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Mas, afinal, o que \u00e9 isso?<\/p>\n<div>\n\tSegundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Turismo(1997), o turismo sustent\u00e1vel &#8220;\u00e9 capaz de promover a qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es locais, oferecer maior qualidade das experi\u00eancias tur\u00edsticas ao visitante e levar a prote\u00e7\u00e3o do ambiente visitado, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio ambiental para as comunidades locais e visitantes que dele dependem intimamente&#8221; .<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tDiferente do turista que busca o turismo padronizado,em grandes redes hoteleiras ou resorts, em que tudo \u00e9 executado como se estiv\u00e9ssemos numa f\u00e1brica, o turista sustent\u00e1vel se preocupa mais com o contato com o lugar que est\u00e1 sendo visitado e com a cultura local.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tO turismo sustent\u00e1vel , pode tamb\u00e9m contribuir para o aumento da qualidade de vida das comunidades locais, gerando emprego e renda.Como exemplo, falarei do quilombo do campinho da independ\u00eancia, que atrav\u00e9s do turismo sustent\u00e1vel, est\u00e1 desenvolvendo a atividade tur\u00edstica em seu territ\u00f3rio.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tLocalizada a 20 km do Centro Hist\u00f3rico de Parati, no Rio de Janeiro, encontramos a comunidade quilombola do Campinho da Independ\u00eancia.&nbsp;Mas, o que \u00e9 um Quilombo?<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tDurante a escravid\u00e3o africana no Brasil, que perdurou por mais de 300 anos, muitos escravos que conseguiam fugir dessas condi\u00e7\u00f5es sub humanas as quais eram submetidos, em forma de resist\u00eancia e de luta contra esse regime, refugiavam-se em lugares distantes para n\u00e3o serem capturados, formando aglomerados de escravos fugitivos, chamados de quilombos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAlgumas comunidades se fixavam em lugares de dif\u00edcil acesso, pr\u00f3ximas a \u00e1reas de floresta, longe do leito dos rios, em busca de um local defensivo. Com o fim da escravid\u00e3o, muitas comunidades quilombolas se deslocaram para \u00e1reas mais pr\u00f3ximas de centros urbanos.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tA hist\u00f3ria dessa comunidade foi contada por seus antepassados que dizem que a antiga Fazenda Independ\u00eancia foi doada as tr\u00eas irm\u00e3s: Antonica, Marcelina e Luiza. E a comunidade hoje \u00e9 basicamente formada por seus descendentes.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>Representa\u00e7\u00e3o das tr\u00eas mulheres<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/greennation\/ckeditor_assets\/pictures\/200\/content_jongo.jpg?1335552992\" style=\"width: 320px; height: 240px; \"><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tUm dos maiores motivos para se conhecer um quilombo \u00e9 poder entrar em contato com a cultura afro brasileira.&nbsp;O lugar \u00e9 lindo. Vale a pena o passeio. Voc\u00ea pode tomar um banho de cachoeira e provar a comida do restaurante quilombola. No card\u00e1pio, al\u00e9m da tradicional feijoada, com tudo preparado no fog\u00e3o a lenha, vale a pena experimentar a pa\u00e7oca de banana e suco feito de palmito jussara. N\u00e3o deixe de provar!<\/div>\n<div>\n\tAs artes\u00e3s produzem pe\u00e7as feitas com palha, bambu, sementes e cip\u00f3, retirados do pr\u00f3prio local, onde s\u00e3o confeccionados artesanatos para decora\u00e7\u00e3o, m\u00f3veis de abajur a pufes, al\u00e9m de bolsas e outras coisas mais. Tudo isso pode ser encontrado na loja de artesanato, que ainda vende doces artesanais que s\u00e3o uma del\u00edcia.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>Artesanato<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/greennation\/ckeditor_assets\/pictures\/201\/content_artesanato.jpg?1335553083\" style=\"width: 320px; height: 240px; \"><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAtrav\u00e9s do agendamento de uma visita ao quilombo, voc\u00ea pode inclusive a fazer uma oficina de cestaria, aprendendo diretamente com as artes\u00e3s, assim como conhecer a agrofloresta.<\/div>\n<div>\n\tA comunidade tem uma grande consci\u00eancia ecol\u00f3gica, e atrav\u00e9s da agrofloresta, est\u00e3o reintroduzindo o palmito Jussara, que \u00e9 aproveitado para a confec\u00e7\u00e3o de artesanato e para fazer o delicioso suco.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>Agrofloresta<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/greennation\/ckeditor_assets\/pictures\/202\/content_agro.jpg?1335553125\" style=\"width: 320px; height: 240px; \"><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel conhecer o jongo, que \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural africana, que \u00e9 dan\u00e7ada e cantada com o acompanhamento de tr\u00eas tambores.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;Voc\u00ea pode ver a apresenta\u00e7\u00e3o de jongo, ou pode fazer uma oficina que \u00e9 oferecida aos turistas de forma que voc\u00ea pode aprender a dan\u00e7ar ou tocar.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>O Jongo<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/greennation\/ckeditor_assets\/pictures\/203\/content_mais.jpg?1335553171\" style=\"width: 320px; height: 240px; \"><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<strong>Informa\u00e7\u00f5es Importantes:<\/strong><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tAmbiente: Bem familiar. Fiquem a vontade as mulheres que viajam sozinhas<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tHospedagem: Recomendo o camping da Tina para quem quiser dormir l\u00e1. Eles possuem tr\u00eas quartos com banheiro. Simples, mas aconchegante, com caf\u00e9 da manh\u00e3, al\u00e9m da \u00f3tima companhia da anfitri\u00e3. Para quem quiser acampar, \u00e9 s\u00f3 armar a barraca no local. \u00c9 uma del\u00edcia dormir ouvindo o barulho do rio.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tClima: No ver\u00e3o \u00e9 bem quente e no inverno \u00e9 friozinho. \u00c9 bom ir em qualquer \u00e9poca do ano.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tFestas: Destaque para as festas de 20 de novembro e carnaval.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tFormalidades: Para quem quiser conhecer o quilombo em grupo, \u00e9 poss\u00edvel fazer um agendamento, onde podem ser inclu\u00eddas oficinas de cestaria, jongo, al\u00e9m da agrofloresta.<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tTempo de perman\u00eancia: 1 a 2 dias<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tEnt\u00e3o, se quiser se tornar um turista sustent\u00e1vel, pense antes de viajar em escolher um roteiro, em que voc\u00ea possa contribuir com o seu entorno e ter contato com outras culturas e com a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Carpe Diem e Boa Viagem!<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\tTha\u00eds Rosa Pinheiro \u00e9 turism\u00f3loga e dona do blog <a href=\"http:\/\/conectandoterritorios.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conectando territ\u00f3rios<\/a><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba mais sobre as quest\u00f5es \u00e9ticas de uma visita ecologicamente correta.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":11116,"template":"","format":"standard","mundogreen_category":[157,194],"odss":[175],"class_list":["post-11115","noticia","type-noticia","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","mundogreen_category-comportamento","mundogreen_category-curiosidades","odss-ods11"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticia\/11115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/noticia"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/noticia"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11116"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"mundogreen_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen_category?post=11115"},{"taxonomy":"odss","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/odss?post=11115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}