Pantherophis obsoletus – A cobra-rateira é uma espécie norte-americana encontrada nas regiões leste, central e sul dos Estados Unidos da América, além do sul do Canadá. Vive em uma ampla gama de habitats, que vai desde o litoral até as montanhas, florestas, pântanos e bosques. Tem hábitos crepusculares e noturnos, terrestres e arbóreos. Indivíduos que habitam as regiões mais frias costumam hibernar durante o inverno.

Pode medir até 1,83 metro de comprimento. A coloração varia de acordo com a subespécie. A cobra-rateira-preta, como o próprio nome diz, possui escamas negras por todo o corpo, exceto na região do queixo, que é branca. A subespécie Everglades é alaranjada com listras longitudinais cinzentas. A cobra-rateira-cinza tem o corpo acinzentado com manchas marrons e a texana é semelhante, porém com manchas mais claras. Já a subespécie amarela (das fotografias), é amarelada, com quatro faixas longitudinais que se estendem por toda a região dorsal.
Alimenta-se principalmente de roedores, mas pode também caçar répteis, anfíbios, ovos de pássaros, aves pequenas e outros mamíferos. Como não possui veneno, mata por constrição.
É uma serpente muito tímida que faz de tudo para evitar conflitos. Quando ameaçada e sem condição de fugir, pode se fingir de morta ou chacoalhar a ponta da cauda sobre folhas secas para imitar o guizo das cascavéis. Além disso, produz uma secreção mau cheirosa para evitar predadores.
Durante o período de reprodução, os macho atrai a fêmea ao seu território utilizando feromônios. É uma espécie ovípara e a postura ocorre cinco semanas após o acasalamento. A fêmea bota de 12 a 20 ovos, geralmente escondidos sob troncos ou arbustos. O período de incubação é de aproximadamente 70 dias.
Não é uma espécie ameaçada de extinção, mas sofre com a perda de habitat e captura para o comércio ilegal de animais selvagens.





