          

      

  
{"id":18246,"date":"2019-08-01T11:45:06","date_gmt":"2019-08-01T14:45:06","guid":{"rendered":"http:\/\/greennation.com.br\/?post_type=mundogreen&#038;p=18246"},"modified":"2020-04-28T13:25:25","modified_gmt":"2020-04-28T16:25:25","slug":"do-terno-as-cavernas","status":"publish","type":"mundogreen","link":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/mundogreen\/do-terno-as-cavernas\/","title":{"rendered":"Do terno \u00e0s cavernas"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:center\"><em>Daniel Menin come\u00e7ou a explorar o subterr\u00e2neo como esporte, mas a paix\u00e3o pela espeleologia o transformou em um divulgador cient\u00edfico. J\u00e1 fotografou e mapeou mais de cem cavernas no Brasil e em diversos pa\u00edses<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 25 anos Daniel Menin, publicit\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o e espele\u00f3logo por op\u00e7\u00e3o, mapeia e fotografa cavernas no Brasil. A paix\u00e3o aconteceu quando ainda era estudante de Comunica\u00e7\u00e3o no Mackenzie e um amigo convidou para conhecer o PETAR (Parque Estadual Tur\u00edstico Alto do Ribeira), no sul do Estado de S\u00e3o Paulo. Daniel entrou na caverna e de l\u00e1, n\u00e3o saiu nunca mais. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 perdeu a conta de quantas cavernas j\u00e1 explorou. \u201cMais de cem, acho\u201d, diz com mod\u00e9stia.&nbsp; No Brasil, Peru, Venezuela, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia e na Fran\u00e7a, onde fez curso na&nbsp; \u00c9cole Francaise de Speleologie \u2013 EFS, que resultou em seu livro \u201c&nbsp;T\u00e9cnicas Verticais para Espeleologia\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO homem j\u00e1 esteve na lua, nas profundezas do oceano, nas montanhas mais altas, mas tem muitas cavernas que nunca pisaram. Explorar cavernas \u00e9 uma grande aventura, porque estamos em um ambiente intacto, um museu com a hist\u00f3ria do planeta h\u00e1 milhares de anos\u201d, diz Daniel, que faz parte do Bambu\u00ed &#8211; Grupo de Pesquisas Espeleol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"http:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18248\" srcset=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-600x399.jpg 600w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-300x199.jpg 300w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-768x510.jpg 768w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-120x80.jpg 120w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-800x531.jpg 800w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7-400x266.jpg 400w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/inficcionados_rafael_camargo-7.jpg 1287w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesses 25 anos, para registrar e documentar os segredos das cavernas, o ex-executivo desenvolveu uma t\u00e9cnica pr\u00f3pria de fotografia, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel levar equipamento pesados, flashes, trip\u00e9s. Desde ent\u00e3o suas fotos t\u00eam sido publicadas em revistas cient\u00edficas de renome, entre elas, a National Geographic. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Foto-1-Estalactites-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18252\" width=\"176\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Foto-1-Estalactites-1.jpg 400w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Foto-1-Estalactites-1-300x226.jpg 300w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Foto-1-Estalactites-1-320x240.jpg 320w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Foto-1-Estalactites-1-399x300.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><figcaption>Estalactites podem revelar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de milhares de anos<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma caverna \u00e9 uma m\u00e1quina do tempo. Um banco de dados cient\u00edfico com informa\u00e7\u00f5es de milhares de anos. L\u00e1 voc\u00ea encontra evolu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, animais que aprenderam a sobreviver com pouca comida e nenhuma luz; hist\u00f3ria, geof\u00edsica, arte rupestre. A caverna foi a primeira casa da humanidade. As estalactites e estalagmites guardam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de at\u00e9 200 mil anos, uma ci\u00eancia que se chama paleoclima. Imprescind\u00edvel para entendermos as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em outros par\u00e2metros\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de uma vez, ao registrar a foto de algum animal visto nas cavernas e publicar no site, Daniel recebia liga\u00e7\u00f5es de bi\u00f3logos dizendo que a esp\u00e9cie nunca havia sido catalogada. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bagre-cego.