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Água para Elas


A força das águas ilustra bem a garra das mulheres brasileiras neste mês de março, em que celebramos o Dia Internacional das Mulheres. Águas que surgem quase em fiapos nas nascentes e se transformam em leitosos rios, alimentando cidades e garantindo a renovação dos ecossistemas do planeta. Águas que se tornam ondas e que navegam entre nações garantindo desenvolvimento econômico e sobrevivência.

É o constante movimento das águas que representa o pulsar do mundo. É a ação direta de milhões de mulheres que permite pequenas revoluções que mudam tudo. Como aquele pingar constante que é capaz de abrir um novo caminho por dentro da rocha, são elas que criam novas rotas, que extrapolam horizontes que muitas vezes lhe são limitados e que garantem a proteção dos sistemas naturais.

São elas também quem mais sofrem com a poluição. Pesquisa recentemente divulgada mostra que doenças transmitidas pela água poluída e pelas más condições de saneamento representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo o mundo. Os dados indicam que a água insalubre mata mais que a AIDS, a diabetes e o câncer de mama.

O alerta feito pelos cientistas é claro: precisamos preservar e garantir os recursos hídricos naturais para continuarmos a existir no planeta. Porém, há também outra mensagem: água para elas, significa extrapolar sua força para que possam superar desigualdades e, principalmente, continuar a consolidação desta sociedade nova de verdade.

 


07 de março de 2016

Marcos Didonet

Marcos Didonet

Geógrafo e produtor de cinema tem somado a cultura, a educação e o meio ambiente em vários projetos ao longo dos últimos trinta anos. É diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (CIMA), organização que coordena diversas inici...

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