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A Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica nos \u00faltimos 50 anos registrou aumento de quase 3\u00b0C, uma das regi\u00f5es do planeta que mais rapidamente aqueceu, o que pode ser relacionado \u00e0s recentes observa\u00e7\u00f5es referente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Apesar de a esta\u00e7\u00e3o brasileira ter registrado 20,75 \u00b0C atrav\u00e9s de monitoramento automatizado na Ilha Seymour, um erro de polariza\u00e7\u00e3o afetou a legibilidade do registro que n\u00e3o p\u00f4de ser considerado oficial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00faltimo m\u00eas, uma onda de calor que atingiu Lytton, no Canad\u00e1, tamb\u00e9m alcan\u00e7ou recorde de 49,6\u00b0C, o que causou a morte de mais de 130 pessoas. No mesmo per\u00edodo nos Estados Unidos, as temperaturas chegaram a 46,1\u00b0C em Portland e 42,2\u00b0C em Seattle. O calor foi t\u00e3o intenso que houve casos de pessoas com queimaduras por andar no asfalto e empresas como a respons\u00e1vel pelos bondes de Portland, tiveram que interromper o servi\u00e7o em decorr\u00eancia ao derretimento de cabos el\u00e9tricos. No \u00faltimo m\u00eas de maio, a R\u00fassia alcan\u00e7ou os 36 \u00b0C, segunda temperatura mais quente do per\u00edodo desde o in\u00edcio das medi\u00e7\u00f5es em 1891.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, re\u00fane mais de 1.300 cientistas em todo o mundo, e, baseado em um grande n\u00famero de estudos, prev\u00ea o aumento na temperatura m\u00e9dia global de 1 a 3\u00b0C no pr\u00f3ximo s\u00e9culo. Esse aumento vem se concretizando de forma intensa, r\u00e1pida e abrupta. Apesar de a m\u00e9dia global ser de aumento, consequ\u00eancias como o derretimento do gelo no \u00c1rtico, por exemplo, podem enfraquecer correntes, permitindo o acesso do ar frio a latitudes m\u00e9dias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aumento das temperaturas influencia na evapora\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida dos corpos d\u2019\u00e1gua e na capacidade maior de reten\u00e7\u00e3o da umidade, podendo causar eventos de precipita\u00e7\u00e3o mais extremos como os que vem acontecendo na Alemanha e outros pa\u00edses da Europa Ocidental nas \u00faltimas semanas. A chuva extrema causou 125 mortes e o desaparecimento de 1.300 pessoas at\u00e9 o momento. As inunda\u00e7\u00f5es severas geraram correntezas que atingiram at\u00e9 3 metros de altura, sendo considerado o pior desastre natural em d\u00e9cadas para a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eventos como este se tornar\u00e3o cada vez mais frequentes e intensos. De acordo com Johannes Quaas, meteorologista da Universidade Leipzig, na Alemanha, este \u00e9 o novo normal. \u201cEstamos nos aproximando lentamente de um novo normal que inclui diferentes padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o\u201d. Em \u00e1reas com alto \u00edndice de desenvolvimento urbano, os sistemas de escoamento n\u00e3o conseguem absorver rapidamente a \u00e1gua, causando enchentes. O desflorestamento de \u00e1reas como a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m impactam diretamente no clima, alterando o regime de chuvas, que implica diretamente nas secas que afetam as reservas h\u00eddricas. \u201cEnquanto continuarmos emitindo CO2, \u00e9 prov\u00e1vel que continuemos vendo chuvas t\u00e3o fortes&#8221;, completa Quaas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Natalia Rodrigues &#8211; Colaboradora Green Nation<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":21488,"template":"","format":"standard","mundogreen_category":[203,156],"colunista":[],"odss":[177,178,179],"class_list":["post-21487","mundogreen","type-mundogreen","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","mundogreen_category-alertas","mundogreen_category-tendencias","odss-ods13","odss-ods14","odss-ods15"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen\/21487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/mundogreen"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"mundogreen_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen_category?post=21487"},{"taxonomy":"colunista","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/colunista?post=21487"},{"taxonomy":"odss","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/odss?post=21487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}