Crypturellus undulatus – Embora lembre uma pequena galinha, o jaó não faz parte da família dos galináceos e sim dos tinamídeos, uma das famílias mais primitivas de aves da América do Sul. Vive em áreas de matas de galeria, campos e cerrados da Venezuela, Guianas, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia. No Brasil, é encontrado em quase todos os estados.

Mede até 31 centímetros de comprimento e pode pesar até 300 gramas. Sua plumagem é marrom acinzentada, com estrias mais claras e finas. Possui asas e consegue voar, porém só o faz como último recurso, já que prefere correr.
Seu nome é uma onomatopeia de sua vocalização, que se assemelha a frase “eu sou jaó”. Costuma vocalizar durante as primeiras horas do dia e no final da tarde. A frequência aumenta durante a época de reprodução.
Movimenta-se silenciosamente pelo chão da floresta e raramente é visto, já que sua plumagem serve como camuflagem. Alimenta-se de frutos caídos, sementes e artrópodes escondidos entre pedras e folhas no chão. Para achá-los, vasculha a área com seu bico.
Nidifica em uma cavidade no solo. A fêmea bota três ovos, que são incubados somente pelo macho, durante 17 dias. Cabem também ao pai os cuidados com os filhotes.
Não é uma espécie ameaçada de extinção, mas sofre com a caça e o desmatamento.
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