De olho na Agenda 2030, Lego faz peças biodegradáveis

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ODS - ONU

O Lego é um dos brinquedos mais populares em todo o mundo. Os blocos de plásticos que encaixam perfeitamente, dando formas a casas, animais, carros, aviões e o que a imaginação permitir. Atualmente, faz edições especiais em homenagem a filmes infantis, heróis e sagas, como Star Wars. O que poucas pessoas sabem é que hoje, um verdadeiro império do segmento, inclusive com parques temáticos, começou em 1932 com pecinhas de madeira.

Na década de 30 uma grande depressão econômica abateu o mundo. E na Dinamarca não foi diferente. Sem casas ou mobiliários para construir, o carpinteiro Ole Kirk Christiansen começou a fazer miniaturas de moveis e casinhas. O negócio prosperou, e Ole fez um concurso entre os funcionários para batizar a fábrica de brinquedos. Lego, o nome vencedor, veio da expressão em dinamarquês leg godt, com o significado de “brincar bem”. 

Em 1950, com o advento do plástico, o empresário passou a fazer os blocos de plásticos coloridos, com um diferencial, encaixes que garantiam a firmeza das peças. E aí o crescimento exponencial da empresa.

Agora devemos assistir uma nova era dos brinquedos. A questão do plástico, do aquecimento global e a emergência de tornar o planeta sustentável, fez com que o Grupo Lego se comprometesse  coma Agenda2030 da ONU, passando a usar materiais sustentáveis ​​em produtos básicos e embalagens até 2030. E agora lança sua primeira produção de série de elementos feitos a partir de plástico vegetal proveniente da cana-de-açúcar. São peças que representam folhas, arbustos e árvores.

Os novos elementos LEGO sustentáveis ​​são feitos de polietileno, que é um plástico macio, durável e flexível e, embora sejam baseados em material de cana-de-açúcar, são tecnicamente idênticos aos produzidos com plástico convencional. Os elementos foram testados para garantir que o plástico à base de plantas atenda aos altos padrões de qualidade e segurança que o Grupo LEGO tem, e os consumidores esperam dos produtos da LEGO.

Segundo Tim Brooks, vice-presidente de Responsabilidade Ambiental do Grupo LEGO, “crianças e pais não notarão qualquer diferença na qualidade ou aparência dos novos elementos, porque o polietileno à base de plantas tem as mesmas propriedades do polietileno convencional”.

O executivo destacou ainda que a empresa está orgulhosa com os primeiros elementos LEGO feitos de plástico de origem sustentável. “Este é um grande primeiro passo em nosso compromisso ambicioso de fabricar todas as peças usando materiais sustentáveis.”

O LEGO Group fez uma parceria com a WWF para apoiar e criar demanda por plástico de origem sustentável e se uniu à Aliança de Materiais de Base Bioplásticos (BFA), uma iniciativa da WWF, para garantir o abastecimento totalmente sustentável de matéria-prima para a indústria de bioplásticos. O plástico à base de plantas usado para fazer com que os elementos LEGO botânicos sejam certificados por terceiros, seguindo os padrões globais para a cana-de-açúcar de origem responsável.

A empresa também investe em energia eólica para fabricar blocos LEGO, e visa chegar a 2030 com e meta de zero desperdício em operações. Também introduziu bandejas sustentáveis ​​de polpa de papel para o calendário do advento de LEGO, reduzindo os resíduos de plástico de ir para aterros sanitários.

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