          

      

  
{"id":16149,"date":"2019-04-01T00:00:00","date_gmt":"2019-04-01T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/greennation.com.br\/species\/crindiuva\/"},"modified":"2019-08-10T16:28:43","modified_gmt":"2019-08-10T19:28:43","slug":"crindiuva","status":"publish","type":"species","link":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/species\/crindiuva\/","title":{"rendered":"Crindi\u00fava"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/nossasarvores_production\/banners\/10\/medium\/open-uri20140415-78620-1hcfn9d.\"><\/p>\n<p>Trema micrantha (L.) Blume<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Fam\u00edlia: <\/strong><\/span>Cannabaceae, a fam\u00edlia do l\u00fapulo e do c\u00e2nhamo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Outros nomes: p<\/strong><\/span>au-p\u00f3lvora, candi\u00faba e grandi\u00fava.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Distribui\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica:<\/strong><\/span> A crindi\u00fava ocorre em todos os Estados do Brasil e \u00e9 nativa do nosso pa\u00eds, mas n\u00e3o \u00e9 <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">end\u00eamica<\/span><\/a>. Ocorre ent\u00e3o nos biomas Amaz\u00f4nia, Caatinga, Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica, Pampa e Pantanal.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Caracter\u00edsticas: <\/strong><\/span>\u00c1rvore de 2 a 12m de altura (raramente chegando aos 20m) com tronco de cerca de 40cm de di\u00e2metro, que pode ser bastante ramificado. A casca \u00e9 lisa, der cor marrom escuro ou acinzentada, com v\u00e1rias \u201cverrugas\u201d quando jovem. As folhas s\u00e3o <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">simples<\/span><\/a>, de consist\u00eancia fina e com a borda serrilhada. S\u00e3o bastante \u00e1speras na parte superior e cobertas por pelos (<a href=\"https:\/\/gentle-dawn-4538.herokuapp.com\/glossario\">tricomas<\/a>) na parte inferior. As flores s\u00e3o pequenas e de cor esverdeada. Os frutos s\u00e3o redondos, tamb\u00e9m bem pequenos e com apenas uma semente, geralmente s\u00e3o verdes quando imaturos e vermelhos quando est\u00e3o maduros. As sementes s\u00e3o redondas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Usos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span> N\u00e3o possui nenhum uso para alimenta\u00e7\u00e3o humana. Por\u00e9m, \u00e9 utilizada em algumas regi\u00f5es como alimenta\u00e7\u00e3o para o gado em \u00e9pocas de grande seca, mas possui certa toxicidade para o f\u00edgado desses animais. N\u00e3o chega a causar a morte se consumida em pouca quantidade, podendo at\u00e9 estimular a produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Madeira: <\/strong><\/span>\u00c9 bastante leve e permite ser cortada com facilidade. Contudo, \u00e9 de baixa qualidade e f\u00e1cil de apodrecer, sendo utilizada principalmente para lenha e carv\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Uso medicinal:<\/strong><\/span> A casca e as folhas s\u00e3o utilizadas como adstringente para a cura de feridas, s\u00edfilis e reumatismo. Por\u00e9m, o uso \u00e9 desaconselhado at\u00e9 que mais estudos sejam realizados sobre sua a\u00e7\u00e3o t\u00f3xica no organismo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Outros usos:<\/strong><\/span> Do tronco extraem-se fibras que podem ser utilizadas para a fabrica\u00e7\u00e3o de cordas r\u00fasticas. Os ramos, que s\u00e3o flex\u00edveis, s\u00e3o usados para fazer cestos artesanais.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Curiosidades:<\/strong><\/span>&nbsp;O significado do nome crindi\u00fava, tem origem provavelmente ind\u00edgena, mas aparentemente se perdeu no tempo, ou de t\u00e3o modificado pelo portugu\u00eas, hoje n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel a sua tradu\u00e7\u00e3o.