Lontra longicaudis – A lontra-neotropical vive nos rios, lagos e lagoas de água limpa, do sul do México até as Américas Central e do Sul. No Brasil, é encontrada por quase todo o território, exceto nas regiões mais secas do nordeste.

Procura o alimento na água e sua dieta consiste em peixes, crustáceos, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos e aves. Presas pequenas são comidas ainda dentro da água, com a lontra nadando de costas e segurando o alimento com as patas dianteiras. Já animais maiores são levados até as margens para serem devorados em terra.
Pode medir mais de um metro de comprimento, sendo que um terço do tamanho é referente à cauda, e pode pesar até 15 quilos. Os machos são maiores do que as fêmeas. A pelagem é densa, curta e macia e pode variar do marrom claro ao marrom escuro. Apresenta manchas mais claras em torno da garganta. Quando mergulha, consegue fechar as orelhas e as narinas. A cauda serve como leme e os dedos possuem membranas interdigitais, que facilitam a locomoção na água.
Tem hábitos diurnos e noturnos. Dorme escondida em ocos de árvores ou em fendas nas rochas próximas à beira da água. As fêmeas formam pequenos grupos com seus filhotes, enquanto que os machos são solitários. Os casais se formam apenas no período de reprodução.
O período de gestação é de, em média, 60 dias, nascendo de um a cinco filhotes. Os recém-nascidos são cegos, mas têm o corpo coberto por pêlos. Durante os primeiros dias, os filhotes permanecem dentro das tocas e são cuidados apenas pela mãe. Após um período de aproximadamente 70 dias, a mãe leva os filhotes até a água e os ensina a nadar e procurar alimento.
É uma espécie ameaçada de extinção. Foi muito caçada para a utilização de sua pele na fabricação de roupas e acessórios. Hoje, sofre com a perda de habitat e poluição das águas.





