na verdade é cinza, assim como o rinoceronte-negro. O nome se deve a um erro de tradução e não a cor da pele. Uma diferença entre os dois rinocerontes está no formato das bocas, sendo a do branco larga (wide em inglês, o que gerou o erro de tradução por ser semelhante a white, branco no mesmo idioma), enquanto a boca do negro é mais fina. O rinoceronte-branco diferencia-se também pelo tamanho, sendo a maior espécie e pelo comportamento, já que é muito mais calmo do que seu primo, que apresenta temperamento agressivo.

Habita as savanas subsaarianas, onde vive em pequenos bandos. Machos solitários também são comumente avistados. É o segundo maior e mais pesado mamífero africano, perdendo apenas para o elefante. Pode pesar até 3,50 toneladas e medir 1,85 metro de altura e até quatro metros de comprimento. Apesar do tamanho, é um animal herbívoro e se alimenta de gramíneas e outras folhas. O formato de sua boca, aliás, é uma adaptação justamente para pastar e conseguir retirar a grama do solo. Os rinocerontes-brancos têm pele espessa e praticamente sem pêlos. A visão é péssima, mas audição e olfato são aguçados.
Os chifres, localizados no focinho, não são ósseos e sim pêlos queratinizados. O frontal pode atingir mais de um metro de comprimento em machos mais velhos (o tamanho médio é de 60 centímetros). Infelizmente a espécie tem sido caçada justamente por causa dos chifres, já que algumas culturas orientais acreditam que eles têm capacidades medicinais, o que nunca foi comprovado. Centenas de espécimes são mortos todos os anos e hoje o rinoceronte-branco está vulnerável à extinção.
A gestação pode durar até 16 meses, nascendo um filhote, que pode pesar até 25 kg. O recém-nascido é precoce e muito ativo, podendo acompanhar a mãe logo nas primeiras horas de vida.
A maior parte dos rinocerontes vive hoje em santuários, reservas protegidas e unidades de conservação. Muitas estratégias têm sido utilizadas para proteger esse animal, inclusive algumas radicais, como retirar seus chifres e permitir que guardas matem os caçadores, mas a caça ilegal tem se mostrado implacável com esta espécie que, provavelmente, desaparecerá em breve. Acredita-se que a população da subespécie do norte, por exemplo, seja de apenas quatro indivíduos.
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