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18249\" width=\"244\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bagre-cego.jpeg 620w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bagre-cego-600x371.jpeg 600w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bagre-cego-300x185.jpeg 300w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/bagre-cego-400x247.jpeg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><figcaption> O bagre-cego \u00e9 uma das esp\u00e9cies de peixe trogl\u00f3bio mais antigas do Brasil. Possui uma estrutura chamada pseudot\u00edmpano para ampliar  sua percep\u00e7\u00e3o sensorial e se orientar na escurid\u00e3o das cavernas. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quatro anos, Daniel deixou a carreira de executivo de marketing para dedicar-se totalmente \u00e0 espeleologia. Organizou seu acervo de duas d\u00e9cadas e meia de experi\u00eancias, boa parte delas relatadas no site que criou, <a href=\"http:\/\/terrasubespeleo.blogspot.com\/\">TerraSub <\/a>e transformou em palestras. Ao apresentar seu material para a psic\u00f3loga Luciene Tognetta, doutora em Educa\u00e7\u00e3o, surgiu a ideia de se fazer um livro paradid\u00e1tico para crian\u00e7as do ensino fundamental, lan\u00e7ado esse ano, \u201cDizem que toda caverna \u00e9 assim&#8230;\u201d. Com suas fotos, poemas de Luciene e ilustra\u00e7\u00f5es de Paulo R. Masserani.  As p\u00e1ginas possuem QR Code e levam a v\u00eddeos did\u00e1ticos de Daniel, ampliando a conversa sobre o tem em quest\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro gerou uma outra atividade: de educa\u00e7\u00e3o ambiental nas escolas. Daniel leva um \u201cminimuseu\u201d para que as crian\u00e7as entendam as estalactites, r\u00e9plicas de dente de mastodonte e de tigre de sabre e a partir desse universo, gera um debate cient\u00edfico, que envolve diversas disciplinas.  <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/51oBqYqpSLL._SX258_BO1204203200_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18250\" width=\"180\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/51oBqYqpSLL._SX258_BO1204203200_.jpg 260w, https:\/\/greennation.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/51oBqYqpSLL._SX258_BO1204203200_-237x300.jpg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><figcaption>Uma toperia \u00e9 a personagem que explora as cavernas, textos po\u00e9ticos de Luciene Tognetta<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA caverna \u00e9 um tema que desperta as crian\u00e7as. Pelo seu\nmist\u00e9rio, pelas aventuras, seus tesouros e segredos. Uma menina de 12 anos\ndisse que ia fazer medicina, mas mudou de ideia depois da atividade\u201d, relata o\nespele\u00f3logo.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tantos anos de expedi\u00e7\u00f5es com tamb\u00e9m rendeu uma obra in\u00e9dita: Cavernas \u2013 Atlas do Brasil Subterr\u00e2neo, realizada conjuntamente com outros tr\u00eas espele\u00f3logos brasileiros, Ezio Rubiolli, Augusto Auler e Roberto Brandi, todos do Grupo Bambu\u00ed. As 60 maiores cavernas do Brasil em extens\u00e3o, 12 delas em profundidade, mapeadas com rigor cient\u00edfico, em 340 p\u00e1ginas coloridas&nbsp;com fotos, mapas, dados e hist\u00f3ricos de cada uma das maiores cavernas do Brasil. Foram sete anos de organiza\u00e7\u00e3o editorial, al\u00e9m de cavernas revisitadas para apura\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO trabalho tamb\u00e9m n\u00e3o se restringe somente aos autores ou\nao grupo, mas representa a atua\u00e7\u00e3o de&nbsp;toda uma comunidade\nespeleol\u00f3gica&nbsp;brasileira atuante e comprometida na documenta\u00e7\u00e3o e\npreserva\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio espeleol\u00f3gico\u201d, destaca Daniel.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":18247,"template":"","format":"standard","mundogreen_category":[157,192],"colunista":[],"odss":[178,179],"class_list":["post-18246","mundogreen","type-mundogreen","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","mundogreen_category-comportamento","mundogreen_category-iniciativas","odss-ods14","odss-ods15"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen\/18246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen"}],"about":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/mundogreen"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"mundogreen_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/mundogreen_category?post=18246"},{"taxonomy":"colunista","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/colunista?post=18246"},{"taxonomy":"odss","embeddable":true,"href":"https:\/\/greennation.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/odss?post=18246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}