JAGUAMÉRICA

O curta animação-poema Jaguamérica foi criada pelo artista visual, designer gráfico e cineasta Bako Machado. Produzido em colagem surrealista, o curta-metragem revela a saga de uma onça mecanizada que percorre diferentes paisagens, transitando entre o Sertão e os Andes, e reafirmando nossas raízes identitárias indígenas. O poema também intitulado Jaguamérica, manuscrito inédito da escritora Micheliny Verunschk, é narrado e personificado visualmente neste “Continente Jaguar”, universo mítico que funde as Américas em uma ancestralidade visceral e cosmológica.
O nome jaguar (îaguara), que tem origem na língua tupi-guarani (Nheengatú), foi absorvido pelo termo onça, a partir da influência linguística pregada pela dominação/colonização portuguesa do Brasil. No filme, o felino simboliza as Américas originárias, habitats naturais nos quais havia a predominância da espécie, extremamente ameaçada de extinção e já desaparecida em muitos países americanos.

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