Branta ruficollis – O ganso-siberiano, também conhecido como ganso-de-pescoço-ruivo, habita tundras costeiras, estepes, beiras de lagos e pântanos de países da Europa oriental e da Ásia setentrional. Reproduz-se na Sibéria, principalmente na Península de Taymyr, e passa o inverno na costa do Mar Negro, em países como Bulgária, Ucrânia e Romênia.

Mede até 56 centímetros de comprimento e pode pesar até 1,60 quilo. Considerado um dos mais belos gansos, apresenta plumagem tricolor. O pescoço, o peito e as laterais da cabeça têm penas avermelhadas. A região ventral, as costas, as asas, a nuca, a cabeça e a região ao redor dos olhos são pretas, assim como o bico e as patas. Apresenta também penas brancas espalhadas pelo corpo, como na face, nas laterais do pescoço, nos ombros e na região ventral. O pescoço é curto. Não apresenta dimorfismo sexual.
Alimenta-se principalmente de gramíneas, mas come também, raízes, grãos, sementes e tubérculos. Procura a comida no chão durante a maior parte do ano, mas durante o inverno, alimenta-se também na água.
Tem hábitos diurnos e gregários, podendo coexistir com outras espécies de gansos e aves aquáticas. É uma ave migratória, que voa durante o inverno para locais com temperaturas mais amenas. Vocaliza muito durante os voos.
Nidifica próximo aos ninhos de aves de rapina, como a coruja-das-neves, com a intenção de se proteger de ataques de pequenos mamíferos. O ninho é construído no solo, entre a vegetação da tundra ou entre rochas. A fêmea bota de três a dez ovos, que são incubados por até 25 dias.
É uma espécie em perigo de extinção. Não se sabe ao certo o porquê, mas a população deste ganso nunca foi grande e tem diminuído a cada ano devido à caça, a perda de habitat e ao uso de pesticidas.





