Nandayus nenday – O príncipe-negro mede até 32 centímetros de comprimento e pesa até 110 gramas. A plumagem é predominantemente verde, com exceção da cabeça, que é negra, as coxas, que são vermelhas, e a garganta, que é azulada. Não há dimorfismo sexual.

Vive em campos e cerrados, além de plantações de coqueiros e palmeiras, desde a Bolívia até a Argentina. No Brasil, é encontrado principalmente no Pantanal, no estado do Mato Grosso.
Tem hábitos diurnos e gregários, vivendo em bandos compostos por dezenas de indivíduos.
Como a maioria dos psitacídeos (periquitos, araras e papagaios), vocaliza bastante e pode até mesmo imitar o som de outros animais. Essa vocalização serve também para alertar sobre a presença de predadores. Quando um indivíduo do grupo da alerta, todos os outros levantam voo rapidamente e fogem da ameaça.
Alimenta-se de castanhas, coquinhos, frutas, grãos e sementes. Apesar de passar boa parte da vida nas copas das árvores, pode descer ao solo em busca de comida. O bico, curvo e forte, é capaz de quebrar cascas e castanhas sem dificuldade.
Constrói o ninho em ocos de árvores. A fêmea bota até de três a seis ovos, que são incubados por ela por até 24 dias. Como os demais psitacídeos, os casais são monogâmicos.
Não é uma espécie ameaçada de extinção, mas devido ao desmatamento e ao tráfico sua população tem diminuído drasticamente.
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