Pomacea canaliculata – O aruá é um molusco de água doce que habita os rios e lagoas da América do Sul, podendo ser encontrado nas bacias Amazônica e Platina, no Brasil, na Argentina, no Paraguai, Uruguai e também na Bolívia. A espécie foi introduzida em outros países, como Austrália, Estados Unidos e Índia, onde se tornou uma praga, já que não conta com predadores (é considerada uma das 100 piores espécies invasoras do mundo).

O animal pode ser amarelo, marrom ou verde (mais comum em indivíduos criados em cativeiro). Sua concha varia do amarelo escuro, quase marrom, ao amarelo claro, com faixas escuras espiraladas. Ela é arredondada, relativamente pesada, apresenta de cinco a seis giros e a abertura é ampla. A abertura das conchas dos machos é mais arredondada, enquanto que a das fêmeas é mais oval. As fêmeas são maiores do que os machos.
Durante o dia, o aruá permanece submerso, geralmente escondido entre as plantas aquáticas. À noite, sai da água à procura de comida. Alimenta-se de uma grande variedade de plantas.
Os ovos são rosados (uma maneira de “avisar” os predadores sobre sua toxicidade) e colocados acima do nível da água, geralmente em caules das plantas aquáticas ou nas margens dos rios. A postura pode conter, em média, 300 ovos, e o período de incubação varia de uma a duas semanas.
Não é uma espécie ameaçada de extinção, sendo comum em seu habitat natural e também nos países em que foi introduzida.
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