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No Brasil, por exemplo, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade a banir os canudos de quiosques, bares e restaurantes. Al\u00e9m disso, at\u00e9 2020 o item j\u00e1 havia sido banido em oito dos 26 estados brasileiros, sendo Acre, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e S\u00e3o Paulo. Dos 18 estados onde ele ainda \u00e9 permitido, em 17 tramita ao menos um projeto de lei para proibi-lo. No \u00e2mbito global, mais de 80 cidades, principalmente litor\u00e2neas, proibiram a distribui\u00e7\u00e3o de canudos. Marcas mundialmente conhecidas tamb\u00e9m adotaram essa responsabilidade, Disney, Starbucks, Bob\u2019s e outras buscaram medidas alternativas, como canudos de papel ou at\u00e9 mesmo de waffer comest\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"283\" class=\"wp-image-21318\" style=\"width: 500px;\" src=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tartaruga-canudo.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tartaruga-canudo.jpg 800w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tartaruga-canudo-300x170.jpg 300w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tartaruga-canudo-768x434.jpg 768w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tartaruga-canudo-600x339.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produtos reutiliz\u00e1veis passaram a ser mais frequentes na substitui\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico. Escovas de dentes feitas de madeira, sacolas ecol\u00f3gicas, canudos e copos feitos de inox e outros materiais mais resistentes surgiram para mostrar que sim, h\u00e1 op\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, o baixo custo tamb\u00e9m \u00e9 um atrativo nos derivados do petr\u00f3leo, a unidade do canudo de pl\u00e1stico custa at\u00e9 116 vezes menos do que a vers\u00e3o em inox e 8,2 vezes menos do que a de papel. Para aqueles que precisam comprar milhares de unidades, como donos de quiosques e bares, o pre\u00e7o \u00e9, com certeza, um ponto muito importante. Em um cen\u00e1rio ideal cada um teria o comprometimento de ter e usar seus pr\u00f3prios itens ecol\u00f3gicos, mas para isso seria necess\u00e1rio muito mais do que proibi\u00e7\u00f5es, seria preciso conscientiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial divulgado em 2016 estima que haja 150 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduo pl\u00e1stico no oceano e que, mantido o ritmo do consumo do material, em 2050 haver\u00e1 mais pl\u00e1stico do que peixes no mar. Embora pare\u00e7a que medidas estejam sendo tomadas para contornar essa estimativa, como a guerra ao pl\u00e1stico e projetos como &#8220;A d\u00e9cada para salvar o Oceano\u00b4\u00b4, idealizado pela ONU, essa mobiliza\u00e7\u00e3o encontrou uma grande barreira. Desde a necessidade de m\u00e1scaras descart\u00e1veis at\u00e9 o aumento de pedidos de delivery, a pandemia do Coronav\u00edrus estabeleceu uma nova rela\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s e o pl\u00e1stico. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), o consumo deste material no Brasil aumentou 25% no \u00faltimo ano, ao passo que a reciclagem desses diminuiu drasticamente, pois apesar de os catadores, em sua maioria, continuarem a realizar a coleta, grande parte das cooperativas e unidades de triagem, para onde estes trabalhadores direcionam o que \u00e9 coletado, fecharam ou diminu\u00edram sua atua\u00e7\u00e3o devido a pandemia, fazendo com que toneladas de pl\u00e1stico sejam encaminhadas diretamente para aterros sanit\u00e1rios.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, de acordo com Marcelo Montenegro, Coordenador de Programa e Projetos da Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll, algumas corpora\u00e7\u00f5es est\u00e3o aproveitando este momento para estimular a volta de descart\u00e1veis j\u00e1 banidos em v\u00e1rios lugares, a fim de\u00a0 continuar a alta produ\u00e7\u00e3o destes itens. Entretanto, o pl\u00e1stico, al\u00e9m dos impactos ambientais, \u00e9 um dos materiais nos quais por mais tempo permanece o Corona v\u00edrus. Para mais, em 2020 a Pol\u00edtica de res\u00edduos s\u00f3lidos completou 10 anos sem efetividade. Para Marcelo Montenegro, a car\u00eancia de processos de reciclagem est\u00e1 ligada a n\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o desta pol\u00edtica, cujo objetivo era justamente reduzir o impacto dos res\u00edduos s\u00f3lidos sobre o meio ambiente. Acerca dos projetos voltados para a preserva\u00e7\u00e3o do oceano, estes tamb\u00e9m foram impactados pelo Corona v\u00edrus. O Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, por exemplo, que seria dividido em 30 a\u00e7\u00f5es, visando melhorar a gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos nos munic\u00edpios, incentivar a implementa\u00e7\u00e3o da coleta seletiva e combater o lixo no mar, est\u00e1 paralisado desde mar\u00e7o de 2020 devido \u00e0 pandemia e sem previs\u00e3o de retorno. Os R$ 40 milh\u00f5es destinados para esta finalidade at\u00e9 agora n\u00e3o foram desembolsados.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caminho trilhado at\u00e9 aqui foi dif\u00edcil e ainda precisa de muitos passos para alcan\u00e7ar uma efetividade satisfat\u00f3ria. A pandemia \u00e9, com certeza, um enorme atraso, mas n\u00e3o pode significar retrocessos. Avan\u00e7ar na luta contra o pl\u00e1stico \u00e9 essencial para o meio ambiente e para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Neste momento, lutar contra o Corona v\u00edrus \u00e9 prioridade mundial, mas negligenciar outros setores t\u00e3o importantes como a preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 criar um problema cujo tamanho n\u00f3s n\u00e3o podemos nem imaginar. Seremos capazes de reverter esta situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Maria Moura (Colaboradora Green Nation)<\/em><\/strong><br><\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":21319,"template":"","format":"standard","mundogreen_category":[203,193,157,195,192,196],"colunista":[],"odss":[183,189,175,176,178,179],"class_list":["post-21317","mundogreen","type-mundogreen","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","mundogreen_category-alertas","mundogreen_category-alimentacao","mundogreen_category-comportamento","mundogreen_category-green-nation","mundogreen_category-iniciativas","mundogreen_category-saude","odss-ods3","odss-ods9","odss-ods11","odss-ods12","odss-ods14","odss-ods15"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen\/21317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/mundogreen"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"mundogreen_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen_category?post=21317"},{"taxonomy":"colunista","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/colunista?post=21317"},{"taxonomy":"odss","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/odss?post=21317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}