Peloteira

Solanum pseudoquina A.St.-Hil.

Família: Solanaceae, a família botânica do tomate, da berinjela e das pimentas.

Outros nomes: quina-de-são-paulo, joá e joá-de-árvore.
Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre na Mata Atlântica em apenas 8 Estados: RS, SC, PR, MG, ES, SP, RJ e BA. A peloteira é nativa, mas não é endêmica do nosso país.
Características: É uma árvore com cerca de 7 m de altura e tronco de 30 cm de diâmetro. Sua casca é fina e quase lisa. As folhas são simples, alternas e de consistência fina. As flores são brancas, muito perfumadas e dispostas em inflorescências. O fruto é redondo, amarelado quando maduro e com muitas sementes.
Usos
Alimentação: Não é usado para consumo humano.
Madeira: Considerada pouco resistente. É utilizada na caixotaria, confecção de lápis, palitos e para lenha de baixa qualidade.
Uso medicinal: A casca é usada para fazer remédios que baixam a febre e no combate a malária.
Outros usos: É indicada para arborização urbana devido ao seu pequeno porte.
Curiosidades: O nome peloteira remete à época de frutificação, quando a árvore fica com muitos frutos, que são arredondados e chamados de pelotas. O outro nome popular vem de sua propriedade medicinal não confirmada para baixar febre, pois “quina” é como são conhecidas plantas e substâncias que têm essa propriedade.
Informações Ecológicas: É uma espécie pioneira que tolera bem o sol e ambientes mais secos, perdendo poucas folhas durante o ano. É de rápido crescimento e seus frutos atraem animais, sendo indicada para reflorestamento de áreas degradadas.
Floração: Floresce de junho a março. As flores são melíferas e atraem abelhas.
Frutificação: Frutifica o ano inteiro (exceto agosto e novembro). Os frutos são muito procurados por pássaros e outros animais silvestres que também ajudam na sua dispersão, gerando benefícios para áreas em recuperação.
Referências:
LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 2. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.
BACKES, P. & IRGANG. Mata Atlântica: As Árvores e a Paisagem. Porto Alegre, RS: Paisagem do Sul, 2004.
PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. vol. 4. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1984.
STEHMANN, J.R., MENTZ, L.A., AGRA, M.F., VIGNOLI-SILVA, M. & GIACOMIN, L. 2012. Solanaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: . Acesso em: 22 mai 2012.
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