&nbsp;A crindi\u00fava tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como pau-p\u00f3lvora, e tem esse nome por seu carv\u00e3o ter sido bastante utilizado para o fabrico de p\u00f3lvora.&nbsp;As \u00e1rvores dessa esp\u00e9cie podem ter flores exclusivamente masculinas, outras exclusivamente femininas e ainda os dois tipos na mesma \u00e1rvore.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Informa\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas:<\/strong><\/span> \u00c9 uma esp\u00e9cie <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">pioneira<\/span><\/a>, essencial em reflorestamentos por criar condi\u00e7\u00f5es para o estabelecimento de outras esp\u00e9cies que necessitam de sombra. Possui r\u00e1pido crescimento, n\u00e3o \u00e9 muito exigente em rela\u00e7\u00e3o ao solo&nbsp;e mant\u00e9m boa parte de sua folhagem durante todo o ano. Prefere ambientes mais secos e ensolarados e regenera com facilidade mesmo depois de inc\u00eandios, chegando a ser considerada como planta daninha em algumas regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, atrai animais em sua flora\u00e7\u00e3o e frutifica\u00e7\u00e3o&nbsp;e produz grande quantidade de sementes anualmente. Sendo assim, \u00e9&nbsp;muito indicada para plantios de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas .<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Flora\u00e7\u00e3o:<\/span><\/strong> Pode florescer o ano todo, mas geralmente ocorre de setembro a janeiro. As flores s\u00e3o <a href=\"\/en\/glossario\/\"><span style=\"color: #0000ff;\">mel\u00edferas<\/span><\/a> e produzem bastante n\u00e9ctar que \u00e9 aproveitado por abelhas nativas para a produ\u00e7\u00e3o de mel. Sua<span style=\"color: #0000ff;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/span>poliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por pequenos insetos e pelo vento.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span> Pode variar bastante e ser bem extensa. Mas em geral, os frutos amadurecem de janeiro a maio, quando s\u00e3o avidamente consumidos e dispersos por aves de muitos tipos. Quando a \u00e1rvore est\u00e1 na beira de um rio, seus frutos tamb\u00e9m podem ser consumidos e dispersos por alguns peixes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #008000;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>CARVALHO, P.E.R. <strong>Esp\u00e9cies Arb\u00f3reas Brasileiras.<\/strong> vol. 1. Bras\u00edlia, DF: Embrapa Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2003.<\/p>\n<p>Di DOMENICO, H. <strong>L\u00e9xico Tupi-Portugu\u00eas:<\/strong> com aditamento de voc\u00e1bulos de outras proced\u00eancias ind\u00edgenas. Taubat\u00e9, SP: UNITAU, 2008.<\/p>\n<p>LORENZI, H. <strong>\u00c1rvores Brasileiras: <\/strong>manual de identifica\u00e7\u00e3o e cultivo de plantas arb\u00f3reas do Brasil, vol. 1. 4.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.<\/p>\n<p>LORENZI, H. <strong>Plantas Daninhas do Brasil: <\/strong>terrestres, aqu\u00e1ticas, parasitas e t\u00f3xicas. 4 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.<\/p>\n<p>MATOS, F.J.A., LORENZI, H., SANTOS, L.F.L., MATOS, M.E.O., SILVA, M.G.V. &amp; SOUZA, M.P. <strong>Plantas T\u00f3xicas: <\/strong>Estudo de Fitotoxicologia Qu\u00edmica de Plantas Brasileiras. S\u00e3o Paulo, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011.<\/p>\n<p>ROMANIUC NETO, S., TORRES, R.B., DINIZ, M. 2012. Cannabaceae. In: <strong>Lista de Esp\u00e9cies da Flora do Brasil.<\/strong> Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 03 mai 2012.<\/p>","protected":false},"featured_media":16262,"template":"","meta":[],"class_list":["post-16149","species","type-species","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/species"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18290,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/species\/16149\/revisions\/18290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}