GreenNation

A sustentabilidade é uma atitude.

Colunistas

Nutrição e agrotóxico


O uso de agrotóxico é um conhecido problema para o ecossistema. Eles são, normalmente, venenos muito poderosos e seu uso indiscriminado contamina o solo, os lençóis freáticos, os rios e os lagos. E seu uso constante cria, através da seleção natural, pragas cada vez mais resistentes aos venenos, o que leva à criação de venenos mais e mais poderosos.

O agrotóxico influencia e prejudica a saúde humana em três fases distintas: na fabricação, na aplicação e no consumo dos alimentos afetados. Estudos apontam que a intoxicação por agrotóxicos está associada, independentemente da forma de contato, a doenças neurológicas como o Mal de Alzheimer e o transtorno do déficit de atenção e diversos estudos os apontam como carcinogênicos. 

Mas é justamente no consumo dos alimentos contaminados que entra a nutrição. A nutrição funcional ensina que o agrotóxico é um agente externo (exotoxina) que leva o organismo humano ao desequilíbrio, gerando a disbiose. Devido a esse desequilíbrio, ficamos sujeitos ao desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas como, por exemplo, arteriosclerose, osteoporose, diabetes e hipertensão.

Para evitar esses problemas, os nutricionistas orientam o consumo de alimentos orgânicos, que são produzidos sem a utilização de agrotóxicos. Sabemos que os alimentos orgânicos são mais caros e muitas pessoas, em virtude de sua condição financeira, não podem consumir exclusivamente alimentos orgânicos. Entretanto, conforme formos aumentando a demanda, mais produtores de alimentos orgânicos passarão a produzir e o preço acabará se reduzindo. Cada um tem que fazer a sua parte, pois se não houver consumo de alimentos produzidos com o uso de agrotóxicos, estes deixarão de ser fabricados e acabaremos com um dos grandes inimigos do planeta.

Uma forma de minimizar os gastos ao consumir alimentos orgânicos, para não pesar no bolso, é aproveitar integralmente as partes não convencionais, como talos, cascas, sementes e folhas. Você notou o volume das partes não convencionais, como, por exemplo, os talos das cenouras? Pois é, esse volume pode fazer uma diferença enorme para a sua saúde e para o seu bolso. Já pensou em conservar na refrigeração ou congelar, os talos da cenoura, da beterraba, do rabanete e ir consumindo aos poucos? Dessa forma você consegue dar conta desses alimentos, sem que eles estraguem. 


25 de outubro de 2016

Noadia Lobão

Noadia Lobão

Especialista em Nutrição Clínica pela ASBRAN, presidente do Congresso Internacional de Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten - COINE. Idealizadora do programa Mestre Cuca Funcional, que incentiva a alimentação saudável, a segurança alime...

[+] Ver artigos deste colunista