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Pode ser encontrada em poucos Estados: PE, BA, ES, MG, GO e RJ.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Caracter\u00edsticas: <\/strong><\/span>\u00c1rvore de 7 a 18m de altura, com tronco n\u00e3o muito grosso e que pode ser bastante ramificado. Geralmente a casca \u00e9 lisa e de cor cinza-claro. Todas as partes da \u00e1rvore possuem l\u00e1tex, um l\u00edquido semelhante a um leite que escorre das \u00e1reas feridas do tronco e de onde folhas foram arrancadas. \u00a0A copa dessa figueira pode ser bastante ampla e com muitas folhas. As folhas s\u00e3o <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">simples<\/span><\/a>, brilhosas, com a ponta arredondada e com uma nervura grossa destacada no centro. Ela tamb\u00e9m possui uma pequena folha protegendo a ponta dos ramos. \u00a0As <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">infloresc\u00eancias<\/span><\/a> s\u00e3o bem diferentes e possuem flores pequenas e viradas para o lado de dentro de uma estrutura circular e fechada que conhecemos como figo. Os frutos s\u00e3o os mesmos figos que amadurecem depois que as flores em seu interior s\u00e3o polinizadas. A cor dos frutos pode variar de amarelo a vermelho.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Usos<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/span>Os figos dessa esp\u00e9cie, apesar de comest\u00edveis, s\u00e3o diferentes daqueles que encontramos nos mercados e n\u00e3o s\u00e3o apreciados.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Madeira:<\/strong><\/span> A madeira \u00e9 leve e de baixa durabilidade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Uso medicinal:<\/strong><\/span> Outras esp\u00e9cies de figueiras s\u00e3o muito utilizadas como rem\u00e9dios, mas n\u00e3o existe nenhum estudo que comprove a utiliza\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie em tratamentos medicinais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Outros usos: <\/strong><\/span>Pelo tamanho mediano \u00e9 adequada para arboriza\u00e7\u00e3o urbana e de parques. Suas ra\u00edzes podem ser utilizadas para fazer cordas improvisadas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Curiosidades:\u00a0<\/strong><\/span>No Rio de Janeiro, \u00e9 comum encontrar esse tipo de figueira crescendo em frestas de muros de pedras. Hoje, grande parte dos locais onde ela existia naturalmente, n\u00e3o possuem mais vegeta\u00e7\u00e3o. Contudo, uma grande figueira-vermelha que existe no Bairro do Leme \u00e9 tombada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro por servir de prote\u00e7\u00e3o e alimento para cerca de 43 esp\u00e9cies de aves, segundo algumas observa\u00e7\u00f5es.\u00a0Essa esp\u00e9cie tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por \u201cestrangular\u201d outras \u00e1rvores, da mesma forma que outras figueiras fazem. Isso pode acontecer caso sua semente comece a germinar sobre outra \u00e1rvore. A figueira-vermelha ent\u00e3o cresce e quando suas ra\u00edzes alcan\u00e7am o solo ela come\u00e7a a engrossar e se desenvolver at\u00e9 matar e tomar o lugar daquela que serviu de suporte, atingindo ent\u00e3o a mesma altura que esta, s\u00f3 que sem tanto custo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O Dr. Pedro Carauta do Museu Nacional do Rio de Janeiro \u00e9 um grande estudioso das figueiras e as considera como um <span style=\"color: #008000;\">ecossistema vivo<\/span>. Sobre elas vivem dezenas de esp\u00e9cies de plantas (orqu\u00eddeas, brom\u00e9lias, cactos etc.) e de animais (insetos, aves, mam\u00edferos etc.). Al\u00e9m disso, em todos os diversos habitats que elas fornecem como as ra\u00edzes, as<span style=\"color: #0000ff;\"> <a href=\"\/en\/glossario\/\">fissuras<\/a> <\/span>no tronco, a copa e os figos, h\u00e1 algum tipo de vida em grande intera\u00e7\u00e3o. Experimente passar alguns minutos observando detalhadamente uma figueira!<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Informa\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas:<\/strong><\/span> \u00c9 uma planta <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">pioneira<\/span><\/a>\u00a0indicada para reflorestamentos, pois seus figos s\u00e3o muito procurados por aves e macacos, o que ajuda na recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Por possuir ra\u00edzes muito longas e superficiais, que formam um emaranhado, pode ser utilizada visando a conten\u00e7\u00e3o de encostas para evitar deslizamentos. O desenvolvimento das mudas \u00e9 bastante r\u00e1pido ap\u00f3s o plantio definitivo e ela pode atingir mais de 2 metros de altura em 2 anos. Isso \u00e9 bastante importante, visto que em pouco tempo ela proporciona sombra para as mudas de esp\u00e9cies <a href=\"\/en\/glossario\/\">secund\u00e1rias<\/a> (que precisam de ambiente mais sombreado) nos reflorestamentos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Flora\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/span>De mar\u00e7o a maio. A poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por pequenas vespas que t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o muito especial e espec\u00edfica com as figueiras, pois uma esp\u00e9cie n\u00e3o se reproduz sem a outra.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Frutifica\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/span>Ocorre nos meses de junho e julho. Quando est\u00e1 carregada de figos maduros, ela apresenta uma linda cor avermelhada, da\u00ed o nome figueira-vermelha.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">CARAUTA, J.P.P. 1989.<strong> Ficus (Moraceae) no Brasil: <\/strong>Conserva\u00e7\u00e3o e taxonomia. Albertoa 2: 69-73.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">CARAUTA, J.P.P. &amp; DIAZ, B.E. <strong>Figueiras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro, RJ: Editora UFRJ, 2002.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">LORENZI, H. <strong>\u00c1rvores Brasileiras: <\/strong>manual de identifica\u00e7\u00e3o e cultivo de plantas arb\u00f3reas do Brasil, vol. 3. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2009.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ROMANIUC NETO, S., CARAUTA, J.P.P., VIANNA FILHO, M.D.M., PEREIRA, R.A.S., RIBEIRO, J.E.L.S., MACHADO, A.F.P., SANTOS, A., PELISSARI, G., PEDERNEIRAS, L.C. 2012. Moraceae. In: <strong>Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil.<\/strong> Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 02 mai 2012.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div><\/div>","protected":false},"featured_media":20443,"template":"","meta":[],"class_list":["post-16172","species","type-species","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/species"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20444,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16172\/revisions\/20444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}